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A Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva: avanços e desafios

Jokassia Pelegrini Bognar

Loana Valquiria Barbosa de Lima Sales

Luciane Rodrigues de Farias

Sandra Pegoraro dos Santos

 

DOI: 10.5281/zenodo.17793876

 

 

RESUMO:

O presente artigo aborda sobre a Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva: avanços e desafios. Essa modalidade de ensino tem como principal objetivo assegurar os direitos aos estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista e com altas habilidades ou superdotação. O Atendimento Educacional Especializado (AEE), bem como as formações continuadas para os educadores são essenciais para garantir uma educação inclusiva de qualidade, garantindo os direitos a inclusão aos alunos, público alvo da Educação Especial.

 

Palavra-chave: Educação Especial. Inclusão. Desafios.

 

 

Introdução

 

Esse artigo trata-se da análise da Educação Especial como uma modalidade de ensino que busca a superação dos desafios com o objetivo de garantir a inclusão, ao longo dos últimos anos, com foco na acessibilidade e na permanência dos estudantes. Esta oferta de ensino tem se consolidado como um tema importante de debates, através de políticas públicas, visando garantir a igualdade, assegurando os direitos e a inclusão desses alunos, que inclusive tem se observado um aumento do número de educandos com necessidades especiais. Portanto, essa pesquisa tem como principal objetivo refletir sobre os desafios encontrados no cotidiano escolar eliminando as barreiras, buscando ações e práticas educativas, com o intuito de garantir a inclusão, vencendo todos os preconceitos que muitas vezes são impostos pela sociedade.

 

 

Desenvolvimento

 

A Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva tem ganhado um avanço significativo ao longo de sua trajetória histórica. Pois, antigamente os alunos especiais eram vistos apenas por suas limitações, com a percepção de que não eram capazes de aprender e se desenvolver em sociedade, além de que estudavam em escolas separadas, muitas vezes afastada do ensino regular, ou seja, eram totalmente excluídos. Assim sendo, isso resultava em um processo de exclusão e segregação. Segundo Farias, (2009).

 

No período da Inquisição e, posteriormente, na Reforma Protestante, as pessoas com necessidades especiais eram tratadas como uma personificação do mal. Com decorrer das décadas e com os avanços da Medicina, novos conceitos foram sendo construídos e reconstruídos em relação a tais pessoas (FARIAS; SANTOS; SILVA, 2009, p. 40).

 

Com passar dos anos, vários movimentos por mudanças relevantes aconteceram, sendo um deles o avanço das políticas públicas no Brasil e das discussões sobre direitos humanos. Esse cenário começou a mudar de forma significativa com um olhar mais humano e sensível às necessidades dos estudantes.     A educação passou a ser entendida como um direito de todos e não apenas um privilégio de alguns, assim sendo, começou o processo de inclusão nas escolas. No âmbito escolar, não somente professores precisam estar preparados para atender o público da Educação Especial, mas toda a comunidade escolar precisa compreender como lidar diante de diversas situações. Para que a educação de fato seja igual para todos, com um olhar de respeito e acolhimento diante de diversos desafios no âmbito escolar, é preciso que a educação seja destinada para todos sem discriminação e preconceito. Segundo Stainback, (1999).

 

O movimento da inclusão ganhou um ímpeto sem precedentes no início da década de 1990. Está ocorrendo uma organização internacional crescente (Schools Are for Everyo-ne – As escolas são para todos), com milhares de membros por todo o Estados Unidos e em outros países, com o único propósito de promover a inclusão (STAINBACK, 1999, p. 42).

 

O processo de inclusão e aceitação começa na família, pois o acolhimento familiar e a compreensão das necessidades da criança representam um passo fundamental para seu desenvolvimento, após esse processo a escola assume um papel essencial como formadora de valores, adotando práticas educativas voltadas a inclusão. É de responsabilidade da instituição escolar promover um ambiente acolhedor e inclusivo, que leva ao educando a se desenvolver dentro de suas capacidades, respeitando seu tempo de aprender, oferecendo um atendimento especializado conforme a necessidade de cada educando.

Dessa maneira, os educandos passam a receber atendimento na educação básica, na sala regular de ensino, se caso for diagnosticado alguma necessidade especial, poderão receber atendimento educacional especializado de forma individual, e ainda como suplementar e complementar na sala de recurso da unidade escolar, sendo suplementar voltados para alunos com altas habilidades e complementares para alunos com transtornos globais do desenvolvimento e deficiência.  O artigo 7º da Resolução n° 261/02 CEE/MT diz que:

 

A oferta da educação especial deverá ter início na educação infantil, em creches e na pré-escola, permitindo a identificação das necessidades educacionais especiais e a estimulação do desenvolvimento integral do aluno, bem como a intervenção para atenuar possibilidades de atraso de desenvolvimento, decorrentes ou não de fatores genéticos, orgânicos e/ou ambientais.

 

A formação continuada para professores tem um papel fundamental, pois através dela o profissional aprende novas metodologias de ensino e legislações sobre educação inclusiva, bem como as práticas pedagógicas adaptadas, tecnologia assistiva e estratégias de acessibilidade. Através da formação continuada o professor reflete também sobre suas ações pedagógicas, fazendo uma análise crítica. Assim, a formação continuada contribui para o aperfeiçoamento profissional, favorecendo um espaço mais inclusivo que atenda às necessidades de todos os alunos. 

 

 

Considerações Finais

 

Diante do exposto, conclui - se que a Educação Especial passou por várias mudanças e muitas transformações aos longos dos anos, contribuindo com a construção de uma educação mais humana inclusiva e justa.  Apesar dos grandes avanços conquistados, ainda é possível notar a presença de barreiras, preconceitos e discriminação que dificulta a inclusão de alguns estudantes. Portanto, é essencial que a família, escola e sociedade unem força para juntas superar e fortalecer a prática inclusiva, promovendo uma educação de qualidade que assegure a aprendizagem e o desenvolvimento pleno de cada educando. Conclui-se que uma Educação Inclusiva de qualidade exige esforços contínuos, baseado nas políticas públicas de inclusão e práticas de ensino. Assim sendo, é possível assegurar uma educação de qualidade que valoriza e reconheça a diversidade humana, promovendo a participação plena e a aprendizagem significativa para todos os estudantes.

 

 

Referências

 

FARIAS, Iara Rosa; SANTOS, Antônio Fernando; SILVA, Érica Bastos da. Reflexões sobre a inclusão linguística no contexto escolar. In: DÍAZ, Félix et al. (Orgs.). Educação Inclusiva, Deficiência e Contexto Social: questões contemporâneas. Salvador: Edufba, 2009. p. 39-48.

 

MATO GROSSO, Resolução n°. 261/02-CEE/MT, 2002.

 

STAINBACK, stainback, W. Inclusão: um guia para educadores – P. Alegre: Artimed, 1999. p. 42.