Buscar artigo ou registro:

 

 

 

Contos de fadas no desenvolvimento infantil: uma análise da trajetória, função terapêutica e elemento visual

Angélica de Freitas Nunes Rocha

Elenita Janaína Martins Pereira

 

DOI: 10.5281/zenodo.17754598

 

 

RESUMO

O presente artigo explora a importância dos contos de fadas no mundo infantil, refletindo sobre como essa forma de literatura contribui para desenvolvimento intelectual e imaginário da criança. A pesquisa é de caráter bibliográfica baseada em autores como Fanny Abramovich, Bruno Bettelheim, Laura Sandroni e Raul Machado. O trabalho faz uma breve trajetória dos primeiros criadores de contos, como Charles Perrault, os Irmãos Grimm e Hans Christian Andersen, destacando o papel crucial desses precursores na popularização do gênero. A partir do estudo, observou a importância da ilustração como linguagem universal e concluiu que os contos de fadas, mesmo pertencendo ao plano da fantasia, são uma ferramenta importante por tratarem de problemas vinculados à realidade e ajudarem a criança a encontrar soluções para os problemas do cotidiano.

 

Palavras-chave: Contos de fadas. Desenvolvimento infantil. Emoções. Ilustrações.

 

 

Introdução

 

O mundo mágico das histórias estão presente na vida das crianças desde muito cedo, essa relação com as histórias se estabelece antes mesmo da alfabetização, muitas vezes em um momento íntimo de leitura com um adulto, não só fortalece laços de afetividade, como também introduz conteúdo visual e textual da obra. Abramovich (1989) relata que seu primeiro contato com o mundo mágico das histórias aconteceu quando ela era muito pequena vendo a sua mãe contar histórias todas as noites antes dela adormecer.

Os contos de fadas são aliados importantes no desenvolvimento intelectual e imaginário infantil, contribuindo para a formação integral da criança e influenciando a forma como ela enfrentará seus problemas cotidianos. Baseando-se em autores como Fanny Abramovich, Bruno Bettelheim, Sandroni e Machado, o texto descreve os contos como uma forma de literatura que encanta e oferece um meio seguro para a criança lidar com emoções complexas, anseios e problemas do cotidiano.

Ao retratar problemas clássicos vividos na infância, os contos de fadas possibilita que a criança sinta como se não fosse a única a enfrentar esses problemas, permitindo a externalização de emoções como raiva, tristeza, alegria e medo. Bettelheim destaca que “o conto de fadas faz oposto ele projeta o alívio de todas as pressões e não só oferece caminho para resolver problemas como promete uma solução feliz para eles”. (2013, p, 52).

Dessa forma, este artigo constitui um trabalho de natureza bibliográfica que visa analisar a importância dos contos de fadas e sua influência no universo infantil, enfocando o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança. O texto examina como os contos de fadas atuam como um meio seguro para a criança processar emoções complexas, anseios e problemas do cotidiano. Além disso, o estudo traça a trajetória dessa literatura por meio dos trabalhos de precursores notáveis como Charles Perrault, os Irmãos Grimm e Hans Christian Andersen. Por fim, é enfatizada a relevância da ilustração e do contato precoce com a narrativa no desenvolvimento da criança.

 

 

Os precursores da literatura de contos de fadas

 

Charles Perrault (1628-1703) era um ajudante da corte real francesa e foi o primeiro a organizar os contos de fadas em um livro, devido ao seu contexto era indicado somente para pessoas adultas (CADEMARTORI, 1986). Em 1697, Perrault criou a coletânea “Contos da mãe Gansa”, era a primeira vez que um escritor se apropriava da tradição oral para criar um livro especificamente ligado à criança. A sua escrita misturava a criação popular à sua imaginação de escritor, isso permitia inserir detalhes e toques reais de sua época.

Mais tarde no século XIX em meio a um acontecimento da época chamado romantismo alemão, os irmãos Grimm, Jacob Grimm (1785-1863) e Wilhelm Grimm (1786-1859) tentavam achar respostas para o que vinha acontecendo, os vários dialetos e passando assim, a investigar histórias populares. Com seu irmão Wilheim, o linguista e escritor Jacob Grimm, fundador da filologia alemã, dedicou-se a recolher contos populares de regiões de língua alemã. Entre 1812 e 1815 foi publicada a coletânea “Contos da Infância e do Lar” que trazia piadas, lendas, fábulas, anedotas e narrativas. Coelho afirma:

 

Em meio à imensa massa de texto que lhes servia para os estudos linguísticos. Os Grimm foram descobrindo o fantástico acervo de narrativas maravilhosas que, selecionadas entre centenas registradas pela memória do povo, acabarem por formar a coletânea que é hoje conhecida como literatura clássica Infantil. (2003, p. 23).

 

De acordo com Darton (1896) o irmão Grimm, além de recolherem os contos de camponeses, escutou de sua vizinha Jeannette Hassenpflug boa parte desses contos, que ela ouvia de sua mãe. Esta era de uma família francesa huguenote que fugia da perseguição religiosa de Luís XIX no século anterior levando consigo para a Alemanha um repertório de contos dos livros de Perrault.

Já Hans Christian Andersen (1805-1875) é considerado o “Pai da Literatura”, ele difere de Perrault e dos irmãos Grimm pelo fato de não se limitar a recolher e recontar, mas sim criar suas próprias narrativas, as histórias vinham sempre no contexto dramático, pois, sua origem era de família simples com poucas condições financeiras (citarei algumas adiante). Em função de seu nascimento dia 02 de abril é considerado o Dia Internacional da Literatura Infanto-Juvenil.

Já que foi memorável a atuação de todos, mas nenhum por sua vez obteve essa preocupação diretamente inicial com as crianças, as histórias eram sim muito melancólicas mais tratava de forma real a situação vivida pelas crianças, assim também não deixava de lado o enriquecedor ensinamento que cada uma carregava em seu contexto.

 Portanto, discorrer brevemente sobre a trajetória dos três celebres autores, foi necessário para que se torne tangível no que diz respeito reforçar a importante atuação a preocupação com o universo da criança, mesmo sem querer elas buscam respostas para suas angústias, para aliviar sua tristeza e ao mesmo tempo se diverte com o imenso mundo de descobertas.

 

 

O papel terapêutico e instrutivo dos contos

 

O conto caracteriza–se por estar tão presente na vida da criança, começando assim seu primeiro contato com as várias formas de textos, obras existentes em que leva para um mundo cheio de descobertas. Fanny Abramovich destaca que “os contos de fadas partem de um problema vinculado à realidade…” (1989, p. 120). Por    isso as crianças se identificam com as histórias, pois tratam de assuntos muito vezes ligados a sua vivência, no qual sempre se introduz (fadas, bruxas, anões, duendes, gigantes etc.) o que às torna mais intrigantes.

De acordo com Bettelheim, na sua obra A Psicanálise dos Contos de Fadas (2002), afirma que os contos de fadas têm uma profundidade muito maior que quaisquer outros materiais literários, pois iniciam-se por fortes pressões vividas pelos personagens, e assim, retratam experiências que a criança vive (ou viverá) e oferecem soluções para essas pressões.

Os contos de fadas são tão provocantes que desperta na criança a necessidade de sempre estar se colocando e se identificando com algum personagem. Ao começar a história dos contos com a frase “Era uma vez um reino encantado…” ou seja esse reino pode ser projetado em quaisquer lugar, pois a criança vê caraterísticas que despertam essa identificação com os contos. Essa relação é abordada no livro “Estão mortas as fadas” como, destaca Amarilha:

 

Através do processo de identificação com os personagens, a criança passa a viver o jogo ficcional projetando-se na trama da narrativa. Acrescenta-se a experiência o momento catártico, em que a identificação atinge o grau de elação emocional, concluindo de forma liberadora todo o processo de envolvimento. Portanto, o próprio jogo de ficção pode ser responsabilizado, parcialmente, pelo fascínio que (o conto de fadas) exerce sobre o receptor. (Amarilha, 1997, p. 18).        

 

As crianças ao se identificarem com esses personagens aprende assim tais “lições” que a história passa, portanto faz a ligação com sua vida e consequentemente retira isso para o seu próprio dia-a-dia. Por isso faz-se importante que se dê tempo à criança para que as mesmas tenham a oportunidade de mergulhar no mundo profundo que os contos de fadas proporcionam.

 Algumas histórias não são cativantes fazendo com que a criança desinteresse pelo enredo de modo que isso não venha a ocorrer nos contos de fadas, pois:

 

A criança intuitivamente compreende que, embora essas histórias sejam irreais, elas não são inverídicas; que embora aquilo que essas histórias narrem não ocorra de fato, deve ocorrer enquanto experiência interior e desenvolvimento pessoal; que os contos de fadas retratam de forma imaginaria e simbólica os passos essenciais para o crescimento e para a aquisição de existência independente. (Corso, 2006, p.17).

 

De qualquer forma as histórias, compreende o mundo em que cada criança vive por isso essa transferência, essa forma quase que nata de cada criança ao assegurar-se nos contos. “E assim, esclarecer melhor as próprias dificuldades ou encontrar um caminho para a resolução delas…” (Abramovich, 1989, p. 17). Os contos de fadas projetam a aceitação na criança à medida que o conto se desenrola.

As narrativas são representadas de modo a serem muito parecidas conosco por isso a criança se identifica tanto. Os contos de fadas parecem falar através dos personagens ou nas imagens, que a vida não é fácil podendo ter obstáculos a serem ultrapassados e consequentemente criando certo amadurecimento, pois os saberes vão acumulando e deixando transparecer a sua autonomia. Portanto, os contos de fadas são inestimáveis para o desenvolvimento da criança porque, embora pertençam ao plano da fantasia, tratam de problemas vinculados à realidade.  

 

 

O elemento visual e a narrativa

 

Os contos são tão ricos que possui uma variação de formas e modelos para entreter as crianças, na Educação Infantil utiliza-se de vários métodos para representá-los utilizando diversos materiais a partir da criatividade de quem os confecciona, de alguma maneira as crianças ficam mais entusiasmadas. As imagens do livro infantil não deixam de ser um instrumento muito valioso para os pequenos.

 

A imagem confere ao livro, além do valor estético, o apoio, a pausa e a oportunidade de devaneio, tão importante numa leitura criadora, resultado da percepção única e individual, que faz com que uma pessoa nunca descreva o que leu exatamente como outra” (SandronI e Machado, 1986, p, 38).

 

          Para crianças não alfabetizadas, a ilustração é um elemento fundamental. Livros de contos de fadas necessitam de gravuras ou figuras para interpretar determinadas histórias, tudo isso precisa ser simples e colorido, permitindo que a criança identifique mesmo sem saber o nome.

A apresentação do livro deve estar da seguinte forma, sempre apresentado em páginas brilhantes, cores fortes e desenhos bem-feitos. Bettelheim destaca “para que uma história realmente prenda a atenção da criança, deve entretê-la e despertar a sua curiosidade” (2013, p. 11). Deve-se evitar livros sem figuras, cinza e sem vida que certamente não prenderá a atenção da criança. Salienta Sandroni e Machado “por muito tempo ela desejará olhar aquelas figuras que falam dela e do mundo”. (1986, p. 13). Ainda sobre gravuras as crianças de dois a três anos… 

 

A criança já é capaz de ouvir histórias mais longas e complicadas, mas ainda precisa do suporte das ilustrações que ajudam a interpretar as palavras que ela está ouvindo. Um livro sem texto ou com muitas ilustrações permite que a criança conte a história sozinha a partir de figuras. Nesta fase ela está enfrentando experiências novas, Fazendo muitas coisas pela primeira vez, e a vivência das novidades pode ser reforçada por histórias que falam da chegada de um novo irmão, vida escolar, doenças, e assim por diante. (Sandroni e Machado,1986, p, 17).

 

A criança decodifica as imagens contidas em um livro, dessa forma a ilustração é uma linguagem universal, podendo ser compreendida por diferentes povos. Explica, Sandroni e Machado “entende-se ilustração como a representação gráfica de uma ideia” (1986, p. 38). Percebe-se que o livro sem ilustrações são  pouco admirado pelas crianças, pois não carrega assim atrativos que possa envolver, são tidos apenas como textos. Os contos carregam uma série rica em ilustrações, todo o livro dessa forma de literatura vem assim repleto de imagens deixando claro o seu propósito de compreensão.

Existem vários exemplos que comprovem isso como a história da Chapeuzinho vermelho, ao olhar as ilustrações desse conto, a criança compreende o que elas representam com facilidade. “Algumas ilustrações desenvolvem a compreensão da relatividade, favorecendo com isso o desenvolvimento de múltiplos pontos de vista”. (Sandroni e Machado, 1986, p. 43). Ainda, “As ilustrações podem permitir às crianças interpretações que sejam exclusivamente delas”. (Sandroni e Machado, 1986, p. 43). Cada criança com sua particularidade e a sua maneira veem a mesma imagem, porem à  interpretam ao seu modo. Salienta, Fortuna (2005, p. 01), “vários são os elementos que propiciam o fascínio que os contos exercem sobre as crianças”.  Portanto, os contos devem despertar na criança o prazer e o desejo de sempre querer ouvir mais e mais. 

 

 

A arte de contar e a interpretação da criança

 

A entonação de voz exige certa delicadeza, a criança interage com o texto de uma forma excepcional e lendo de qualquer forma é como se roubasse isso da criança que se identifica tanto com a história. Diante disso “ouvir histórias é uma arte… e tão linda!!! É ela que equilibra o que é ouvido com o que é sentido e por isso não é nem remotamente declamação ou teatro… Ela é o uso simples e harmônico da voz” (Abramovich, 1989 p. 18). De acordo com Sandroni e Machado “os contadores de história deveriam variar o mais possível para que as crianças tivessem contato com várias personalidades e diferentes formas de narrar” (1986, p. 32). Desta forma, ao ler ou ouvir contos de fadas a criança está entrando em contato com seu interior.

Abramovich explica sobre a forma de entender os contos “A magia não está no fato de haver uma fada já anunciada no título, mas na sua forma de ação, de aparição, de comportamento, de abertura de portas, na sua segurança” (1989, p. 121). Então, a maneira que ocorre o desfecho da história a criança assegura de algum modo no que o contexto oferece para sanar suas necessidades. Sobre isso Bettelheim diz que  “…o significado mais profundo do conto de fadas será diferente para cada pessoa, e diferente para a mesma em vários momentos de sua vida” (2013, p. 23).

A criança por sua vez a cada momento que tem acesso a uma história canaliza de maneira própria, podendo ter contato com a história várias vezes e deter a compreensão a cada hora, um significado diferente. Como Bettelheim indaga “os contos de fadas são ímpares, não só como uma forma de literatura, mas como obras de arte integralmente compreensíveis pela criança como nenhuma outra forma de arte é”. (2013, p. 20).                                       Como foi mencionado é definido assim pelo autor por ser a primeira forma de arte em contato diretamente com a criança desde a tenra idade. Os contos de fadas mesmo estando muito vinculado ao plano inexistente com seres, pessoas irreais procuram ser muito mais interessante que outras histórias comuns. É importante ressaltar que nem todas as histórias prende a atenção de um número significativo de crianças, pois o que pode ser interessante para uma pode não ser para outra.

          Segundo Bettelheim  “a criança não sente atraída pela história, isso significa que os motivos ou temas aí apresentados não conseguiram despertar uma resposta significativa nesse momento da sua vida” (2013, p. 27). Ou seja, será melhor tentar outro conto, é claro se não atingir a maioria. A pessoa que o lê, logo percebe se a criança interessou-se pela medida em que a criança solicita a história repetidamente. A medida que a história discorre é possível perceber o entusiasmo, a emoção que a criança estabelece, tal sensação que contagia os pais, pois estamos aqui analisando a criança não letrada.

A criança estabelece vínculo com determinada história retirando o que lhe é importante em tal momento, após isso já está pronta para sugerir e sentir prazer em outra. “Ao contar histórias de fadas sempre melhor seguir indicação da criança”. (Bettelleim, 2013, p. 27). Ao entender um conto o adulto de forma alguma pode transmitir isso para a criança, é melhor que guarde para si e deixe a criança desvendar a maneira que fique mais compreensível para ela à medida que a mesma ganhe experiência. Para Bettelheim “As interpretações adultas, por mais corretas que sejam, roubam da criança a oportunidade de sentir que ela por conta própria por meio de repetidas audições e ruminações acerca da história enfrente com êxito uma situação difícil” (2013, p. 28).

Enfim, cada processo vivido pela criança tem seu tempo necessário e não cabe ao adulto interromper de forma a causar impacto na compreensão em que a criança se encontra. O papel do adulto é criar condições e oportunidades para que as crianças obtenham espaços para ampliar suas experiências pessoais e tendo como respaldo a literatura infantil, pois quanto maior a experiência maior será a amplitude cultural e social que dispõe a imaginação da criança.

 

 

Considerações finais

 

O mundo mágico das histórias estão presente na vida das crianças desde muito cedo é por isso que os contos de fadas têm uma grande influência na vida das crianças. Ao ouvir histórias, como contos as crianças se sentem seguras para externalizarem seus sentimentos como raiva, tristeza, alegria e medo. Todos esses benefícios que os contos de fadas oferecem fortalece a autonomia emocional da criança, pois a maneira que ela resolve seus medos e conflitos internos, influenciará no adulto em que se tornará.

A ilustração é um instrumento importante e uma linguagem universal que confere apoio e facilita a interpretação da história, sendo assim, o elemento visual mostrou-se fundamental para as crianças, principalmente às não alfabetizadas.

A forma como contamos histórias para as crianças podem impactar diretamente no seu interesse pela história, é de suma importância que nesse momentos de contação o adulto leia com entusiasmo e entonação na voz. Além disso, o adulto precisa ter bastante cuidado para não fazer comentários e interpretações sobre a história, para não roubar da criança a oportunidade de sentir e realizar suas próprias interpretações.

          Conclui-se, que essa forma de arte além de proporcionar um espaço de imaginação e pertencer ao plano da fantasia, os contos de fadas dialoga diretamente com a realidade vivida (ou a ser vivida) pela criança. Por tudo isso, é fundamental a continuidade na valorização desta literatura, tão importante para o pleno desenvolvimento da criança.

 

 

Referências

 

ABRAMOVICH, Fanny. Gostosuras e Bobices. São Paulo: Scipione, 1989.

 

AMARILHA, Marly. Estão mortas as fadas? – literatura infantil e prática pedagógica. Petrópolis: Vozes, 1997.

 

BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. São Paulo: Paz e Terra, 2013.

 

BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.

 

CADEMARTORI, Lígia.  O que é literatura infantil. São Paulo: Brasiliense 1986.

 

COELHO, Nelly Novaes. O conto de fadas: símbolos mitos arquétipos. São Paulo: DCL 2003.

 

CORSO, Diana Lichtenstein; CORSO, Mário. Fadas no Divã: psicanálise nas histórias infantis. Porto Alegre: Artmed, 2006.

 

DARTON, Robert. O grande massacre dos gatos, e outros episódios da história cultural francesa. Rio de Janeiro: Graal, 1986.

 

SANDRONI, Laura; MACHADO, Raul. A criança e o livro: guia prático de estímulo à leitura. São Paulo: Ática, 1986.