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a IMPORTÂNCIA DO resgate dos brinquedos e brincadeiras tradicionais NA EDUCAÇÃO INFANTIL.

 

Eryca Marques Chardulo da Silva

Fabíola Barbosa da Silva Pego

Fabrícia Barbosa da Silva

 

 

RESUMO

 

 

O presente trabalho de resgate dos brinquedos e brincadeiras tradicionais tem como objetivo investigar as características do brincar e do brinquedo como fator fundamental ao desenvolvimento das aptidões físicas e mentais da criança, sendo um agente facilitador para que esta estabeleça vínculos sociais com os seus semelhantes. Para a realização desse trabalho será ultilizado pesquisa bibliográfica em livros, internet, Conclui-se que o brincar além de ser um direito da criança é um impulso natural no qual ela exercita sua vontade de descobrir, sua capacidade e sua necessidade de aprender e compreender o mundo que a cerca. A utilização dos brinquedos e brincadeiras tradicionais b a criança envolve-se assume papeis, experimenta possibilidades, formula e testa hipóteses, tiram conclusões, expressa seus pensamentos e sentimentos e elabora sua visão de mundo.

 

Palavras-chave: Brinquedos tradicionais. Brincadeiras tradicionais. Família.

 

 

INTRODUÇÃO

 

Hoje em dia a sociedade consumista e tecnológica não visa os brinquedos para o lado da criatividade e de desenvolvimento da criança e sim para o seu ganho, sendo assim as brincadeiras de antigamente foram substituídas por brinquedos eletrônicos, alguns dos quais fazem tudo sozinho, exigindo o mínimo de participação da criança, geralmente apenas para apertar alguns botões.

O resgate dos brinquedos e brincadeiras neste trabalho esta sendo realizado para que as crianças de hoje possam ter um conhecimento e divertimento como as crianças de antigamente, pois as brincadeiras de hoje em dia se da mais para o lado tecnológico ao invés das brincadeiras antigas cujos muitos brinquedos eram confeccionados pelas suas próprias mãos usando a criatividade.

Antigamente as brincadeiras e os brinquedos eram bem mais divertidos, menos violentos e menos perigosos e bem mais fascinantes que agora, alem disso os brinquedos de antigamente não deixam nada a desejar aos atuais.

Isso tem me levado a refletir que as crianças estão sendo manipuladas por um processo de industrialização capitalista, sem preocupar em respeitar as etapas ou estágios de desenvolvimento da criança para que seja um individuo adulto mais equilibrado na sua forma física e psíquica.

Como criança convivi um pouco com esse mundo dos brinquedos e brincadeiras tradicionais, onde proporciona uma relação com outros pares de forma mais homogenia, cooperativa, criativa, sendo a maioria delas executada ao ar livre, proporciona a criança um maior contato com a natureza , reforçando sua importância para o ser humano e principalmente quando reutilizando objetos ou produtos que seriam descartados (lixo), reinventando os em forma de brinquedos, fazendo valer o ditado “ na natureza nada se perde, tudo se transforma”.

Tendo em vista que as crianças hoje passam a maior parte do seu tempo em frente ao computador, internet, vídeo game e o celular não que eles não aguçam a mente ou não ajudam a desenvolver habilidades. Mas tem levado muitas crianças ao sedentarismo e o crescimento da obesidade e a falta de interatividade aguçando o individualismo e o egoísmo dificultando em se relacionar com os conflitos.

A presente pesquisa tem como tema o resgate dos brinquedos e brincadeiras tradicionais na Educação Infantil

A escolha deste tema surgiu da necessidade de abordarmos o assunto na Educação Infantil não apenas como simples entretenimento, mas como atividades que possibilitam a aprendizagem de várias habilidades Hoje as brincadeiras nas escolas estão ficando escassas, portanto é importante um espaço que possa proporcionar estímulos para que as crianças possam brincar livremente. Além de resgatar o direito de a criança brincar, constrói o seu desenvolvimento cognitivo e estimula valores.

O problema levantado é de que as crianças têm um grande conhecimento em relação às brincadeiras e brinquedos tradicionais, mas ainda não estão inseridas no seu cotidiano devido às brincadeiras eletrônicas que no momento lhes chamam mais atenção?

As hipóteses são de que os brinquedos e brincadeiras tradicionais têm sido utilizados como elemento pedagogicamente importante nas atividades realizadas em sala de aula: os brinquedos e brincadeiras tradicionais influenciam no desenvolvimento da aprendizagem.

O objetivo geral é refletir sobre os brinquedos e brincadeiras tradicionais no desenvolvimento da criança da Educação Infantil,

Os objetivos específicos são valorizar as diferentes formas de brincar e seus benefícios no desenvolvimento de aprendizagem da criança. Discutir a importância dos brinquedos e brincadeiras tradicionais na Educação Infantil como ferramenta pedagógica no desenvolvimento do raciocínio lógico e descrever a importância dos brinquedos e brincadeiras tradicionais como ferramenta na construção de conceitos e a socialização dos alunos.

A escola também deve resgatar essas brincadeiras e brinquedos tradicionais, pois além de fazerem parte da cultura da infância, pode estimular à criatividade a coordenação motora, a concentração, a percepção visual, auditiva e tátil.

O presente trabalho está dividido em três capítulos. No primeiro capitulo será descrito a questão do brincar na infância. No segundo a importância do lúdico na educação infantil. No terceiro será descrito sobre brinquedos e brincadeiras tradicionais.



CAPITULO 1 – O BRINCAR NA INFÂNCIA

 

O brincar é o primeiro experimentar do mundo que se realiza na vida da criança. É uma linguagem de interação que possibilita descobertas e conhecimentos sobre si mesmos, sobre o outro, sobre o mundo que a rodeia.

O brincar é algo que acompanha a criança por toda sua vida, de acordo com LOPES (2001, p. 35), o jogo e o exercício, é a preparação para a vida adulta. “A criança aprende brincando, e é o exercício que a faz desenvolver suas potencialidades.” O brincar é algo presente para todos, principalmente para as crianças. Para algumas é tão sério quanto o trabalho dos seus pais, pois na brincadeira pode ser livre para criar e vencer seus próprios limites.

Segundo BORBA (2006), estudos da psicologia baseados em uma visão histórica e social dos processos de desenvolvimento infantil apontam que o brincar é um importante processo psicológico, fonte de desenvolvimento e aprendizagem, sendo assim por que não trazer o brincar para a Educação Física Escolar?

Ao observarmos uma criança que brinca, percebemos uma coisa curiosa: seu estado de espírito coincide com sua concentração no objeto da brincadeira, jamais é estático e possui um sentido de atração que contagia. (JUNIOR, 1999).

O verdadeiro e profundo brincar acordam, despertam e vivem forças e fantasias do lúdico que, por sua vez, chegam a ter uma ação direta sobre a formação e sobre a estruturação do pensamento da criança. No mundo lúdico, a criança encontra equilíbrio entre o real e o imaginário, alimenta sua vida interior, descobre o sentido de Ser o mundo. “O sentido de ser se aloja nas tramas cotidianas de viver o mundo. De habitá-lo e experimentá-lo.” (ROJAS 2004, p.44).

O brincar infantil constitui a forma básica mais importante e decisiva do ser humano, por fazer desabrochar e ativarem as forças criativas da criança.

O ato de criar tem sua importância à medida que contribui para manter aberta, nessa atividade, sua dimensão primeira e criativa do brincar. No ato criativo se aloja a natureza do encontro. “A criatividade ocorre num ato de encontro, e deve ser compreendida como tendo por centro esse encontro.” (ROJAS 2004. p.79)

PIAGET (1976), por exemplo, em seus estudos sobre o pensamento da criança mostra a importância do brincar em vários períodos do desenvolvimento infantil. Segundo ele, a criança inicia a brincadeira por meio do próprio corpo, já que no primeiro ano de vida não consegue representar os objetos externos. Mais tarde, com o aparecimento das imagens mentais, da função simbólica e da linguagem, a conduta da criança modifica-se; surge o pensamento propriamente dito e o início da compreensão dos signos, possibilitando à criança o jogo simbólico, a imaginação e a imitação, nos quais ela revive prazeres e/ou conflitos elaborando-os, compensando-os e completando a realidade por meio da ficção. Subsequente ao domínio da linguagem a criança apresenta um duplo progresso: pode pensar antes de agir e conhecer as regras que organiza uma situação. O brincar nesse nível, baseado na cooperação e na compreensão das regras explícitas, possibilita à criança uma construção progressiva de sua autonomia, socialização e afetividade.

Para PIAGET (1998), o brincar constitui-se expressão e condição para o desenvolvimento infantil, já que as crianças quando jogam assimilam, acomodam e podem interferir na realidade.

Outro estudioso do brincar é VYGOTSKY, que trata de um brincar específico: o de “faz-de-conta”. Para ele os desejos não realizáveis podem ser alcançados pelo mundo imaginário, por meio do brinquedo. Além disso,

a brincadeira tem a função de transmitir conhecimentos sobre a estrutura social e os tipos de relações valorizadas por uma cultura específica. O brinquedo cria na criança uma nova forma de desejo. Ensina-a a desejar, relacionando seus desejos e um eu fictício ao seu papel no jogo e nas regras (VYGOTSKY, 1994, p.85).

OLIVEIRA (2000), também faz menção à importância do brincar como condição necessária para o desenvolvimento saudável da criança. Expressa o modo como ela organiza sua realidade além de introduzi-la no universo sócio-histórico-cultural. Destaca que: (...) é brincando que a criança se humaniza aprendendo a conciliar de forma efetiva a afirmação de si mesma à criação de vínculos afetivos duradouros. (...) o brincar abre caminho e embasa o processo de ensino/aprendizagem favorecendo a construção da reflexão, da autonomia e da criatividade (p. 7-8).

KISHIMOTO (1997) ressalta que o jogo desempenha um papel fundamental na constituição das representações mentais infantis e como isto está vinculado ao desenvolvimento da criança, já que o brincar é um elemento essencial para o equilíbrio emocional.

A psicanalista atribuiu grande importância ao brincar sendo pioneira em sua utilização como técnica psicanalítica, pois defendia que a criança expressa suas fantasias e ansiedades principalmente através do brincar. Também utilizando o brincar como técnica para a análise de crianças, ABERASTURY (1972), relaciona as brincadeiras com os processos de maturação e crescimento, sendo que as brincadeiras quando “normais”, podem estar associadas às identificações da criança e evoluir para elaborações cada vez mais saudáveis e próximas da realidade.

Segundo KISHIMOTO (1999), a criança que brinca sempre, com determinação auto ativa, perseverando e esquecendo sua fadiga física, pode certamente tornar-se homem determinado, capaz de auto sacrifício para a promoção do seu bem e de outros. Ao brincar as crianças elaboram um sistema de regras que vai durar enquanto a brincadeira acontece. “As regras não preexistem à brincadeira, mas são produzidas à medida que se desenvolve a brincadeira.” (BROUGÈRE, 1995, p.101).

Esse processo natural e sadio de se processar a inteligência não é possível, quando as crianças não realizam ou não conseguem mais o verdadeiro brincar. .

Entretanto, com o acelerado processo de mudanças em nosso mundo e uma civilização cada vez mais técnica, a criança esta perdendo sua capacidade de brincar. A originalidade deste momento do brincar está cedendo lugar a um mundo centrado nos caminhos mecanizados e cada vez mais informatizados que levam o humano a se robotizar, no pensar e no agir.

KISHIMOTO (2011), afirma que

jogos populares infantis, parlendas e brinquedos cantados foram sendo perdidos (ou transformados) nos últimos cinquenta anos possivelmente como consequência dos processos de urbanização e de industrialização. (p.59).

Há ainda a se considerar, a questão da atividade e da passividade da criança diante dos brinquedos eletrônicos, que criam a ilusão de que elas é que os manipulam, quando, no entanto são apenas seu receptor ou mesmo seu imitador (OLIVEIRA, 1986).

Não se trata de enfatizar ou promover nostalgicamente os brinquedos e as formas de brincar do passado como “bons” em face dos brinquedos modernos, necessariamente “ruins”, refere-se à questão de que estes têm se tornado como praticamente a única “opção” às crianças modernas. (OLIVEIRA, 1986).

Segundo CRAIDY (2001, p.54),

a brincadeira favorece a autoestima das crianças, auxiliando-as a superar progressivamente suas aquisições de forma criativa. Brincar contribui para a interiorização de determinados modelos de adulto, no âmbito de grupos sociais diversos.

A aprendizagem precisa acontecer de forma prazerosa permitindo que a criança classifique, ordene, estruture, resolva pequenos problemas e se sinta motivada a ultrapassar os próprios limites, isto pode acontecer através da brincadeira, porque enquanto brinca a criança pensa, cria e desenvolve seu pensamento crítico. Utilizar brincadeiras como recurso didático é uma chance que precisa se colocar em prática, elas pode ser utilizado como prática habitual da aula, pois é um recurso interessante e eficiente.

Em um primeiro momento o brincar para a criança é um mero divertimento, mas brincar vai além, pois enquanto brinca a criança interage, socializa, constrói conhecimentos, desenvolve potencialidades e favorece sua autoestima. Segundo CRAIDY (2001), a brincadeira faz parte de uma realidade vivenciada transformada em uma imitação, por isso o brincar para a criança é algo indispensável segundo afirma a Declaração Universal dos Direitos da Criança, in BRASIL (1998, p.54):

A criança deve ter todas as possibilidades de entregar-se as atividades recreativas, devem ser orientados pelos fins visados pela educação, sociedade e os poderes públicos e esforçar-se por favorecer o gozo deste direito.

A partir destas reflexões pode-se deduzir que brincar é uma proposta criativa e recreativa de caráter físico ou mental, desenvolvida de forma espontânea ou com regras simples e flexíveis. (BRASIL, RCNEI, 1998)

Desde muito tempo já se fala na importância do lúdico para o desenvolver da criança, PIAGET (1998, p.160) afirmava que "o jogo é uma assimilação da atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu", ou seja o lúdico não é algo banal, mas sim algo que enriquece e ajuda a desenvolver a criatividade, permite a criança a vivenciar o lúdico e descobrir-se a si mesma, aprender a realidade, tornando-se capaz de desenvolver seu potencial criativo, construindo seu próprio pensamento.

Para CRAIDY (2001, p.14),

uma criança que não sabe brincar é a miniatura de velho, será um adulto que não saberá pensar. As atividades desenvolvidas pela criança como inventar, brincar, criar e jogar tornam-se significativas a medida que são desenvolvidas onde a criança inventa, reinventa e constrói.

Para DESGUALDO (2011), o ato de brincar é uma fonte de estímulo ao desenvolvimento cognitivo, social e afetivo da criança, é um momento onde ela se expressa e interage, descobrindo o mundo que a cerca.

Nota-se que brincar é um importante instrumento de apoio, pois assim a criança adquire liberdade de ação física e mental, toma decisões, compreende melhor o mundo, e o que as rodeia, assim é capaz de perguntar, explicar, criar e se expressar livremente, interagindo com tudo e com todos.

O lúdico é uma estratégia que favorece a aprendizagem dos alunos de forma prazerosa, substituindo o modelo antigo do ensino da matemática que era apenas um exercício de memorização.

O lúdico no ensino pode servir de estimulo para o desenvolvimento das competências, que o professor se propõe desenvolver em seus alunos. ALVES (2002, p.20), diz que “O lúdico é uma atividade séria que não tem consequências frustrantes para a criança, e pode ser usado como material didático para o ensino.”

Através de materiais adequados, que trabalhem a realidade dos educandos os professores podem tornar o trabalho atrativo e principalmente realizar uma aula diferente, além de auxiliar as crianças a perderem sua timidez, e se relacionem com seus colegas. De acordo com LOPES (2001, p.14).

Quando brinca, a criança se defronta com desafios e problemas, devendo constantemente buscar soluções para as situações a ela colocadas. Para ALVES (2002), a brincadeira auxilia a criança a criar uma imagem de respeito a si mesma, manifestar gostos, desejos, dúvidas, mal-estar, críticas, aborrecimentos, etc. Se observarmos atentamente a criança brincando, constatamos que neste brincar estão presentes a construção de representações de si mesma, do outro e do mundo, bem como a revelação e internalização de comportamentos e hábitos. Por meio do brincar, a criança consegue expressar sua necessidade de atividade, sua curiosidade, seu desejo de criar, de ser aceita e protegida, de se unir e conviver com outros.

Brincar, segundo DESGUALDO (2011), é uma prática pedagógica que não é simplesmente divertimento, mas favorece o desenvolvimento físico afetivo e moral e a partir dele há processamento do conhecimento sensório-motor. As crianças quando interagem sobre os objetos, estruturam espaço e tempo, desenvolvendo noção de casualidade, chegando a representação como resultado a lógica. O brincar motiva a criança a usar sua inteligência porque se esforçam para superar seus obstáculos tanto no campo emocional quanto no cognitivo, a brincadeira nas crianças evolui mais nos seus seis primeiros anos de vida do que em qualquer fase do desenvolvimento humano e neste período se estrutura de forma bem diferente de como a compreenderam teóricos interessados na temática. Em jogo qualquer a criança pode optar por brincar ou não o que é característica importante da brincadeira, pois oportuna o desenvolvimento da autonomia, criatividade e responsabilidade quanto as próprias ações.

Segundo KISHIMOTO (1994, p.74), "o brinquedo supõe uma relação íntima com a criança e uma indeterminação quanto ao uso", ou seja, a ausência de um sistema de regras que organizam uma utilização. O brinquedo preenche necessidades, entendendo-se estas necessidades como motivos que impelem a criança à ação, são estas necessidades que levam a criança a avançar em seu desenvolvimento.

Há várias maneiras de brincar, segundo ALVES (2002, p.20), como: através do jogo, teatro, brinquedos, faz de conta, brincadeiras cantadas, mímica.

Os jogos ou brincadeiras exigem intencionalidade, requerem planejamento, precisa de um olhar atento e observação detalhada, deve ter objetivos claros a serem alcançados, precisa de suporte e registro para que propicie a acomodação e assimilação de conceitos. O jogo é indispensável na vida da criança e sempre esteve presente na vida do ser humano desde os tempos remotos, ele é um dos objetos que pode auxiliar no processo ensino-aprendizagem como afirma DESGUALDO (2011, p.54):

o jogo nas suas diversas formas auxilia no desenvolvimento da motricidade fina e ampla, auxilia no processo ensino-aprendizagem, desenvolvimento de habilidades do pensamento, imaginação, interpretação, tomada de decisão, criatividade, levantamento de hipóteses.

ALVES (2002), ainda completa que o jogo não é apenas um passatempo, mas ocupa lugar de alta importância na educação escolar, estimulando o crescimento, o desenvolvimento, a coordenação, a iniciativa intelectual.

O brinquedo é um objeto que ajuda a criança no desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentração, atenção, da autonomia, autoconfiança e assim também estimulando a curiosidade. Qualquer coisa que pode ser utilizada como brinquedo estimula a imaginação infantil: como caixas, pontinhos, fitas, folhas de árvores, pedaços de tecido, etc. No faz-de-conta a criança age, realiza a sua maneira, idealiza, brinca como desejar, utiliza a imaginação e fantasia para conhecer a si e o outro, como afirma ROJAS (2004, p.22). Isto quer dizer que as várias maneiras de brincar são muito importantes para o desenvolvimento infantil, e o professor como parte disto precisa ter consciência da sua importância que por meio das brincadeiras pode ser observada e composta uma visão dos processos de desenvolvimento das crianças.

CAPITULO II: A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 

 

O grande sucesso do brincar na Educação Infantil se dá por meio de jogos e brincadeiras, que possibilitam à criança descobertas que acarretam o aprendizado.

A observação e a interpretação da atividade de brincar dão ao professor caminhos que o leva a entender o aluno, e a criança oportunidade de mesclar as informações, ampliando seus conhecimentos e suas habilidades, sejam elas motoras, cognitivas ou linguísticas, e assim temos fundamentos teóricos para deduzirmos a importância do brinquedo no desenvolvimento da criança na Educação Infantil.

VYGOTSK (1994), vê o brinquedo como o meio principal do desenvolvimento da criança. Considera que o desenvolvimento ocorre ao longo da vida e que as funções psicológicas superiores são construídas ao longo dela. Ele não estabelece fases para explicar o desenvolvimento. Segundo ele, a criança usa as interações sociais como formas privilegiadas de acesso a informações: aprendem à regra do jogo, por exemplo, através dos outros e não como o resultado de um engajamento individual na solução de problemas.  Desta maneira, aprende a regular seu comportamento pelas reações, quer elas pareçam agradáveis ou não. As maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornará seu  nível básico de ação real  e moralidade.

O brincar é uma característica da criança e faz parte da sua índole, ambas são praticamente sinônimas, uma não existe sem a outra, “as atividades lúdicas são a essência da infância. Para SANTOS (1997, p. 19), brincar contribui no desenvolvimento da criança na Educação Infantil. “Brinquedos e brincadeiras aparecem com significações opostas e contraditórias: a brincadeira é vista ora como ação livre, ora como atividade supervisionada pelo adulto.”

Nesta frase do autor podemos definir a ação livre como jogos e brincadeiras em que as crianças brincam livres e as supervisionadas como jogos e brincadeiras com regras.

De acordo com CASARIN (2002), as brincadeiras deixaram de ser apenas divertimento, ela passou a ser observada com potencialidade no espaço educativo.

Vale ressaltar que o brinquedo no desenvolvimento da criança na educação Infantil, além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, proporciona o desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da concentração e atenção.

Brincar é indispensável à saúde física, emocional e intelectual da criança. E irá contribuir, no futuro, para a eficiência do adulto. Brincar é um momento de auto expressão e auto realização.

Para DESGUALDO (2011), é no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera que depende de motivações internas. É no brinquedo que a criança consegue ir além do seu comportamento habitual, atuando num nível superior ao que ela realmente se encontra.

Para superar essa necessidade a criança brinca, e durante a atividade lúdica ela vai compreendendo à sua maneira o que faz parte desse mundo, esforçando-se para agir como um adulto, por exemplo, dirigir um carro, andar a cavalo, preparar uma comida, ou atender um paciente. É o que concorda KISHIMOTO (1994, p. 68)

A brincadeira é a atividade espiritual mais pura do homem neste estágio e, ao mesmo tempo, típica da vida humana enquanto um todo, da vida natural interna no homem e de todas as coisas. Ela dá alegria, liberdade, contentamento, descanso externo e interno, paz com o mundo... A criança que brinca sempre, com determinação auto ativa, perseverando, esquecendo sua fadiga física, pode certamente torna-se um homem determinado, capaz de auto sacrifício para a promoção do seu bem e de outros... Como “sempre indicamos o brincar em qualquer tempo não é trivial, é altamente sério e de profunda significação.

FANTIN (2000), foi o primeiro educador enfatizar o brinquedo, a atividade lúdica como parte essencial do trabalho pedagógico e a aprender o significado da família nas relações humanas, ao criar o jardim de infância com o uso de jogos e brinquedos. De acordo com CASARIN (2002, p. 2), consequentemente, as escolas que adotam as teorias froebelianas permitem o brincar com atividades orientadas e também livres. Os brinquedos são vistos como suporte para a ação do brincar, proporcionando a aquisição de habilidades e conhecimentos.

Através da brincadeira, a criança pode experimentar novas situações, e lhe é garantida a possibilidade de uma nova educação criadora, voluntaria e consciente.

Froebel foi considerado por MALUF (2003, p.48),

um psicólogo da infância ao introduzir o brincar para desenvolver e educar as crianças. Ele afirma que o desenvolvimento físico, motor e cognitivo dar-se-ão em atividades livres e espontâneas.

De algum tempo para cá, os estudiosos passaram a ver o brincar das crianças de forma diferente, não só para passar o tempo e se divertir, mas para seu pleno desenvolvimento CERVO; BERVIAN (2002 p.14) que diante dos desafios do brincar faz com que as crianças tende alcançar melhores níveis de desempenho.

Numa situação de brinquedo, a imaginação da criança é uma atividade especificamente humana e consciente, que surge da ação. Em suas ações, a criança representa situações às quais já foram de alguma forma vivenciada por ela em seu meio sociocultural, ou seja, a sua representação no brinquedo está muito mais próxima de uma lembrança de algo que já tenha acontecido do que da pura imaginação. Para VYGOTSKY (1994, p. 134):

O brinquedo cria uma zona de desenvolvimento proximal na criança, aquilo que na vida real passa despercebida por ser natural, torna-se regra quando trazido para a brincadeira. “As crianças fazem das brincadeiras uma ponte para o imaginário, a partir dele muito pode ser trabalhado.

A brincadeira fornece, pois, ampla estrutura básica para mudanças da necessidade e da consciência, criando um novo tipo de atitude em relação ao real. Nela aparecem à ação na esfera imaginativa numa situação de faz de conta, a criação das intenções voluntárias e a formação dos planos da vida real e das motivações volitivas, constituindo-se, assim, no mais alto nível de desenvolvimento pré-escolar.

Para KISHIMOTO (1999, p.14), “o brincar tem a prioridade das crianças que possuem flexibilidade para ensaiar novas combinações de ideias e de comportamentos.”

ALVES (2002, p.47), afirma que “a brincadeira é qualquer desafio que é aceito pelo simples prazer do desafio, ou seja, confirma a teoria de que o brincar possui um objetivo próprio e tem um fim em si mesmo.”

Autores como NEGRINE (1994), a brincadeira procuram identificar as suas características. Estes autores não negam a influência social e cultural do brincar, mas focam suas pesquisas principalmente em estudar as características e influências comportamentais e desenvolvimentais da brincadeira. Percebe-se, portanto a necessidade de os autores e pesquisadores exporem de forma clara os pressupostos teóricos que estão embasando seus estudos e conceitos bem como seus objetivos, uma vez que isto conduzirá e orientará os resultados de suas pesquisas.

A brincadeira é a atividade principal da infância. Essa afirmativa se dá não apenas pela frequência de uso que as crianças fazem do brinquedo, mas principalmente pela influência que esta exerce no desenvolvimento infantil.

A cognição e o desenvolvimento intelectual são exercitados em jogos onde a criança possa testar principalmente a relação causa-efeito. Na vida real isto geralmente é impedido pelos adultos.

Para ANTUNES (1998, p. 27),

entre 3 e 6 anos de idade, as crianças estão no segundo estágio conforme Piaget (período pré-operacional), o do desenvolvimento cognitivo, em que podem pensar em símbolos, mas ainda não podem usar a lógica.

Esta proposta faz com que se perceba que o lúdico é uma opção de trabalhar o conhecimento de forma prazerosa, pois é através do brinquedo e do brincar que a criança aprende a lidar com o mundo, e formar sua personalidade, recriando situações do seu dia a dia na busca de novas experiências. Para KISHIMOTO (1994, p. 68).

O brincar também contribui para a aprendizagem da linguagem, que funciona como instrumento de pensamento e ação, para ser capaz de falar sobre o mundo, a criança precisa saber brincar com o mundo com a mesma desenvoltura que caracteriza a ação lúdica.

Nesta visão, as crianças adquiriram o brinquedo, facilitando a necessidade do imaginário, enriquece as habilidades motoras e reforça a aprendizagem educativa.

Ao participar de uma brincadeira, além de aprendê-la, a criança começa a inventar outras, com variações da mesma.

É importante refletir a maneira como o brinquedo vem sendo trabalhado nas escolas, e se ele favorece um aprendizado significativo nas atividades pedagógicas. Logo, é persistente a busca de respostas que levam à solução do problema. Portanto, verifica-se que precisamos não apenas saber que ensino escolher, mas como ensinar, sobretudo, quando ela está pronta para aprender as várias tarefas intelectuais do processo ensino-aprendizagem.

Nestas contextualizações MAUÉS (2000, p. 01), segue citando que: “É através do brincar que a criança representa a realidade à sua volta, e com isso vai construindo seus próprios valores, ideias e conceitos.” Nos dias de hoje o brincar vem sendo cada vez mais utilizado na Educação, sendo destacado como uma peça importantíssima para a formação da personalidade, da inteligência, na evolução do pensamento, transformando-se em um artifício mais acessível para a construção do conhecimento.

Brincar significa extrair da vida nenhuma outra finalidade que não seja ela mesma. Em síntese, o jogo é o melhor caminho de iniciação ao prazer estético, á descoberta da individualidade e á meditação individual. ANTUNES (2002, p. 36-37),

O brincar é a atividade predominante na infância e vem sendo explorado no campo científico, como intuito de caracterizar as suas peculiaridades, identificar as suas relações com o desenvolvimento e com a saúde e, entre outros objetivos, intervir nos processos de educação e de aprendizagem das crianças.

PIAGET (1976), seguindo uma orientação cognitiva, analisa o jogo integrado à vida mental caracterizado por orientações do comportamento que denomina assimilação.

Dentro dessa perspectiva, PIAGET ressalta que a inteligência é definida pelo equilíbrio entre a assimilação e acomodação. Segundo o autor a maneira da criança assimilar é transformar o meio para que este se adapte às suas necessidades, enquanto o acomodar é a maneira da criança mudar a si mesma para adaptar-se ao meio em que está inserida. Para PIAGET (1976, p. 99):

O jogo é a construção do conhecimento, principalmente, nos períodos sensório-motor e pré-operatório. Agindo sobre os objetos as crianças, desde pequenas estruturam seu espaço e seu tempo, desenvolvem a noção de casualidade, chegando à representação e finalmente à lógica.

Em resumo, PIAGET (1976), assegura que o jogo na criança inicialmente é egocêntrico e espontâneo, tornando-se cada vez mais uma atividade socializadora. Portanto, verifica-se que, ao brincar, a criança constrói conhecimento. Com isso uma das atribuições mais importantes do jogo é a confiança que a criança tem. Confiante, ela pode chegar às suas próprias conclusões, criar seus próprios valores morais e culturais, visando sua autoestima, o autoconhecimento, a cooperação conduzindo à imaginação, à fantasia, à criatividade, à criticidade e a algumas vantagens que facilitam suas vidas, sejam quando crianças ou como adultos.

É nesse sentido que a brincadeira pode ser considerada um excelente recurso a ser usado quando a criança chega à escola, pode ser parte essencial de sua natureza, podendo favorecer tanto aqueles processos que estão em formação, como outros que serão completados.

Visto dessa forma, não há dúvidas do quanto o brinquedo influência o desenvolvimento da criança.

Segundo DESGUALDO (2011), quando a criança inicia sua vida escolar, inicia também o processo de aprendizado, construindo conhecimentos seguindo diferentes etapas de desenvolvimento cognitivo. Utilizar o brinquedo em sala de aula é uma estratégia que favorece a aprendizagem, já que a criança participa de varias atividades, onde estão presentes jogos e brincadeiras.

Segundo KISHIMOTO (1999), o brinquedo supõe uma relação íntima com a criança e uma indeterminação quanto ao uso, ou seja, a ausência de um sistema de regras que organizam uma utilização. O brinquedo preenche necessidades, entendendo-se estas necessidades como motivos que impelem a criança à ação, são estas necessidades que levam a criança a avançar em seu desenvolvimento

Para KISHIMOTO (2002, p. 68).

O brincar também contribui para a aprendizagem da linguagem, que funciona como instrumento de pensamento e ação, para ser capaz de falar sobre o mundo, a criança precisa saber brincar com o mundocom a mesma desenvoltura que caracteriza a ação lúdica.

Para KISHIMOTO (1994), a brincadeira possibilita que a aprendizagem aconteça de forma prazerosa contribui para superar obstáculos cognitivos e emocionais do aluno, por meio do brincar há trocas de experiências entre os alunos, que adquire confiança na própria capacidade de conhecer e enfrentar desafios.

O brincar na Educação Infantil por meio de jogos e brincadeiras possibilita a criança descobertas e aprendizado. A observação da atividade de brincar dá ao professor caminhos para entender o aluno, e a criança oportunidade de ampliar conhecimentos e habilidades, sejam elas motoras, cognitivas ou lingüísticas.

VYGOTSK (1994), vê o brinquedo como o meio principal do desenvolvimento da criança. Considera que o desenvolvimento ocorre ao longo da vida e que as funções psicológicas superiores são construídas ao longo dela. Ele não estabelece fases para explicar o desenvolvimento. Segundo ele, a criança usa as interações sociais como formas privilegiadas de acesso a informações: aprendem à regra do jogo, por exemplo, através dos outros e não como o resultado de um engajamento individual na solução de problemas.  Desta maneira, aprende a regular seu comportamento pelas reações, quer elas pareçam agradáveis ou não. As maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornará seu  nível básico de ação real  e moralidade.

O brincar na educação Infantil, além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e autonomia, proporciona o desenvolvimento da linguagem, do pensamento, concentração e atenção.

Para VYGOTSK (1994), é no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera que depende de motivações internas. É no brinquedo que a criança consegue ir além do seu comportamento habitual, atuando num nível superior ao que ela realmente se encontra.

Durante a atividade lúdica a criança vai compreendendo à sua maneira o que faz parte desse mundo e do mundo adulto, por exemplo, ao simular através do brinquedo dirigir um carro, andar a cavalo, preparar uma comida, ou atender um paciente, a mesma estará aprendendo através do brincar. É o que concorda KISHIMOTO (1994, p. 68)

A brincadeira é a atividade espiritual mais pura do homem neste estágio e, ao mesmo tempo, típica da vida humana enquanto um todo, da vida natural interna no homem e de todas as coisas. Ela dá alegria, liberdade, contentamento, descanso externo e interno, paz com o mundo... A criança que brinca sempre, com determinação auto-ativa, perseverando, esquecendo sua fadiga física, pode certamente torna-se um homem determinado, capaz de auto sacrifício para a promoção do seu bem e de outros... Como “sempre indicamos o brincar em qualquer tempo não é trivial, é altamente sério e de profunda significação.

Numa situação de brinquedo, a imaginação é representada pela ação. E é nas ações, que a criança representa situações às quais já vivenciou em seu meio sociocultural, o brinquedo ou brincadeira representará as lembranças de algo que já tenha acontecido. Para VYGOTSKY (1994, p. 134).

O brinquedo cria uma zona de desenvolvimento proximal na criança, aquilo que na vida real passa despercebida por ser natural, torna-se regra quando trazido para a brincadeira. “As crianças fazem das brincadeiras uma ponte para o imaginário, a partir dele muito pode ser trabalhado.

Através de materiais adequados, que trabalhem a realidade dos educandos os professores podem tornar o trabalho atrativo e realizar uma aula diferente, além de auxiliar as crianças a perderem sua timidez e se relacionem com os colegas.

Para KISHIMOTO (1999, p.58), “o brincar tem a prioridade das crianças que possuem flexibilidade para ensaiar novas combinações de ideias e de comportamentos.”

Para KISHIMOTO (1994, p. 68),

O brincar também contribui para a aprendizagem da linguagem, que funciona como instrumento de pensamento e ação, para ser capaz de falar sobre o mundo, a criança precisa saber brincar com o mundo com a mesma desenvoltura que caracteriza a ação lúdica.

Nesta visão, o brinquedo, facilita o imaginário, enriquece as habilidades motoras e reforça a aprendizagem educativa. Ao participar de uma brincadeira, a criança começa a inventar outras, com variações da mesma. Em síntese, o brincar é o melhor caminho de iniciação da descoberta e intervenção educativa. ANTUNES (1998, p. 36-37)

O brincar é a atividade predominante na infância e vem sendo explorado no campo científico, como intuito de caracterizar as suas peculiaridades, identificar as suas relações com o desenvolvimento e com a saúde e, entre outros objetivos, intervir nos processos de educação e de aprendizagem das crianças.

É nesse sentido que a brincadeira pode ser considerada um excelente recurso usado na escola, pois favorece a aprendizagem dos alunos que estão em processo de formação, como outros que necessitam de apoio pedagógico.

Há várias maneiras de brincar como: através do jogo, teatro, brinquedos, faz de conta, brincadeiras cantadas, mímica. mas as atividades voltadas para os jogos e brincadeiras, requerem planejamento, e um olhar atento e detalhado, com objetivos claros a serem alcançados na assimilação de conceitos.

O brinquedo ajuda a criança no desenvolvimento da linguagem, o pensamento estimulando a curiosidade. Qualquer coisa pode ser utilizada como brinquedo para estimular a imaginação infantil: como caixas, pontinhos, fitas, folhas de árvores, pedaços de tecido, etc, pois no faz-de-conta a criança realiza a sua maneira a imaginação para conhecer a si e o outro

Segundo PIAGET (1976, p.68), "O desenvolvimento da criança acontece através do lúdico. Ela precisa brincar para crescer, precisa do jogo como forma de equilíbrio."

Segundo KISHIMOTO (1994), o brinquedo supõe uma relação íntima com a criança e uma indeterminação quanto ao uso, ou seja, a ausência de um sistema de regras que organizam uma utilização. O brinquedo preenche necessidades, entendendo-se estas necessidades como motivos que impelem a criança à ação, são estas necessidades que levam a criança a avançar em seu desenvolvimento.

Afirma VYGOTSKY (1994), que a brincadeira possui três características: a imaginação, a imitação e a regra. Elas estão presentes em todos os tipos de brincadeiras infantis, tanto nas tradicionais, naquelas de faz de conta, como naquelas que exigem regras

Brincar como prática pedagógica não é simplesmente divertimento, mas deve favorece o desenvolvimento físico afetivo e moral e conhecimento. As crianças quando interagem sobre os objetos constroem resultado de forma lógica.

A prática de atividades lúdicas nas séries iniciais é propícia ao desenvolvimento da criatividade, a personalidade e prepara para uma condição melhor de vida.

Segundo DESGUALDO (2011), a importância da criatividade para a pessoa é enorme, pois engrandece a personalidade e prepara para uma condição melhor de vida. O trabalho será muito melhor e apresentará resultados muito mais satisfatórios se desenvolvido desde a infância.

O lúdico e a brincadeira permitem criar e auxiliar no desenvolvimento das crianças, fazendo com que o aluno leve este hábito para a vida toda, pois toda pessoa passa pela escola para se tornar um cidadão digno e com responsabilidade.

Segundo OLIVEIRA (2000), recrear é educar, pois o lúdico e a brincadeira permitem criar e satisfazer o espírito estético do ser humano, as ricas possibilidades culturais permitem escapar do desagradável, utilizando excesso de energia ou diminuindo tensão emocional; é experiência, complementa atividade compensadora, descarrega impulsos agressivos, fuga de pressão social que provoca frustração, monotonia ou ansiedade.

Segundo BORBA (2006), na educação infantil, utiliza-se do lúdico e da brincadeira como um poderoso instrumento para auxiliar o desenvolvimento das crianças, seja no plano motor, afetivo ou cognitivo com a finalidade de promover um estilo de vida ativo e saudável, conduzindo a uma qualidade de vida satisfatória.

O professor é o maior responsável em motivar o aluno a praticar as aulas, desse modo, o lúdico e a brincadeira proporcionam momentos descontraídos e prazerosos. Por meio da recreação é possível educar e socializar crianças e adolescentes, a criança assimilar o mundo a sua maneira, sem compromisso.

De acordo com OLIVEIRA (2000, p.47),

o professor é o maior responsável em motivar o aluno a praticar as aulas, fazendo com que o aluno leve este hábito para a vida toda, pois toda pessoa passa pela escola para se tornar um cidadão digno e com responsabilidade.

Segundo OLIVEIRA (2000), o lúdico e a brincadeira proporcionam momentos descontraídos e prazerosos. Por meio da recreação, é possível educar e socializar crianças e adolescentes, por meio de atividades prazerosas, interagindo-os com a sociedade e desenvolvendo importantes aspectos em seu cotidiano.

Os brinquedos podem ser definidos das seguintes maneiras: seja em relação à brincadeira, seja a uma representação social. No primeiro caso, o brinquedo é aquilo que é utilizado como suporte numa brincadeira; pode ser um objeto namufaturado, um objeto fabricado por aquele que brinca uma sucata, efêmera, que só tenha valor para o tempo da brincadeira, um objeto adaptado. Tudo, nesse sentido se torna brinquedo e o sentido de objeto lúdico só lhe é dado por aquele que brinca enquanto a brincadeira perdura (OLIVEIRA, 2000.p.62).

O lúdico e a brincadeira desenvolvem relações sociais, na idade escolar com seus familiares, neste trabalho deverá ser valorizada como instrumento educativo, talvez na possibilidade de extrair da espontaneidade e do lúdico resultados promissores ao futuro homem e sua sociedade.

OLIVEIRA (2000), diz em que a brincadeira é uma atividade que a criança desenvolve em suas relações sociais, na idade escolar com seus familiares, com outras crianças da mesma idade sem objetivos educacionais ou de aprendizagem. Atividade essa que a criança faz para recrear-se ou por diversão, com seus pais, professores, amiguinhos, com o espaço e com a cultura na qual está inserida.

FREIRE (1997), considera que a brincadeira consiste em propor uma educação natural. Uma vez que a criança não se limita a receber passivamente os conteúdos de uma brincadeira, eles se apresentam enquanto fontes de confrontações com significações culturais, tomando então a dimensão de suporte para a aprendizagem.

O lúdico e a brincadeira fazem parte do cotidiano das crianças, portanto na escola, não poderia ser diferente. Ao trabalhar com o lúdico, o professor possibilita que os educandos aprendam brincando. Desse modo, as hipóteses básicas são de que os professores utilizam o lúdico para trabalhar o processo de construção de conhecimento das crianças nos anos iniciais do Ensino Fundamental; o lúdico como ferramenta pedagógica auxilia no desenvolvimento da criança e facilita a relação entre teoria e prática; a utilização das atividades lúdicas favorece a construção de conceitos e a socialização dos alunos. A utilização de brincadeiras em sala de aula deve facilitar o desenvolvimento integral da criança.

Quando brinca, a criança se defronta com desafios e problemas, devendo constantemente buscar soluções para as situações a ela colocadas. Para as autoras, a brincadeira auxilia a criança a criar uma imagem de respeito a si mesma, manifestar gostos, desejos, dúvidas, mal-estar, críticas, aborrecimentos, etc. Se observarmos atentamente a criança brincando, constatamos que neste brincar estão presentes a construção de representações de si mesma, do outro e do mundo, bem como a revelação e internalização de comportamentos e hábitos. Por meio do brincar, a criança consegue expressar sua necessidade de atividade, sua curiosidade, seu desejo de criar, de ser aceita e protegida, de se unir e conviver com outros. (ANTUNES, 2005, p. 14).

De acordo com OLIVEIRA (2000, p. 14), quando brinca, a criança se defronta com desafios e problemas, devendo constantemente buscar soluções para as situações a ela colocadas.”

O professor deve ter conhecimento dos objetivos das brincadeiras usadas no processo ensino e aprendizagem e de que, quando uma criança brinca, ela tem oportunidade de lidar com suas emoções e desejos.

De acordo com ANTUNES (2005, p.14)

brincar é mais que uma atividade lúdica, é um modo para obter informações, respostas e contribui para que a criança adquira certa flexibilidade, vontade de experimentar, buscar novos caminhos, conviver com o diferente, ter confiança, raciocinar, descobrir.

O professor desempenha o papel de mediador na construção do conhecimento, criando situações para que a criança exercite a capacidade de pensar e buscar soluções para os problemas apresentados. Assim, cabe ao professor organizar questionamentos de formas variadas para a verificação da segurança do aluno ao elaborar determinada resposta, desafiando de forma incentivadora a comprovação do conceito conquistado naquele momento. (ANTUNES, 2005, p. 12).

O lúdico deve promover a participação do aluno e o mesmo deve refletir sobre o seu saber. De acordo com BATISTA (2001, p.32),

alunos com dificuldades de aprendizagem tem nas brincadeiras a experiência em que aprender é uma atividade interessante e desafiadora e vão adquirindo autoconfiança e são incentivados a questionar e corrigir suas ações.

O professor não deve impor um conteúdo que ele pensa ser importante, pois a aprendizagem é feita por meio da manipulação de diversos tipos de materiais, na relação que estabelece com as pessoas e o meio, nos questionamentos entre ela e o professor e na mediação deste no processo de construção. (BATISTA, 2001, p.11)

Através de materiais adequados, que trabalhem a realidade dos educandos, os professores podem tornar o trabalho atrativo e principalmente realizar uma aula diferente, além de auxiliar as crianças a perderem sua timidez e se relacionarem com seus colegas. A criança, através das brincadeiras, pode inventar e reinventar.

As brincadeiras auxiliam também na descentralização, que consiste em desenvolver a capacidade de ver algo a partir de um ponto de vista que difere do seu, e na coordenação dessas opiniões para chegar a uma conclusão. Criam um novo esquema no qual se encaixam estímulos, onde a criança pode realizar qualquer tarefa, pois o estímulo é parte importante da educação uma vez que bem elaboradas. (BATISTA 2001, p. 8).

Cabe ao professor utilizar a realidade da criança aproveitando cada oportunidade a fim de sugerir atividades para que o desenvolvimento lógico-matemático seja efetivo e prazeroso.

Para MALUF, (2003, p.54), deve-se “escolher atividades que estimulem o conteúdo a ser estudada a prática diária, não se esquecendo de respeitar as condições de cada comunidade e o querer de cada aluno.”

Através da utilização de brincadeiras na ação pedagógica, a criança conseguirá desenvolver o imaginário associando com o concreto, fazendo dessa ligação uma ponte para o conhecimento.

A inserção de brincadeiras no contexto de ensino deve possibilitar a afetividade, prazer, cooperação, imaginação e criatividade, por meio das relações que estabelecem com os outros, adultos e crianças.

De acordo com ANTUNES (2005), as atividades lúdicas devem ser vivenciadas pelos educadores, é um ingrediente indispensável no relacionamento entre as pessoas, bem como uma possibilidade para que a afetividade, prazer, autoconhecimento, cooperação, autonomia, imaginação e criatividade cresçam, permitindo que o outro construa por meio da alegria e do prazer de querer fazer e construir.

A experiência do brincar cruza diferentes tempos e lugares, passado, presente e futuro, sendo marcada ao mesmo tempo pela continuidade e pela mudança.

Para BATISTA (2001), a criança, pelo fato de se situar em um contexto histórico e social, ou seja, em um ambiente estruturado a partir de valores, significados, atividades e artefatos construídos e partilhados pelos sujeitos que ali vivem, incorpora a experiência social e cultural do brincar por meio das relações que estabelece com os outros, adultos e crianças.

Quando as crianças brincam, elas têm oportunidade de desenvolver curiosidade, nesse contexto os jogos pedagógicos no ensino representam uma atividade lúdica, que envolvem a criança através da competição e desafio, levando-a a conhecer seus limites e suas possibilidades para se arriscar.

CAPÍTULO III– BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS TRADICIONAIS

 

Como na infância, o brincar com brinquedos e brincadeiras tradicionais também se insere no processo de mudanças históricas, na contemporaneidade, vários autores têm procurado dar destaque à importância das brincadeiras tradicionais. Para KISHIMOTO (1999), por exemplo, a brincadeira tradicional infantil desenvolve modos de convívio social, permite a transmissão da cultura e garante o lado lúdico e a situação imaginária.

Resgatamos o valor da nossa cultura, relembramos nossa infância, o prazer de brincar, o conviver, a cooperação e a amizade.

Percorremos tantas lembranças e contextualizamos de diferentes formas as brincadeiras tradicionais, nos tempos, muitas vezes esquecidas pela inundação dos brinquedos industrializados no mercado consumidor.

De acordo com FANTIN (2000), resgatar a história de jogos tradicionais infantis, como a expressão da história e da cultura, pode nos mostrar estilos de vida, maneiras de pensar, sentir e falar, e sobre tudo, maneiras de brincar e interagir. Configurando-se em presença viva de um passado no presente.

Pesquisas atuais mostram a importância de resgatar os jogos tradicionais na educação e socialização da infância, pois brincando e jogando a criança estabelece vínculos sociais, ajusta-se ao grupo e aceita a participação de outras crianças com os mesmos direitos.

Segundo KISHIMOTO (1999), a definição de jogo não é uma tarefa nada fácil, pois, dependendo de como se pronuncia, e da situação, para cada ouvinte, pode ter um significado completamente diferente. Os jogos podem ser extremamente variados como, jogos de adultos, de crianças, da memória, xadrez, futebol, amarelinha, brincar na areia, etc. Ainda para KISHIMOTO (1999, p. 13), “Tais jogos, embora recebam a mesma denominação, têm suas especificidades.”. No jogo de faz de conta, obrigatoriamente existe a situação imaginária, ao brincar com a areia, a manipulação do objeto, regras padronizadas no futebol, e outros que exijam além da representação mental a habilidade manual para construir as peças do jogo ou do brinquedo.

Sabemos que grande parte dos brinquedos e brincadeiras tradicionais que encantam e fazem parte do cotidiano de várias gerações de crianças estão desaparecendo na atualidade devido às transformações do ambiente urbano, da influência da televisão e dos jogos eletrônicos.

Segundo BENJAMIM (1984), no início do século XIX, os brinquedos eram produzidos a partir de sobras dos materiais utilizados nas confecções de objetos de marcenaria, confeitaria e funilaria, respectivamente bonecos de madeira, de açúcar e soldadinhos de chumbo. Os brinquedos passam a ser produzidos (como os conhecemos hoje) somente a partir da modernidade, onde são implantados processos de fabricação, com uma indústria própria. A partir desse processo, os brinquedos vão se distanciando das relações familiares, pois o brinquedo representava a “peça do processo de produção que ligava pais e filhos”

Hoje em dia, a valorização das imagens veiculadas pela mídia, as novas tecnologias e os brinquedos eletrônicos têm gerado um impacto maior de estímulos impostos pela sociedade de consumo, modificando o repertório das brincadeiras infantis.

Para BENJAMIM (1984), os brinquedos associados à industrialização e subordinados ao mercado, acabam proporcionando exclusões sociais, já que os mais cobiçados são os mais caros, fora do alcance de classes menos favorecidas.

Esclarecemos que de modo algum se descarta a possibilidade de equipamentos tecnológicos auxiliarem no desenvolvimento de habilidades da criança, entretanto tais equipamentos eletrônicos via de regra estimulam quase exclusivamente a relação óculo-manual. Por outro lado, entendemos que os brinquedos e brincadeiras tradicionais propiciam além de contato privilegiado com a cultura da comunidade, também, segundo OLIVEIRA, (2000, p.115), um melhor desenvolvimento motor e da criatividade dos participantes, visto que as regras não se encontram regulamentadas (são variadas e flexíveis) e cujos terrenos de jogo dependem das disponibilidades da ocasião, podendo assim a criança atuar de forma reflexiva sobre algum problema que venha ocorrer durante seu momento lúdico, ao invés dos jogos eletrônicos que induzem os participantes a “pensarem de maneira mais indutiva, por tentativa e erro, e impulsiva.” (MATTOS, 1992, p.12). Esse resgate propicia ainda as crianças um saber popular, transmissor de cultura, que lhes possibilita descobrir os códigos básicos da sociedade em que vivem, apresentando,

Segundo FARIA JUNIOR (1996, p.55), um enorme potencial educativo. Os videojogos por esses reduzirem o lúdico em diversão consumista não criadora, na qual a criança ao invés de experimentar, explorar, conhecer o mundo, criando-o e modificando-o à sua vontade, ficam submissas a controlarem brinquedos à distância ou a comandar movimentos de figuras na tela, pois estes brinquedos supõem uma determinada lógica para brincar, caso contrário não funcionam. Assim “propõe-se um aprendizado alegre, mas essa “alegria” é feita através de um nivelamento por baixo, uniformizador, supondo a criança como um ser que deve receber conhecimentos, informações, sem nunca poder criar.”

Pipa, esconde-esconde, pique, passaraio, bolinha de gude, bate mãos, amarelinha, queimada, cinco-marias, corda, pique-bandeira, polícia e ladrão, elástico, casinha, castelos de areia, mãe e filha, princesas, super-heróis...Brincadeiras que nos remetem à nossa própria infância e também nos levam a refletir sobre as crianças contemporânea: de que as crianças brincam hoje? Como e com quem brincam? (BORBA, 2006, p.33).

Sabemos hoje que, pelas próprias circunstâncias do mundo “eletrizado” em que vivem as crianças e jovens, não se pode querer orientá-los com significação se não há preparo para isso. Não adianta criticar a televisão e suas programações, sem propor alternativas de superação; não basta criticar a pedagogia dos brinquedos e dos jogos eletrônicos dos computadores se não há um conhecimento profundo desses “objetos” e das condições para utilizá-los corretamente; não adianta criticar os pais que já não brincam mais com os filhos se não oferecemos conscientização e condições para fazê-los melhorar; da mesma forma, não adianta falar, criticar os problemas das escolas, como evasão, repetência, desinteresse, falta de relacionamento, dominação, autoritarismos do sistema, se não apresentamos propostas de mudanças reais e convincentes. (ALMEIDA, 2000, p. 63).

O brincar faz parte da vida da criança, e é uma fonte natural de conquistas, vivências e novas experiências, é no brincar que as crianças aprendem muitas coisas que a vida pode lhes ensinar, vivências como: o respeito, entendimentos de regras, viver em grupos, dividir espaço e material, entre outras experiências que o brincar pode oferecer as crianças.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao se incentivar dos brinquedos e brincadeiras tradicionais na Educação Infantil, está-se contribuindo para a construção do conhecimento significativo e não apenas com vistas ao desenvolvimento da ludicidade, mas oportunizando à criança compreender o mundo que a rodeia e o professor estará facilitando o processo de socialização, comunicação, construção de conhecimento, além do desenvolvimento pleno e integral no processo de ensino-aprendizagem.

Observou-se que ao longo desta descrição que a utilização de brinquedos e brincadeiras tradicionais na Educação Infantil, com o objetivo de proporcionar determinadas aprendizagens, e sua utilização se faz necessária para atingir determinados objetivos, bem como uma alternativa para se melhorar o desempenho dos estudantes em alguns conteúdos de difícil aprendizagem. Neste sentido, a brincadeira, como ferramenta da aprendizagem, propõe estímulo e interesse do aluno, além de ajudar a construir novas descobertas e enriquecer a aprendizagem, possibilitando a aproximação do conhecimento dos alunos.

Verificou-se também que a utilização de brinquedos e brincadeiras tradicionais é fundamental para o processo de ensino e aprendizagem, e que a brincadeira caracteriza-se como uma importante alternativa para auxiliar e favorecer a construção do conhecimento ao aluno, pois este material pode favorecer conhecimentos prévios e sua utilização bem como a construção de novos conhecimentos e mais elaborados.

Ao término do trabalho pode se avaliar o conhecimento que as crianças e os pais tinham em relação ao tema debatido, proporcionando assim uma atividade avaliativa mais tranquila e prazerosa.

Nos dias de campo pode-se observar o prazer nas crianças em estar pondo em pratica as brincadeiras que tinha conhecimentos, mas muitos desses só de ouvir os pais falarem e nunca em pôr em pratica.

Sendo assim foram alcançados todos os objetivos e saberemos que eles a partir de hoje vão colocá-los em pratica e assim deixando um pouco mais os jogos eletrônicos de lado e partindo para o verdadeiro brincar.

Conclui-se que a utilização de brinquedos e brincadeiras tradicionais é uma alternativa para auxiliar nos processos de ensino-aprendizagem, por favorecer na construção do conhecimento do aluno. Elas devem ser utilizadas com o objetivo de proporcionar determinadas aprendizagens, melhorando o desempenho dos alunos em alguns conteúdos de difícil entendimento Esses jogos, além de atuarem no aspecto cognitivo do aluno, também atuam no desenvolvimento da concentração, além de motivar e integrá-lo a um grupo. A brincadeira, nesse sentido, atua como um importante instrumento, proporcionando ao professor um auxílio extra para desenvolver determinado conteúdo em sala de aula e permitindo ao aluno vivenciar situações concretas no processo de ensino-aprendizagem, pois propõe desafios, na busca de compreender o mundo e sua realidade, onde o professor deve estar em contínuo desenvolvimento.

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