Metodologias ativas da aprendizagem na educação

Taysa Delarcos de Oliveira

Claudia Regina Delarcos

 

DOI: 10.5281/zenodo.19599451

 

 

RESUMO

O educador precisa desde o início de sua formação compreender a importância da ludicidade para os seus educandos, percebendo que essas práticas ajudam a criança a ser desenvolver de forma coerente e solidaria, ajuda no raciocínio e na forma de relacionamento com os colegas, família e sociedade. De modo que no percurso do curso de Pedagogia e as interações com as ações pedagógicas nas instituições escolares.  Foi possível perceber que a criança nesse ano escolar tem a oportunidade de acesso à internet e que modo direto ou indireto, vêm perdendo o contato direto com as brincadeiras e com o lúdico, mesmo em contextos escolares. Assim, acreditamos que o lúdico e as brincadeiras são ferramentas indispensáveis ao desenvolvimento da criança em processo de alfabetização e letramento.

 

Palavras Chaves: Alfabetização. Letramento. Ludicidade.

 

 

ABSTRACT

The educator needs from the beginning of his education to understand the importance of playfulness for his students, realizing that these practices help the child to develop in a coherent and solidary way, helps in reasoning and in the form of relationship with colleagues, family and society. So that in the course of the Pedagogy course and the interactions with pedagogical actions in school institutions. It was possible to notice that the child in this school year has the opportunity to access the internet and that direct or indirect way, they are losing direct contact with games and play, even in school contexts. Thus, we believe that playfulness and play are indispensable tools for the development of children in the process of literacy and literacy.

 

Keywords: Literacy. Literacy. Playfulness.

 

 

INTRODUÇÃO

 

Hoje quem mais tem acesso às brincadeiras antigas, são as crianças dos bairros distantes, das periferias. Já as crianças dos centros das cidades têm acesso mais aos brinquedos eletrônicos até mesmo pela situação econômica e cultural.

De acordo com Klisys (apud Arnais & Machado 2012, p. 09), “os brinquedos e jogos trazem a história e a engenhosidade que a humanidade levou anos para construir”. Quando a criança está de posse de um brinquedo ou toma parte de um jogo, ela tem possibilidade de apropriar–se da cultura produzida por sua geração e por gerações anteriores a ela.

Por meio do brinquedo educativo, o pedagógico aparece justaposto ao lúdico passando a ser visto como um objeto sério e não um objeto que as crianças usam para divertir e ocupar o tempo.

A conduta lúdica da criança apresenta por meio do jogo/brincadeira oferece oportunidade para experimentar comportamentos que em situações normais não seriam possíveis.

Aponta a potencialidade da brincadeira para a descoberta de regras e para a aquisição da linguagem.

Nunes e Silveira apontam que:

 

A escola deve incentivar a realização de atividades que favoreçam intercambio grupais, que abranjam as dimensões motora, afetiva e intelectual, favorecendo o desenvolvimento da pessoa. Também precisa estar atento à individualidade de cada aluno, para que eles possam construir e/ou afirmar suas identidades. Como a própria concepção Walloniana de desenvolvimento define, o sujeito passa por um processo de socialização que deve permitir sua individuação, pois a partir da interação com o outro vai se tornando diferente dele, e construindo sua singularidade (NUNES & SILVEIRA, 2011, p.55).

 

É, portanto, uma prática de autoconhecimento e de convivência. Um trabalho com a reutilização de materiais para a construção de brinquedos pode contribuir para estabelecer um diálogo entre produção cultural da comunidade e a escola.

 

APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO

 

 

Dentro da alfabetização e do letramento o educador, pode buscar por técnicas que incentivem e faça com que o educando compreenda o uso social da escrita, percebendo a importância da alfabetização para sua vida na sociedade letrada.

Desse modo, é necessário entender que o sentido da palavra alfabetização ao longo do tempo não era mais suficiente para abarcar toda a complexidade do ato de ler e escrever em uma sociedade letrada.

O que levou a um processo de amadurecimento da concepção de alfabetizar na contemporaneidade, de forma que:

 

Em um primeiro momento, essa visibilidade traduziu-se ou em uma adjetivação da palavra alfabetização funcional tornou-se expressão bastante difundida ou em tentativas de ampliação do significado de alfabetização/alfabetizar por meio de afirmações como “alfabetização não é apenas aprender a ler e escrever”, “alfabetizar é muito mais que apenas ensinar a codificar e decodificar”, e outras semelhantes. A insuficiência desses recursos para criar objetivos e procedimentos de ensino e de aprendizagem que efetivamente ampliassem o significado de alfabetização, alfabetizar, alfabetizado, é que pode justificar o surgimento da palavra letramento, consequência da necessidade de destacar e claramente configurar, nomeando-os, comportamentos e práticas de uso do sistema de escrita, em situações sociais em que a leitura ou a escrita estejam envolvidas (SOARES, 2005, pg.55).

 

Ressaltamos assim, que num primeiro momento apresentou-se o significado da palavra alfabetização e a sua importância, assim, conscientizando as pessoas da importância da alfabetização e letramento para a sociedade de modo geral, ampliando-se a compreensão e o processo em ela ocorre.

Segundo Santos (2011) alfabetização não é um processo baseado em perceber e memorizar, para aprender a ler e escrever, a criança precisa construir um conhecimento de natureza conceitual, ele não só precisa saber o que é a escrita, mas também de que forma a ela representa graficamente a linguagem.

Assim, compreende-se que quando a criança desde muito cedo tem acesso à alfabetização junto com a ludicidade seja na escola ou na comunidade onde vive ela consegue ter uma formação humana como sujeito solidário, crítico, participativo em sua comunidade.

A alfabetização e letramento não é somente aprender a ler e escrever corretamente, mas também compreender o que se deseja transmitir através da escrita, sabendo compreender a ideia de outros indivíduos e a sua própria.

A atividade lúdica desenvolve na criança várias habilidades tais como a atenção, memorização, imaginação, enfim, os asp. No Brasil inúmero são as dificuldades enfrentadas no processo de alfabetização e letramento de crianças, jovens e adultos, considerando a escola como a instituição oficial responsável pelo ensino da leitura e da escrita.

Nesse contexto, pesquisas demonstram que esse espaço de aprendizagem tem convivido com desafios que perpassam pela compreensão do processo de aquisição da linguagem escrita, métodos e metodologias, bem como as facetas sociais enfrentadas pelas escolas, professores e alunos.

Dessa forma, entendemos por a alfabetização e letramento os processos que perpassam por aprender e compreender tudo o que se escreve e o que se fala, conseguindo compreender o sentido das palavras, nos contextos sociais em que são utilizadas.

Assim, as diferentes práticas de alfabetização vivenciadas ao longo da nossa história estariam relacionadas a mudanças de naturezas didática e pedagógica no ensino da leitura e da escrita, decorrentes de diferentes aspectos – desenvolvimento científico em diferentes áreas, contexto socioeconômico, organização escolar, desenvolvimento tecnológico, mudanças pedagógicas e concepção de professores.

 Nesse contexto, a discussão sobre currículo envolve diferentes aspectos, tais como os conhecimentos escolares, os procedimentos e as relações sociais que conformam o cenário em que os conhecimentos se ensinam e se aprendem, bem como as transformações que se deseja proporcionar aos educandos, os valores e as identidades que se pretende construir (Brasil, 2011).

Alfabetizar todas as crianças em língua portuguesa e em matemática.

Realizar avaliações anuais universais, aplicadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) com os concluintes do terceiro ano do ensino fundamental.

No caso dos estados, apoiar os municípios que tenham aderido às ações do pacto para sua efetiva implementação.

O PACTO contribui para a formação de professores em serviço, que atende diretamente os alunos em processo de alfabetização e letramento nos anos iniciais do ensino fundamental.

Apresentando como premissa a inovação na prática pedagógica docente que perpassa pela compreensão do processo de alfabetização e letramento ligados diretamente com o contexto social e cultural.

 

Atividades diversificadas, tais como: observar como seus alunos desenvolvem as atividades em sala de aula; analisar suas produções escritas; observar como leem palavras, frases ou textos curtos em diferentes situações; entrevistar ou conversar informalmente com os alunos; propor testes. Para investigar as aquisições dos alunos em relação a escrita, o professor poderá desenvolver em atividades especificas (SOARES, 2005, pg.88).

 

De acordo com Soares (2005), o PACTO tem como metodologia, a coleta de dados, realizou-se através dos estudos documentais sobre o Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) e através da realização das práticas pedagógicas em uma turma do 1º ano do Ensino Fundamental.

O PACTO conscientiza as pessoas de forma geral, sobre a importância da alfabetização e do letramento para a sociedade, o dano pessoal que a falta de conhecimento acarreta para a vida das pessoas.

O docente tem a função de incentivar e compreender a necessidade dos alunos, qual é o ponto forte e o ponto fraco que cada aluno possui, assim trabalhando em cima do mesmo, para poder suprir as necessidades de cada um.

Nessa perspectiva de busca de compreender o espaço de investigação corroboramos dos pensamentos de Vieira (2009), quando afirma que a pesquisa qualitativa precisa debruçar-se sobre os depoimentos dos sujeitos envolvidos, das impressões e características dos espaços investigados, bem como aos discursos e aos significados que permeia as falas dos sujeitos envolvidos.

Assim, de acordo com Vieira (2009) pesquisa qualitativa não é generalizável, mas exploratória, no sentido de buscar conhecimento para uma questão sobre a qual as informações disponíveis são, ainda, insuficientes. 

 

Alfabetização e Letramento e o Ensino Fundamental de Nove Anos

 

Conforme a promulgação da Lei Federal 11.274 de 06 de fevereiro do ano de 2006, tornou obrigatória a oferta de “Nove Anos de Ensino Fundamental” para todas as escolas do país, tendo entre seus objetivos a melhoria deste nível de escolaridade, considerando a expansão das vagas como condição fundamental para a garantia do direito à educação.

No âmbito das prá­ticas pedagógicas a instituição educati­va tornar-se ela mesma expressão ou não desse direito, ou seja, para que esse direito se cumpra, torna-se necessário o acesso das crianças às instituições educativas e sua permanência nela, consolidando-se como direito ao conhecimento, à formação integral do ser humano e à participação no processo de construção de novos conheci­mentos (BRASIL, 2006).

Assim, com a implantação do ensino fundamental (EF) de nove anos, não só tornou obrigatória a oferta de ensino, como tornou obrigatório o ingresso de todas as crianças de seis anos de idade nas instituições públicas, tornando um grande desafio para as próprias crianças como para os res­ponsáveis pela sua efetivação: professores e demais profissionais da educação, gesto­res dos sistemas e das escolas, pesquisado­res.

Tais desafios vão desde a adequação de espaços físicos, garantia de materialidade adequada, adaptação dos instrumentos de registro, das normatizações; mas, sobretudo se relacionam à perspectiva pedagógica.

A esse respeito, o MEC (2011) argumenta:

 

A criança de seis anos de idade que passa a fazer parte desse nível de ensino não poderá ser vista como um sujeito a quem faltam conteúdo da educação infantil ou um sujeito que será preparado, nesse primeiro ano, para os anos seguintes do ensino fundamental. Reafirmamos que essa criança está no ensino obrigatório e, portanto, precisa ser atendida em todos os objetivos legais e pedagógicos estabelecidos para essa etapa de ensino (BRASIL, 2011, p.8).

 

Desse modo, vale ressaltar que todo o desafio passado pela criança durante o Ensino Fundamental de nove anos, são todos baseados nos tributários da concepção de criança a partir da qual se constroem os pi­lares da ação educativa.

Assim, uma prática edu­cativa de qualidade exige, portanto, que se considere a criança como eixo do processo e considere as diferentes dimensões de sua formação. Tendo também como base a concepção de infância que se encon­tra subjacente às práticas e ações educativas.

Neste sentido o Ensino fundamental de nove anos veio para incluir as crianças de seis anos de idade, uma vez que a implementação dessa política requer orientações pedagógicas que respeitem as crianças como sujeitos da aprendizagem (SANTOS, 2005, pg. 15)

Uma vez que a aprendizagem não depende apenas do aumento do tempo de permanência na escola, mas também do emprego mais eficaz desse tempo: a associação de ambos pode contribuir significativamente para que as crianças aprendam mais e de maneira mais prazerosa.

Ressaltamos assim, que o para que o Ensino Fundamental de nove anos atenda às necessidades formativas da criança de seis anos, faz-se necessário que se efetive proposta curricular que assegure as aprendizagens necessárias ao prosseguimento, com sucesso, nos estudos das crianças que estão ingressando no ensino de fundamental de noves.

Assim, a ampliação do ensino fundamental para nove anos pode ser revelado a partir das afirmações que se preocupam com observância do direito à infância, entendendo esta fase como uma etapa específica em que a ludicidade, a brincadeira, o jogo, a interação com a cultura e tantos outros aspectos sejam considerados na ambiência escolar, sobretudo em sala de aula. nos significa, também, uma possibilidade de qualificação do ensino e da aprendizagem da alfabetização e do letramento, pois a criança terá mais tempo para se apropriar desses conteúdos.

No entanto, o ensino nesse primeiro ano ou nesses três primeiros anos não deverá se reduzir a essas aprendizagens. E também a importância de um trabalho pedagógico que assegure o estudo das diversas expressões e de todas as áreas do conhecimento, igualmente necessárias à formação das crianças do ensino fundamental.

É importante ressaltar que a entrada da criança com seis anos de idade no ensino fundamental implica numa busca mais avançada na aprendizagem, onde professores junto com a escola necessitam percorrer barreiras, caminhos positivos a ser alcançado na área da alfabetização, principalmente pelo fato de que a alfabetização do aluno deverá acontecer nos três primeiros anos do ensino fundamental.

De acordo com (BRASIL, 2006: pag. 53) “A avaliação, constituída como um momento necessário de construção de conhecimentos assumirá forma processual, gradual, cumulativa e diagnóstica, sendo redimensionada ação pedagógica”.

Portanto o processo de alfabetização é fundamental, considerando-se que esse processo não se inicia somente aos seis ou sete anos de idade, pois, em vários casos, inicia-se bem antes, fato bastante relacionado à presença e ao uso da língua escrita no ambiente da criança.

De acordo como escreve Lukesi, (2003, p. 200):

 

[...] obviamente, a obrigatoriedade legal não assegura que todas as crianças em idade escolar tenham acesso à educação e possam concluir o ciclo obrigatório. De igual forma, o aumento da escolarização obrigatória não se traduz, necessariamente, em melhoria de qualidade do ensino.

 

Portanto o Ensino Fundamental de nove anos vem assegurar que todas as crianças vêm a ter um tempo de ensino, mas longo de boa qualidade e oportunidade de aprender novos conhecimentos para sua formação como cidadão.

Então a proposta do (EF9) é fazer com que aos seis anos de idade a criança esteja no primeiro ano do ensino fundamental e termine esta etapa de escolarização aos 14 anos. 

Como podemos ver atualmente o Governo vem fazendo grandes investimentos na formação continuada dos professores, entre estes destacamos o Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa – PNAIC, o qual poderá contribuir para que todas as crianças brasileiras não só antecipem seu ingresso ao ensino fundamental, mas que este tempo realmente traga resultados mais positivos para o ensino das crianças enquanto educando.

Segundo Arnais e Machado (2012) etimologicamente, a palavra “lúdico”, vem do latim ludus, da qual são formadas as palavras aludir, iludir, ludibriar, eludir, prelúdio, referindo-se originalmente ao brincar.

Mas não é qualquer forma de brincar é um estado de espirito de brincadeira, em que a criança é envolvida em um processo de apropriação da cultura produzida pela sociedade ao longo da história.

Para Santos (2002), a palavra ludicidade, proveniente do latim, assume diversas dimensões é originalmente reservada para as brincadeiras verbais, como charadas, enigmas, piadas entre outros.

A atividade lúdica tem papel fundamental para o desenvolvimento das crianças, principalmente na fase inicial, onde se inicia a formação do caráter de cada um.

Onde se aprende brincando, são passados conceitos de moral e boa índole através da arte de brincar.

Os professores consideram que tais atividades propiciam desafogo de dificuldades emocionais e sentimentos agressivos, fortalecendo entre outras coisas a autoestima e a segurança.

De acordo com Klisys (apud Arnais& Machado 2012, p.9), “os brinquedos e jogos trazem a história e a engenhosidade que a humanidade levou anos para construir”. Assim, quando a criança está de posse de um brinquedo ou toma parte de um jogo, ela tem possibilidade de apropriar–se da cultura produzida por sua geração e por gerações anteriores a ela.

 

A conduta lúdica da criança apresentada por meio do jogo/brincadeira oferece oportunidade para experimentar comportamentos que em situações normais não seriam possíveis. Aponta a potencialidade da brincadeira para a descoberta de regras e para a aquisição da linguagem (SANTOS, 2011, pg. 35).

 

Desse modo, a importância do brincar no processo de aprendizagem apresentando detalhadamente quais os motivos que levam ensinar brincando, quais as vantagens e desvantagens que podem trazer para a vida das crianças e adolescentes são ações pedagógicas que devem permear a concepção e prática do alfabetizador contemporâneo. 

Pois, aprender brincando além de ser mais divertido faz com que superando assim a visão de alfabetização ao ato de decorar e/ou memorizar, que foi a vanguarda da concepção de alfabetização que imperou em nosso meio educacional por anos.

Assim, arte do brincar nos primeiros anos de vida das crianças, muda todo o seu desenvolvimento, ou seja, é uma ferramenta que contribui na formação corporal, afetivo e cognitivo, por ter uma característica lúdica se torna fonte de significação das situações vivenciadas, sendo assim deixando as atividades mais atrativa o que favorece o seu desenvolvimento afetivo, social e cognitivo.

Vasconcelos (2015, pag.15) diz que:

 

[...] a arte do brincar é de suma importância, principalmente na creche e na pré-escola, no entanto, usa se várias táticas para incrementar o aprendizado, a cultura é uma delas, onde as crianças aprendem sobre as culturas alheias e a sua própria cultura, assim aprendendo a respeitar ambas.

 

Entretanto, o mais extraordinário que isso é decidir quais os objetivos que se almeja conseguir, para que esta ação seja, de fato, importante o ensinar e o brincar, de forma a interceder atos na zona de desenvolvimento proximal sendo uma maneira sensata de promover o crescimento do indivíduo.

 

Desse modo, acreditamos que é através do jogo, do brincar, as crianças passam suas fantasias, seus pensamentos, seus desejos, suas experiências, mais que na verdade, é um mundo de fantasias, como um conto de fadas, onde tudo é possível, tudo acontece, tudo se transforma, e eles fazem parte desse mundo, conseguindo dirigir seus pensamentos e desejos para a concretização dos seus sonhos (RAU, 2006, pg. 36).

 

Desde o início dos tempos, as pessoas utilizam-se dessa fase da vida para passarem os seus conhecimentos através da arte de brincar, aonde as crianças conseguem aprender o que é ser adulto.

 Aprendendo desenvolver as atividades lúdicas onde a mesma contribui para pessoa memorizar fatos e favorecer em testes intelectuais.

 

 

METODOLOGIA ATIVAS DA APRENDIZAGEM

 

Elas são metodologias nas quais o aluno é o protagonista central, enquanto os professores são mediadores ou facilitadores do processo. O professor e o livro didático não são mais os meios exclusivos do saber em sala de aula (Pereira, 2012).

O aluno é instigado a participar da aula, por trabalhos em grupo ou discussão de problemas. Ele é assim retirado de Acta Scientiae, v.20, n.2, mar./abr. 2018158 uma posição cômoda, puramente receptora de informações, para um contexto em que poderá desenvolver novas competências, se tornando o centro do processo de ensino- aprendizagem (Borges & Alencar, 2014).

Mitre et al. (2008) destacam algumas destas: a iniciativa, a criatividade, a criticidade reexiba, a capacidade de autoavaliação, cooperação para se trabalhar em equipe, responsabilidade, ética e a sensibilidade na assistência.

O ensino através de projetos e da solução de problemas podem ser considerados exemplos de metodologias ativas (Barbosa & Moura, 2013). O aluno é desatado a realizar tarefas mentais de alto nível, como análise, síntese e avaliação.

Assim, Bonwell e Eison (1991) de nem essas estratégias de aprendizagem como aquelas em que ao mesmo tempo em que o aluno faz alguma coisa, ele pensa sobre as coisas que está fazendo.

Tornar os alunos responsáveis pela própria aprendizagem implica que eles deverão desempenhar uma série de tarefas. Woods (1994) elenca as seguintes:

a) explorar o Problema, levantar hipóteses, identificar e elaborar as questões de investigação;

b) tentar solucionar o problema com o que se sabe;

c) identificar o que não se sabe e o que é preciso saber para solucionar o problema;

d) priorizar as necessidades de aprendizagem, estabelecer metas e objetivos de aprendizagem e alocar recursos de modo, a saber, o que, quanto e quando é esperado e, para a equipe, determinar as tarefas individuais;

e)  planejar, delegar responsabilidades para o estudo autônomo da equipe;

f) compartilhar o novo conhecimento para que todos os membros aprendam os conhecimentos pesquisados pela equipe;

Segundo Barbosa e Moura (2013), a aprendizagem ativa ocorre por meio da interação do aluno com o assunto estudado, ouvindo, falando, perguntando, discutindo, fazendo e ensinando, sendo estimulado a construir o conhecimento ao invés de recebê-lo passivamente.

Aplicar os aprendizados em contextos diferentes daqueles em que foram obtidos exigirá mais do que simples decoração ou solução mecânica de exercícios.

Exigirá o domínio de conceitos, flexibilidade de raciocínio e capacidades de análise e abstração (Micotti, 1999). Ao realizar tais reflexões, o aluno terá uma maior clareza sobre o conteúdo.

Futuramente, esse conhecimento construído não precisará ser retomado, apenas relembrado (Zabala, 2001). Além da educação básica, essas metodologias têm sido amplamente divulgadas em universidades do exterior e implantadas em instituições do Brasil (Pereira, 2012).

A sua utilização induz a que os alunos se interessem mais pelas aulas, pois por meio dessa abordagem, sua curiosidade é despertada devido à utilização de situações de seu cotidiano, trazendo novas descobertas construídas a partir de informações já disponíveis ao aluno (Borges & Alencar, 2014).

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Hoje ser professor é um desafio grande seja por falta de valorização do profissional em decorrência do baixo salário e estrutura física em que atua no espaço escolar, seja pelas facetas sociais vivenciada pelas crianças em díade escolar, ou seja, pelo avanço da modernidade que o mundo se encontra.

Nesse contexto, a formação inicial e continuada são elementos indispensáveis no processo de desenvolvimento da docência, para que o mesmo possa pesquisar inovar, aperfeiçoar e melhorar a sua prática pedagógica.

Assim, a formação continuada é tida como uma dimensão da formação do professor que o ajuda no processo de se tornar pesquisador de sua própria prática.

Nesse contexto, a sua sala de aula e seus alunos são elementos de pesquisa, isto é, conhecer e estudar o seu aluno, buscar saber como a criança pensa e aprende os conhecimentos que sua realidade trás, para atuar com qualidade no contexto escolar.

Estar aberto ao novo, em que se precisa compreender que ele encontrará seres humanos em diferentes estágios de formação e desenvolvimento, cada um com o seu tempo e sua particularidade.

Que encontrará várias situações em sala de aula como a: indisciplina, o desânimo, falta de interesse, de compromisso e responsabilidade.

Tudo isso ocorrerá principalmente se as aulas não estiverem de acordo com a realidade da criança, se ela não for atrativa, contagiosa.

O educador da atualidade precisa romper com essa perigosa zona de conforto em que ele se cerca e perceber que está formando sujeitos de uma nova geração, uma geração mais ativa, mais audaciosa.

A alfabetização e o letramento juntamente com a ludicidade ajudam o novo educador a melhorar a sua prática pedagógica e sair da rotina, é preciso ele se entregar a esse prazer que é brincar ensinando e aprendendo.

Tem de despertar nas crianças, ou melhor, resgatar aquilo que foi perdido com o avanço da tecnologia.

Quando o letramento está acompanhado de princípios pedagógicos, étnicos e morais a criança começa a ser reconhecer como sujeito e não apenas como um corpo que está em movimento.

Ela compreende que seu corpo faz parte da sua vida e que é importante para o seu desenvolvimento físico, afetivo, cognitivo e emocional.

Consegue idealizar com clareza o corpo perfeito do “corpo perfeito” imposto pela sociedade principalmente pela mídia.

É preciso ter em mente e isso desde criança que o corpo de cada indivíduo é importante para ele não importando a sua aparência física ou estética.

Que esse corpo tem sentimento, necessidades percepções e possui uma beleza e característica única.

Devemos perceber que o corpo assume um papel importante, como elemento fundamental ao processo de aprendizagem.

Ele é o nosso referencial da vida, pois é através dele que estamos presente no mundo, no meio da sociedade.

 

 

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