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A linguagem como construção do conhecimento subjetivo humano: perspectivas para o Ensino Médio no curso de Letras – Inglês

José Ernando Albuquerque Ferreira

 

DOI: 10.5281/zenodo.18788176

 

 

RESUMO

Dentro da área de Linguagem, é possível adotar estratégias que estimulem o educando a compreender o papel social dos contos, reconhecendo sua relevância para a vida em sociedade. Assim, entende-se que, quando a criança tem acesso à alfabetização desde cedo, aliada a práticas lúdicas — seja no ambiente escolar ou na comunidade em que vive —, ela tende a desenvolver uma formação humana mais completa, tornando-se um sujeito solidário, crítico e participativo. Para a realização desta pesquisa, utilizou-se a metodologia bibliográfica, por meio da análise de diferentes autores que abordam o mesmo tema, o que permitiu concluir a importância da Língua Portuguesa para o crescimento pessoal e profissional de cada indivíduo.

 

Palavras Chave: Histórias. Antiguidade. Tempo medieval.

 

 

ABSTRACT

Within the field of Language studies, it is possible to adopt strategies that encourage learners to understand the social role of short stories, recognizing their relevance to life in society. Thus, it is understood that when children have access to literacy from an early age, combined with playful practices—whether in the school environment or in the community in which they live—they tend to develop a more comprehensive human formation, becoming supportive, critical, and participatory individuals. For the development of this research, a bibliographic methodology was employed through the analysis of different authors who address the same theme, which made it possible to conclude the importance of the Portuguese language for the personal and professional growth of each individual.

 

Keywords: Stories. Antiquity. Medieval time.

 

 

Introdução

 

É importante compreender que, ao longo do tempo, o conceito de alfabetização deixou de ser suficiente para contemplar toda a complexidade envolvida no ato de ler e escrever em uma sociedade letrada.

Esse movimento contribuiu para o amadurecimento da concepção de alfabetização na contemporaneidade, incorporando metodologias ativas e ampliando o diálogo entre diferentes campos do conhecimento, incluindo as artes, de modo a tornar o processo de ensino e aprendizagem, mais integrado, dinâmico e significativo.

 

Em um primeiro momento, essa visibilidade traduziu-se ou em uma adjetivação da palavra alfabetização funcional tornou-se expressão bastante difundida ou em tentativas de ampliação do significado de alfabetização/alfabetizar por meio de afirmações como “alfabetização não é apenas aprender a ler e escrever”, “alfabetizar é muito mais que apenas ensinar a codificar e decodificar”, e outras semelhantes. A insuficiência desses recursos para criar objetivos e procedimentos de ensino e de aprendizagem que efetivamente ampliassem o significado de alfabetização, alfabetizar, alfabetizado, é que pode justificar o surgimento da palavra letramento, consequência da necessidade de destacar e claramente configurar, nomeando-os, comportamentos e práticas de uso do sistema de escrita, em situações sociais em que a leitura ou a escrita estejam envolvidas (SOARES, 2005, pg.55).

 

Esta pesquisa tem como objetivo geral, demonstrar a importância da tecnologia dentro do processo de alfabetização e letramento como meio de intervenção nos anos finais do ensino fundamental. Tendo como objetivos específicos;

Apresentar o conceito de educação;

Explicar o que é Tecnologia da Educação;

Apresentar o contexto de avanço tecnológico e educação.

As pessoas conseguem compreender a importância do avanço tecnológico dentro do processo de ensino e aprendizagem?

Ressaltamos assim, que num primeiro momento apresentou-se o significado da palavra alfabetização e a sua importância, assim, conscientizando as pessoas da importância da alfabetização e letramento para a sociedade de modo geral, ampliando-se a compreensão e o processo em ela ocorre.

Nos dias atuais, os professores vêm passando por diversas mudanças, uma constante é o uso da tecnologia em sala de aula, aonde buscam interligar a modernidade com o ensino tradicional, entre outros.

Conforme esses autores, para realização de pesquisa com uma abordagem

qualitativa os dados são coletados em seu ambiente natural, sem nenhum tipo de manipulação intencional; todos os dados são considerados importantes e apresentados de forma descritiva; o pesquisador tem sua atenção mais voltada ao processo do que ao resultado; o pesquisador se preocupa com o significado que o participante dá às coisas e à sua própria vida e, a análise dos dados coletados parte de uma visão mais ampla para uma mais focada.

Aonde se realizou uma pesquisa bibliográfica, a característica principal da

pesquisa bibliográfica é a de possibilitar ao pesquisador uma bagagem teórica variada, contribuindo para ampliar o conhecimento, de forma a fazer da pesquisa um material rico sobre o assunto, fundamentando do ponto de vista teórico o material a ser analisado.

 

 

O avanço da linguagem por meios tecnológicos dentro da educação

 

Segundo Santos (2011), a alfabetização não se resume a um processo de percepção e memorização. Para aprender a ler e escrever, a criança precisa construir conhecimentos de natureza conceitual, compreendendo não apenas o que é a escrita, mas também como ela representa graficamente a linguagem. Nesse sentido, alfabetização e letramento não consistem apenas em decodificar corretamente palavras, mas em entender e produzir significados por meio da escrita, sendo capaz de interpretar as ideias de outras pessoas e expressar as próprias.

As atividades lúdicas contribuem significativamente para o desenvolvimento infantil, pois estimulam habilidades como atenção, memória e imaginação — aspectos essenciais para o processo de aprendizagem, que está em constante transformação. Assim, uma prática educativa de qualidade requer que a criança seja considerada o centro do processo educativo, contemplando as diferentes dimensões de sua formação e a concepção de infância que fundamenta as ações pedagógicas.

De acordo com Santos (2002), o termo ludicidade, de origem latina, abrange diversas formas de brincadeiras, especialmente as verbais, como charadas, enigmas e piadas. O lúdico desempenha papel fundamental no desenvolvimento infantil, sobretudo nas fases iniciais, quando se inicia a construção do caráter. A ludicidade está presente ao longo de toda a vida humana, desde o período pré-natal até a velhice, seja como forma de aprendizagem ou de entretenimento.

Na educação contemporânea, o uso de práticas lúdicas tornou-se frequente, pois favorece o engajamento dos alunos e possibilita a construção do conhecimento de maneira prazerosa e significativa. Aprender brincando permite transmitir valores, noções de convivência e princípios éticos por meio da experiência lúdica.

Silva (2005, pg. 10), relata que:

 

O aprendizado do sistema de escrita não se reduziria ao domínio de correspondências grafo-fonêmicas (a decodificação e a codificação), mas se caracterizaria como um processo ativo por meio do qual a criança, desde seus primeiros contatos com a escrita, construiria e reconstruiria hipóteses sobre a natureza e o funcionamento da língua escrita como um sistema de representação (SILVA, 2005, pg. 10).

 

Assim, compreende-se que esse processo de aprendizagem contribui diretamente para o desenvolvimento da comunicação, pois a reflexão sobre a escrita convencional ocorre por meio de mediações realizadas pelo professor alfabetizador. Os docentes também reconhecem que essas atividades possibilitam a expressão e a elaboração de dificuldades emocionais e sentimentos agressivos, fortalecendo, entre outros aspectos, a autoestima e a segurança das crianças.

De acordo com Klisys (apud Arnais & Machado, 2012, p. 9), “os brinquedos e jogos carregam a história e a engenhosidade que a humanidade levou anos para construir”. Dessa forma, ao brincar ou participar de jogos, a criança tem a oportunidade de se apropriar da cultura produzida por sua geração e pelas que a antecederam.

 

A conduta lúdica da criança apresentada por meio do jogo/brincadeira oferece oportunidade para experimentar comportamentos que em situações normais não seriam possíveis. Aponta a potencialidade da brincadeira para a descoberta de regras e para a aquisição da linguagem (SANTOS, 2011, pg. 35).

 

Desse modo, compreender a importância do brincar no processo de aprendizagem — analisando os motivos para ensinar por meio de atividades lúdicas, bem como suas possíveis vantagens e limitações na vida de crianças e adolescentes — constitui uma ação pedagógica que deve orientar a concepção e a prática do alfabetizador contemporâneo.

Aprender brincando, além de tornar o processo mais prazeroso, contribui para superar a visão tradicional de alfabetização centrada apenas na repetição e na memorização, concepção que predominou por muitos anos no contexto educacional.

Assim, a arte de brincar nos primeiros anos de vida influencia significativamente o desenvolvimento infantil, configurando-se como uma ferramenta que favorece a formação corporal, afetiva e cognitiva. Por seu caráter lúdico, o brincar torna-se fonte de significação das experiências vividas, tornando as atividades mais atrativas e estimulando o desenvolvimento afetivo, social e cognitivo da criança.

Vasconcelos (2015, pag.15) diz que:

 

[...] a arte do brincar é de suma importância, principalmente na creche e na pré-escola, no entanto, usa se várias táticas para incrementar o aprendizado, a cultura é uma delas, onde as crianças aprendem sobre as culturas alheias e a sua própria cultura, assim aprendendo a respeitar ambas.

 

Entretanto, mais importante do que isso é definir claramente quais objetivos se pretende alcançar, para que o ato de ensinar por meio do brincar seja realmente significativo. Dessa forma, a intervenção pedagógica pode ocorrer na zona de desenvolvimento proximal, constituindo uma estratégia eficaz para promover o crescimento e o desenvolvimento do indivíduo.

 

Desse modo, acreditamos que é através do jogo, do brincar, as crianças passam suas fantasias, seus pensamentos, seus desejos, suas experiências, mais que na verdade, é um mundo de fantasias, como um conto de fadas, onde tudo é possível, tudo acontece, tudo se transforma, e eles fazem parte desse mundo, conseguindo dirigir seus pensamentos e desejos para a concretização dos seus sonhos (RAU, 2006, pg. 36).

 

Desde os primórdios, a humanidade utiliza o brincar como forma de transmitir conhecimentos, permitindo que as crianças aprendam, de maneira simbólica, os papéis e responsabilidades da vida adulta. As atividades lúdicas favorecem a memorização, estimulam o raciocínio e contribuem para o desempenho em atividades intelectuais.

A leitura e a escrita assumem papel central na vida em sociedade. Em um contexto cada vez mais letrado, a ausência dessas habilidades pode se tornar um fator de exclusão social. Como afirma Herbrard (1993, p. 33), “não serve para nada ter aprendido a ler e a ler bem, se essa capacidade não se tornar núcleo de um novo hábito”. Assim, não basta decodificar; é necessário incorporar a leitura às práticas cotidianas.

Nesse cenário, a linguagem ocupa lugar fundamental, pois integra o mundo real e articula percepção e ação. A escrita, uma das mais notáveis criações humanas (Garcia, 1998), possibilita a comunicação mesmo sem a presença física do emissor. Suas transformações estão diretamente relacionadas ao contexto social, assumindo diferentes funções sociais e econômicas.

O processo de escrita é complexo, pois envolve diversas habilidades cognitivas. De acordo com Garcia (1998), ao escrever uma palavra ditada, o sujeito mobiliza conhecimentos sobre letras, fonemas, vogais, consoantes, palavras e frases, demonstrando que a escrita exige construção conceitual e compreensão do sistema linguístico. Embora hoje seja amplamente reconhecida como essencial, a escrita tornou-se uma preocupação social mais evidente em períodos recentes, por estar intrinsecamente ligada às dinâmicas de poder e às ideologias presentes na sociedade.

A leitura, por sua vez, constitui um sistema simbólico fundamentado na linguagem oral e articulado à linguagem interior. Trata-se de uma operação cognitiva que envolve codificação, decodificação, percepção e memória, sempre relacionadas às experiências sociais do sujeito. Por isso, a leitura deve integrar a vida cotidiana, possibilitando a compreensão mais ampla do mundo.

Dessa forma, alfabetização e letramento são fundamentais para o desenvolvimento pessoal e social, pois ampliam o conhecimento e expandem a visão de mundo quando vinculados a contextos significativos. No Brasil, entretanto, persistem inúmeros desafios no processo de alfabetização de crianças, jovens e adultos, sendo a escola a principal instituição responsável por esse ensino. Pesquisas apontam dificuldades relacionadas à compreensão do processo de aquisição da linguagem escrita, aos métodos e às condições sociais enfrentadas por escolas, professores e alunos.

Compreende-se, portanto, que alfabetização e letramento envolvem aprender a ler e escrever de maneira significativa, entendendo os sentidos das palavras nos diferentes contextos sociais. Ao longo da história, as práticas de alfabetização foram se transformando em decorrência de avanços científicos, mudanças socioeconômicas, reorganizações escolares, inovações tecnológicas e novas concepções pedagógicas.

Nesse contexto, a discussão curricular abrange conhecimentos escolares, procedimentos, relações sociais e as transformações que se pretende promover nos educandos, incluindo valores e identidades a serem construídos (Brasil, 2011). No que se refere ao ensino de Língua Portuguesa, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) retoma propostas já presentes nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e adota a perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, entendida como uma forma de ação interindividual orientada a finalidades específicas e realizada nas práticas sociais ao longo da história (Brasil, 1998; 2017).

 

Conhecer a ”mecânica‟ ou o funcionamento da escrita alfabética para ler e escrever significa, principalmente, perceber as relações bastante complexas que se estabelecem entre os sons da fala (fonemas) e as letras da escrita (grafemas), o que envolve consciência fonológica da linguagem: perceber seus sons, como se separam e se juntam em novas palavras etc. (Brasil, 2017, p. 88).

 

Para Emilia Ferreiro (2001), a escrita não deve ser entendida como um produto exclusivamente escolar, mas como um objeto cultural, resultado do esforço coletivo da humanidade. Trata-se, portanto, de um objeto conceitual construído socialmente, sobre o qual os sujeitos elaboram hipóteses, desenvolvem ideias e refletem.

Destaca-se, ainda, a pesquisa coordenada por Ferreiro (1983), cujo objetivo foi analisar o processo de construção do sistema de escrita em adultos não alfabetizados que nunca haviam frequentado a escola. Os resultados evidenciaram, entre outros aspectos, a presença de conceitualizações tanto semelhantes quanto distintas entre crianças e adultos.

Mais de duas décadas depois, Kurlat (2008) retoma esses estudos e verifica que os níveis de conceitualização sobre o sistema de escrita identificados em adultos convergem com aqueles observados em crianças pequenas, reforçando a ideia de que a aprendizagem da escrita segue processos cognitivos semelhantes em diferentes fases da vida.

Além dos esclarecimentos em torno do processo de construção do sistema escrita, Kurlat também destaca que os resultados da sua pesquisa mostram que não se pode pensar nos caminhos de construção do sistema de escrita pelos jovens e adultos descolados “de los modos de enseñanza recibidos y de la percepción que poseen los sujetos de sí mismos tras la experiencia de 'fracaso' del que se sienten responsables” (KURLAT, 2008, p.23).

As observações de Kurlat sobre o impacto de determinadas práticas pedagógicas na formação de jovens e adultos reforçam a ideia de que o chamado “fracasso escolar” não pode ser atribuído exclusivamente aos alunos. Na realidade, são eles que sofrem as consequências de uma concepção de educação que os reduz a simples decodificadores de conteúdos, desconsiderando suas experiências, potencialidades e formas próprias de aprender.

O professor encontrará, em sala de aula, diversas situações desafiadoras, como indisciplina, desmotivação, falta de interesse, compromisso e responsabilidade por parte dos alunos. Esses problemas tendem a se intensificar quando as aulas não dialogam com a realidade da criança ou não apresentam caráter atrativo e envolvente.

Diante disso, o educador contemporâneo precisa romper com a zona de conforto em que muitas vezes se encontra e reconhecer que está formando sujeitos de uma nova geração — mais ativa, questionadora e ousada —, o que exige práticas pedagógicas mais dinâmicas e significativas.

Pode-se considerar que a educação tradicional é aquela que exige a presença física do aluno em sala de aula, com a participação direta do professor no mesmo espaço e tempo. Nesse modelo, conforme apontam Oliane et al. (2015), os interesses e necessidades individuais dos estudantes pouco são considerados, uma vez que o aluno é visto principalmente como receptor de conteúdos previamente definidos, enquanto o professor é compreendido como o detentor exclusivo do conhecimento.

Nesse contexto, o tempo de aprendizagem limita-se ao período em que o professor está em sala, e a compreensão dos conteúdos varia conforme as condições individuais dos alunos, especialmente na ausência do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Oliveira (2006) observa que, apesar de inúmeras discussões e esforços no campo educacional, o ensino tradicional ainda preserva características do modelo herdado do século XIX, como a organização dos alunos por faixa etária, currículos padronizados e a predominância da exposição oral como principal estratégia didática.

O processo de aprendizagem, nesse modelo, tende a ser predominantemente passivo, pois o estudante atua como receptor de informações, limitando-se muitas vezes à memorização dos conteúdos sem estabelecer relações significativas com sua realidade. Tal dinâmica pode dificultar o desenvolvimento do pensamento crítico e da autonomia intelectual, tornando o aluno menos participativo no próprio processo de construção do conhecimento (Oliane et al., 2015).

Dessa forma, conclui-se que as metodologias tradicionais apresentam limitações quanto à promoção de competências como criatividade, reflexão e resolução de problemas. Observa-se, portanto, um distanciamento entre esse modelo educacional e as demandas dos estudantes inseridos na cultura digital contemporânea. Torna-se fundamental, assim, criar condições para que o aluno assuma papel ativo na aprendizagem, construindo conhecimentos de forma colaborativa, dinâmica e contextualizada, ultrapassando os limites da sala de aula presencial.

Segundo Kawasaki (2008), a educação tradicional privilegia a individualidade e caracteriza-se por uma relação vertical entre professor e aluno, na qual o ensino é concebido como transmissão de modelos previamente estabelecidos. Nesse cenário, o docente exerce autoridade intelectual e moral, e o aprendizado ocorre principalmente pela imitação e assimilação das informações transmitidas.

Embora ainda amplamente presente nas escolas, esse modelo tem sido questionado quanto à sua eficácia diante das transformações sociais e tecnológicas. Mizukami (1986) destaca que seus defensores acreditam que a aprendizagem ocorre quando o aluno atinge os objetivos propostos pelo professor, interpretando esse resultado como sinal de compreensão plena do conteúdo.

Vidal (2002) ressalta que a interação entre professor e aluno pode funcionar como elemento de apoio e motivação, favorecendo a troca de ideias e a avaliação da aprendizagem. Contudo, mesmo nesse modelo, há limitações para atender às demandas atuais de formação, especialmente em contextos profissionais e organizacionais, que exigem autonomia, pensamento crítico e capacidade de aplicação prática do conhecimento.

Além disso, fatores cotidianos da rotina escolar, como deslocamentos, organização de materiais e diferenças no ritmo biológico dos alunos, podem reduzir o tempo efetivo dedicado à aprendizagem (Ponte, 1997). A abordagem tradicional baseia-se na concepção de inteligência como capacidade de armazenar informações, reforçando um ensino centrado na memorização e na reprodução de conteúdo.

Assim, diversos autores apontam que, no ensino tradicional, o aluno assume um papel passivo, com poucas oportunidades de participação ativa, devendo adaptar-se aos métodos e estilos de cada professor. Trata-se, portanto, de um modelo pedagógico fundamentado principalmente na transmissão de conhecimentos, na memorização e na imitação das práticas docentes em sala de aula.

 

 

Considerações finais

 

Nesse contexto, a formação inicial e continuada constitui um elemento indispensável para o desenvolvimento da docência, pois possibilita ao professor pesquisar, inovar, aperfeiçoar e qualificar sua prática pedagógica. Atualmente, exercer a profissão docente representa um grande desafio, seja pela falta de valorização profissional — refletida em baixos salários e condições estruturais precárias —, seja pelas complexas realidades sociais vivenciadas pelos alunos, ou ainda pelas transformações decorrentes dos avanços da modernidade.

A formação continuada, portanto, configura-se como uma dimensão essencial para que o professor se torne pesquisador de sua própria prática. Nesse processo, a sala de aula e os alunos passam a ser objetos de investigação, exigindo do educador o esforço de compreender como cada criança pensa, aprende e se relaciona com os conhecimentos oriundos de sua realidade, a fim de atuar com maior qualidade no contexto escolar.

Além disso, é fundamental estar aberto ao novo e reconhecer que o professor lidará com sujeitos em diferentes estágios de desenvolvimento, cada um com seu ritmo, suas características e necessidades específicas. Nesse sentido, a alfabetização e o letramento aliados à ludicidade podem contribuir significativamente para a renovação das práticas pedagógicas, rompendo com a rotina tradicional. Ensinar por meio do brincar torna o processo mais significativo e prazeroso, além de possibilitar resgatar, nas crianças, experiências de interação e criatividade que muitas vezes se enfraquecem diante do uso excessivo das tecnologias.

 

 

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ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: DOIS CONCEITOS, UM PROCESSO 2005.Disponível      em: https://portal.fslf.edu.br/wpcontent/uploads/2016/12/tcc3-6.pdf Acessado em 21/08/2022

 

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