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PROCESSO EDUCATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 

Danieli Granzoto Equidone Cruz

Prof. Orientador: Paulo Sérgio Leite

CentroUniversitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

Pedagogia (PED 0054) – Trabalho de Graduação

01/12/2012

 

RESUMO

 

A Educação sempre esteve presente na história da humanidade; no Brasil por volta de 1549 que se iniciou o processo de ensino e formação de escolas. Antigamente não se considerava escolas ou centros de Educação Infantil, mas sim eram apenas lugares onde pessoas adultas cuidavam das crianças enquanto seus pais iam para o trabalho sem ter o intuito de ensinar algo para as mesmas.

Palavras-chave: Ludicidade. Educação Infantil. Aprendizagem.

 

 

 

1 INTRODUÇÃO

 

A Educação sempre esteve presente na história da humanidade, e desde então já se tinha a visão de formar profissionais, houve muitas invenções e descobertas de suma importância na vida das pessoas. Assim também o processo educativo é um dos comportamentos que mais marca o cotidiano da nossa vida seja como ensino, ou como aprendizagem esta presente no dia a dia do ser humano de diversas idades.

Se levarmos em conta que noventa por cento (90 %) das conexões cerebrais das crianças ocorre de zero aos seis anos de vida se dará então a devida e considerada importância para a educação das crianças, ou seja, será valorizada a Educação Infantil. Mas com o passar dos anos e com a evolução muito evoluiu nesse aspecto, tanto quede acordo com a Lei de Diretrizes e Basesda Educação Nacional (LDB), estabelece: “Art.29 – A Educação Infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”.

Antigamente não se considerava escolas ou centros de Educação Infantil, mas sim eram apenas lugares onde pessoas adultas, que nem eram qualificadas, cuidavam das crianças enquanto seus pais iam para o trabalho, sem qualquer intuito de ensinar algo para as mesmas.

É de suma importância a ludicidade na vida das crianças, observando que, as crianças que entram para o ambiente escolar afim de desenvolver atitudes mais amplas competências psicomotora e sociais todos esses desenvolvimentos podemos obter através da ludicidade, ou seja, com vários conhecimentos prévios tem muito mais facilidade para dar continuidade em seus aprendizados e conhecimentos, pois é lógico que as crianças já nascem e convivem em ambientes rodeados de informações, algumas mais outras menos, e cabe ao educador estimular essas crianças.

Para tanto, devemos ressaltar que a atividade lúdica vai além do simples ato de brincar, mas é uma experiência riquíssima para a criança, a qual ela desenvolve atitudes mais amplas de suas competências psicomotoras e sociais, as quais estão interligadas com o desenvolvimento psicológico, motor e cognitivo da aprendizagem. Assim o espaço de educação infantil e onde acontece o processo educativo em todos os seus aspectos, portanto, é construído a todo o momento, de forma dinâmica e permanente, com trocas mútuas de sentimentos, experiências e conhecimentos, no qual a criança é o agente central. Assim sendo, a educação infantil deve produzir em seus espaços de ensino, momentos de prazer, de lazer e de construção do lúdico.

 

2 DESENVOLVIMENTO

 

O processo educativo é o comportamento que mais marca o cotidiano das nossas vidas, e é o mais quotidiano dos processos que orienta o nosso agir. Seja como ensino, seja como aprendizagem, procura sistematizar o conjunto do dia a dia de todos os seres humanos de diversas idades que coexistem. Se bem que na sociedade primitiva há variabilidades que se refletem na diversidade com que os mitos são transmitidos, o ritual com que se aprende a comunicar símbolos fixos é que permite o entendimento e a experimentação do que o ritual ensina: é o processo pedagógico do saber que se explica.

Mas, nas sociedades primitivas, como na européia rural ou proletária, ou ainda numa pequena burguesia mais monitorizada que iluminada, o registro da variabilidade é, devido à técnica oral predominante, lenta. Nas sociedades eruditas, ou nas sociedades com eruditos, onde o método indutivo-dedutivo felizmente produz saberes aprovados que podem sempre experimentar-se outra vez, e onde há consciência que devem experimentar-se outra vez, estão sempre a surgir novas idéias que entram em contradição com outras, anteriores ou contemporâneas, donde a variabilidade é rápida, quase vertiginosa.

Os ciclos individuais de vida ficam, assim, como os ciclos locais, atados, encadeados à estrutura do tempo definido pela descoberta científica. O processo educativo, cuja união com o tempo estrutural é feita pela teoria econômica que nos governa – não com a qual nos governamos, mas que nos obriga a governarmo-nos com tudo –, está afetados por uma decalagem permanente no tempo. A nova geração que aprende dos seus pais, parentes e vizinhos, está a aprender diversas experiências históricas, diversas racionalidades, no ato único de educar.

O processo educativo é, em consequência, mais amplo do que é o ensino em instituições especializadas. A primeira aprendizagem que procura a criança é a de distinguir pessoas. É evidente que, desde o seu nascimento, uma criança tem uma aproximação emotiva, pelo menos à pessoa que a cria e alimenta. O que eu quero referir aqui é a aprendizagem genealógica, entre pessoas com as quais se tem relações de subordinação, direitos e obrigações, e aqueles que são preciso evitar. A distinção genealógica leva à distinção entre os parentes e os que o não são, tais como vizinhos e amigos, adultos e pares, jovens e velhos, homens e mulheres.

Diante disso, apenas uma ordem convencional através do crescimento, a distinção do que cada um deles faz qual o seu trabalho, o que parece ser o que a criança quer imitar.

Em qualquer cultura, o que se quer aprender é altamente diferenciado: primeiramente, porque se o grupo é altamente hierarquizado, isto é, com pouca mobilidade, a criança será e é orientada para o trabalho da pessoa que depois vai substituir; se a sociedade é menos hierarquizada, e apesar de entender principalmente o que fazem os adultos com os quais convive, prática que tem grande influência na sua memória, uma criança pode ser orientada para conhecimentos diferentes daqueles do lar.

A educação infantil constitui uma importante modalidade do processo educativo e, nos últimos anos, tem obtido destaque no campo educacional, devido a sua crescente expansão, impulsionando muitos pesquisadores a direcionarem seus estudos a essa fase da vida humana.

Na busca de sua identidade, a educação infantil procura consolidar-se como um espaço de ampliação de experiências com intencionalidade educativa, instigando seus profissionais a desenvolverem um olhar sensível à infância. Nessa direção, torna-se oportuno analisar como o professor efetiva sua ação docente, como se apropria dos saberes, organiza seu trabalho, estabelece a relação teoria e prática e como realiza o registro do seu trabalho pedagógico.

A educação é o processo pelo qual o indivíduo se humaniza, integrando à sua natureza conhecimentos e valores que o tornam membro da sociedade em que vive e atual.

Na criança, o processo educativo é mais abrangente, tendo na família sua fonte formativa, para determinação do seu caráter.

É, contudo, na Escola, que ela faz a sua educação, construindo e reconstruindo o seu saber, a partir dos meios e estratégias que o professor lhe oportuniza. Daí a importância do professor trabalhar os valores de vida com seus alunos, a fim de ajudar na formação de futuros cidadãos críticos e conscientes que atuarão em sociedade.

É muito importante na Educação Infantil a clareza dos objetivos referentes ao desenvolvimento das crianças nas diferentes fases, pois é, nesse nível, que a criança começa a trabalhar suas habilidades, hábitos, atitudes e atividades psicomotoras que vão preparando-a física e mentalmente num grau crescente, que deve ser aperfeiçoado à medida que a criança cresce e se desenvolve.

 

O período que a criança passa no jardim de infância é de extrema importância na construção dos alicerces de sua afetividade, socialização e inteligência e, conseqüentemente, em seu desenvolvimento integral harmônico. Para que a escola possa cumprir esse papel, é necessário conhecer as características do desenvolvimento infantil até os seis anos e organizar o ambiente e as atividades da pré-escola de modo a atender às necessidades das crianças nessa etapa da vida (THIESSEN, BEAL, 1998, p. 10).

 

 

As atividades de cuidado/educação de crianças cujos direitos são reconhecidos e respeitados pela instituição e por seus educadores devem envolver o cultivo da identidade familiar, do gênero e da raça, oportunidades para as crianças aprenderem a gostar de si próprias, no desenvolvimento de um auto conceito positivo e aprendendo a reconhecer e respeitar as características pessoais de cada um, constitui uma tarefa educativa das mais importantes.

É papel de a educação formar pessoas critica e criativas, que criem, inventem, descubra que sejam capazes de construir conhecimento. Não devendo aceitar simplesmente o que os outros já fizeram, aceitando tudo o que lhe é oferecido. Daí a importância de se ter alunos que sejam ativos, que cedo aprendem a descobrir, adotando assim uma atitude mais de iniciativa do que de expectativa.
Considera-se função da educação infantil promover o desenvolvimento global da criança; para tanto é preciso considerar os conhecimentos que ela já possui proporcionar a criança vivenciar seu mundo, explorando, respeitando e reconstruindo. Nesse sentido a educação infantil deve trabalhar a criança, tomando como ponto de partida que está é um ser com características individuais e que precisa de estímulos, para crescer criativa, inventiva e acima de tudo crítica
.

 

2.1 O PAPEL DO PROFESSOR NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 

Acreditara-se que ser educador infantil é uma enorme responsabilidade, ora, pois é através desse que as crianças entram em contato após a família. É na escola, como um segundo ambiente socializado que a criança começa a ampliar sua rede de relações e, que através dela e o educador, constrói conhecimentos significativos a seu modo de perceber a vida.

O professor na educação infantil é de fundamental importância, pois da mesma que a escola é como se fosse à casa da criança o professor é como se fosse o seu pai ou sua mãe.

Já que a educação deve ser considerada um processo de formação contínua, pode-se dizer que tal educador, principalmente por estar lidando com os pequenos, precisa levar muito a sério sua profissão, gostar do que faz e renovar-se a todo o momento, pois ensinar e aprender são fundamentais como conceito inicial para esse profissional. Um docente para atuar na educação infantil deve primeiramente gostar de crianças e de ensiná-las. Pois é lá que elas procuram afetividade, carinho, dedicação e cuidado.

Tal educador tem que possuir um perfil, no qual acredite na transformação, que goste de mudança e que para isso seja eternamente curioso. O professor não deve só ensinar, mas também cuidar, pois na educação infantil o cuidar e o ensinar andam juntos.

O educador deve sempre tomar muito cuidado com que ele ensina a criança,pois a criança sempre imita o adulto se passamos coisas boas eles aprendem para o bem,se ensinamos coisas más eles vão nos imitar com coisas más.Nós adultos somos espelhos para as crianças.

O aluno é como se fosse um solo fértil, onde o professor semeia suas melhores sementes para que se produzam belos frutos. A relação professor/aluno deve ser cultivada a cada dia, pois um depende do outro e assim os dois crescem e caminham juntos.

O professor em sala de aula nem sempre só ensina, muitas das vezes ele também aprende com os alunos.

E é nessa relação madura que o professor deve ensinar que a aprendizagem não ocorre somente em sala de aula. Se estivermos atentos aprendemos a todo o momento e não só na escola com o professor. Assim, o aluno irá desenvolver um espírito pesquisador e interessado pelas coisas que existem; ele desenvolverá uma necessidade por aprender, tornando-se  um ser questionador e crítico da realidade que o circunda.

 

2.2 A IMPORTÃNCIA DA LUDICIDADE E DOS JOGOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 

Durante muito tempo a recreação e o brincar tiveram um enfoque centrado apenas no brincar por brincar, pensava-se na brincadeira e no jogo como uma simples atividade humana relacionada à infância. Brincar é uma atividade universal e extremamente humana, e assim sendo, o brincar se constitui de dupla utilidade: ele funciona tanto como estratégia para a construção da individualidade, sendo entendida como a relação contínua entre o ser e o meio, (meio físico e das representações), e como situação para a compreensão e inserção da criança na cultura a que pertence, portanto, è sabido que as atividades lúdicas aplicadas com crianças, sendo direcionada ou livre têm sua função em dois sentidos: um antropológico e o outro psicológico.

Nas escolas de Educação Infantil observa-se a importância cada vez maior pela prática de atividades lúdicas nas propostas pedagógicas desenvolvidas com as crianças, devido a uma nova visão, do que e a Educação Infantil, pois é fundamental se ter um conhecimento amplo do que é a primeira infância para que se possam desenvolver atividades coerentes, relacionadas a um ciclo de vida pleno de possibilidades.

Para tanto, a atividade lúdica vai além do simples ato de brincar, mas é uma experiência riquíssima para a criança, a qual ela desenvolve atitudes mais amplas de suas competências psicomotoras e sociais, as quais estão interligadas com o desenvolvimento psicológico, motor e cognitivo da aprendizagem. Assim o espaço de educação infantil e onde acontece o processo educativo em todos os seus aspectos, portanto, é construído a todo o momento, de forma dinâmica e permanente, com trocas mútuas de sentimentos, experiências e conhecimentos, no qual a criança é o agente central. Assim sendo, a educação infantil deve produzir em seus espaços de ensino, momentos de prazer, de lazer e de construção do lúdico.

Segundo Piaget (1971), há três tipos de atividades lúdicas, as quais demonstram a importância do educador conhecer e administrar cada uma adequadamente ao seu trabalho pedagógico que realiza com as crianças, pois tendo como base os estágios de desenvolvimento pode-se ter uma perfeita compreensão de quais as atividades lúdicas e jogos que se enquadram para cada etapa de desenvolvimento. A partir das concepções piagetianas, se têm: os jogos de exercício, os jogos simbólicos e os jogos de regra.

Os jogos de exercícios surgem durante o segundo ano de vida, com o aparecimento da linguagem. É quando aparecem as brincadeiras de faz de conta, com uso de símbolos. No jogo simbólico a criança ultrapassa a simples satisfação de manipulação. Ela assimila a realidade externa ao seu eu, encontra satisfação fantasiosa, supera conflitos, preenche desejos e aparecem nos primeiros dezoito meses de vida e envolve a repetição seqüenciais, não como instrumentais, mas, por mero prazer, através de atividades motoras e caracterizam o período sensório - motor, sendo que, sua forma de assimilação é funcional e repetitiva, tendo sua função à formação de hábitos. No início do desenvolvimento, que é os primeiros meses de vida da criança formam-se hábitos na qualidade de esquemas motores. O hábito é um padrão de reação adquirida, relativamente estável, facilmente evocado e difícil de ser eliminado, sendo a maioria dos hábitos motores.

Os jogos simbólicos caracterizam a atividade lúdica própria do período de desenvolvimento pré-operatório, tendo a forma de assimilação deformante. Piaget denomina deformante esta forma de assimilação em razão da realidade física e social a ser assimilada pela criança isso por analogia, ou seja, da forma como a criança assimila e deseja a realidade que a cerca. Sendo assim, quanto mais à criança, nesta faixa etária trabalhar com jogos simbólicos, mais capacidade de assimilação ela terá, mesmo que seja deformante, pois os significados que a criança atribui aos conteúdos de suas ações quando joga são deformações dos significados correspondentes de sua vida social e física.

O jogo de regras marca a transição da atividade individual para a socializada e não ocorre antes do quatro aos sete anos e predomina no período dos sete aos quatorzes anos. Para Piaget, a regra pressupõe a interação de dois indivíduos e sua função é regular e integrar o grupo social. O jogo de regras, também mencionado.

A importância do jogo de regra para a construção do conhecimento é observada quando a criança entra na escola, pois atua com um sentido (como) e simbólico (para quê), assim é um conjunto de jogo de significado que a criança conheceu desde os seus primeiros anos de vida e que determinará as funções cognitivas e motoras que realizará na sua trajetória escolar no desenvolvimento as diversas habilidades necessárias para a aprendizagem.

2.3 AS BRINCADEIRAS E OS BRINQUEDOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 

A criança necessita brincar da mesma maneira que precisamos respirar, faz parte do seu “eu”.Quando falam de brincar,não estou valorizando o fato de existir um brinquedo propriamente dito,a criança brinca sem necessariamente usar um brinquedo,é muito mais que isso,ela usa sua imaginação,ela pode brincar a qualquer hora,dentro ou fora de casa,sozinha,com crianças grande,pequenas,ou adultas,ela cria situações de brincadeira com um simples galho de arvore caído,ou ainda com uma pequena pedra que apareceu no seu caminho.Ela brinca pelo prazer que isso lhe proporciona.

A importância do brincar tem sido cada vez mais ressaltada como mediadora na aprendizagem, mas do que organizar espaço de brincar em si, a nossa proposta tem uma estratégia maior, que transcende o espaço físico. Processa-se na transformação do individuo que utiliza o jogo ou o lúdico como elemento da cultura infantil,como facilitador das relações sociais entre crianças e adultos,como portador de conhecimentos e valores que favorecem as relações interpessoais,e as dinâmicas de trabalho.

Ao proporcionar um jogo ou uma brincadeira para nosso aluno, permitido que ele vivencie a sua autonomia,o entretenimento,o prazer e o convívio com fatores externos.De acordo com Huizinga (1996),através das atividades lúdicas a criança desenvolve seu senso se companheirismo,aprende em viver em grupo,aprende a ganhar e/ou perder,respeitar regras,esperar sua vez,aceita o resultado,lidar com frustrações,viver personagens diferentes,ampliar a sua compreensão sobre os diferentes papeis e relacionamentos humanos e, sobre tudo se preparar para lidar com a realidade.

 

Para Kishimoto (2002) o brinquedo é diferente do jogo. Brinquedo é uma ligação intima com a criança, na ausência de um sistema de regras que organizam sua utilização. Ainda segundo o dicionário Ferreira (2003) brinquedo é “objeto destinado a divertir uma criança, suporte da brincadeira”, sendo assim ele estimula a representação e a expressão de imagens que evocam aspectos da realidade.

 

Ou seja, proporcionar um brinquedo a uma criança é dar a ele um objeto para que ele se se utilize do mesmo para desenvolver a brincadeira, mas nem sempre precisamos de um brinquedo para termos uma brincadeira.Brinquedo e brincadeira andam quase sempre juntas,mas separadas cada uma tem a sua importância dentro da educação infantil.

 

Vygotsky (1998) relata sobre o papel do brinquedo, sendo um suporte da brincadeira e ainda o brinquedo tendo uma grande influência no desenvolvimento da criança, pois o brinquedo promove uma situação de transição entre a ação da criança com objeto concreto e suas ações com significados, assim veremos ao longo do artigo.

 

O brinquedo e a brincadeira tem grande importância no desenvolvimento da criança,o contato da criança com o brinquedo faz com que ela use do concreto para vivenciar a realidade tanto o brinquedo quanto a brincadeira esta relacionada diretamente a infância de nossas crianças.Que criança que nunca teve um brinquedo,ou não brincou de alguma brincadeira,desde que nascemos aprendemos com os brinquedos,nossos pais usam de chocalhos, móbile para chamar a nossa atenção e nos ensinar sobre sons e cores.

 

Ainda segundo Kishimoto (2002, p. 21) relata que “O vocábulo brinquedo não pode ser reduzido a pluralidade de sentidos do jogo, pois conota criança e tem dimensão material, cultural e técnica.” O objeto brinquedo é um suporte da brincadeira, é a ação que a criança desempenha ao brincar. Assim podemos concluir que brinquedo e brincadeira esta relacionada diretamente com a criança/sujeito e não se confundem com o jogo em si.

 

O brincar se torna importante no desenvolvimento da criança de maneira que as brincadeiras e jogos que vão surgindo gradativamente na vida da criança desde os mais funcionais até os de regras. Estes são elementos elaborados que proporcionarão experiências, possibilitando a conquista e a formação da sua identidade.

Como podemos perceber, os brinquedos e as brincadeiras são fontes inesgotáveis de interação lúdica e afetiva. Para uma aprendizagem eficaz é preciso que o aluno construa o conhecimento, assimile os conteúdos. E o jogo é um excelente recurso para facilitar a aprendizagem, neste sentido, Carvalho (1992 p. 28) afirma que: “[...] o ensino absorvido de maneira lúdica, passa a adquirir um aspecto significativo e afetivo no curso do desenvolvimento da inteligência da criança, já que ela se modifica de ato puramente transmissor a ato transformador em ludicidade, denotando-se, portanto em jogo”.

Com relação ao jogo, Piaget (1998) acredita que ele é essencial na vida da criança.  De início tem-se o jogo de exercício que é aquele em que a criança repete uma determinada situação por puro prazer, por ter apreciado seus efeitos. Em torno dos 2-3  e 5-6 anos nota-se a ocorrência dos jogos simbólicos, que satisfazem a necessidade da criança de não somente relembrar mentalmente o acontecido, mas de executar a representação.

Acredito que as brincadeiras devem acompanhar a criança da educação infantil, pois nesse período da vida da criança, são relevantes todos os aspectos de sua formação, pois como ser bio-psico-social-cultural dá os passos definitivos para uma futura escolarização e sociabilidade adequadas como membro do grupo social que pertence.

Relembrando que brincar é um direito fundamental de todas as crianças no mundo inteiro, cada criança deve estar em condições de aproveitar as oportunidades educativas voltadas para satisfazer suas necessidades básicas de aprendizagem. A escola deve oferecer oportunidades para a construção do conhecimento através da descoberta e da invenção, elementos estes indispensáveis para a participação ativa da criança no seu meio.

NEGRINE (1994), em estudos realizados sobre aprendizagem e desenvolvimento infantil, afirma que "quando a criança chega à escola, traz consigo toda uma pré-história, construída a partir de suas vivências, grande parte delas através da atividade lúdica".  Segundo esse autor, é fundamental que os professores tenham conhecimento do saber que a criança construiu na interação com o ambiente familiar e sociocultural, para formular sua proposta pedagógica.

 

2.4 A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 

Quando a arte de contação de história infantil é colocada como recurso psicopedagógico, a narração trará para cada criança um espaço para momentos de alegria e sentimento de prazer na leitura, além de auxiliar a compreender a si próprio e ao mundo a sua volta. Contar histórias é uma maneira de divertir, de estimular a união e principalmente uma forma muito eficiente de ajudar o ser humano em sua busca de autoconhecimento.
A intenção de inserir a história no contexto escolar é de propiciar, cultura, conhecimento, princípios, valores, educação, ética, além de contribuir para uma boa construção de relacionamentos afetivos saudáveis, como: carinho e afeto bons tratos, cuidados pessoais, reeducação alimentar, auto-estima, autoconhecimento e convivência social, isto tudo é possível com uma história contada com muita arte, que será fundamental para uma vida feliz e saudável, e para o fortalecimento das crianças na sociedade e inibir a violência, contribuindo diretamente para a formação do caráter e da personalidade e indiretamente para a sobrevivência do homem. Segundo Busatto (2006, P 74).

Na concepção de Abramovich (2003), o significado de escutar histórias é tão amplo... É uma possibilidade de descobrir o mundo imenso dos conflitos, das dificuldades, dos impasses, das soluções, que todos atravessamos e vivemos de um jeito ou de outro, através dos problemas que vão sendo defrontados, enfrentados (ou não), resolvidos (ou não) pelos personagens de cada história (cada um a seu modo...). E assim esclarecer melhor os nossos ou encontrar um caminho possível para a resolução deles... É ouvindo histórias que se pode sentir (também) emoções importantes como: a tristeza, a raiva, a irritação, o medo, a alegria, o pavor, a impotência, a insegurança e tantas outras mais, e viver profundamente isso tudo que as narrativas provocam e suscitam em quem as ouve ou as lê, com toda a amplitude, significância e verdade que cada uma delas faz (ou não) brotar...

Decorre da leitura também a postura crítico-reflexiva que é extremamente relevante na formação cognitiva das crianças, partindo primeiramente do professor, para em seguida, despertar as potencialidades reflexivas dos seus alunos. Segundo Zilberman (1985, p. 25) "[...] é a partir daí que se pode falar do leitor crítico". Assim, a criatividade estará presente nas aulas de literatura, sem que se perca o encanto e o brilho dos contos de fadas e de fábulas.

A literatura é importante para o desenvolvimento da criatividade e do emocional infantil. Quando as crianças ouvem histórias, passam a visualizar de forma mais clara sentimentos que têm em relação ao mundo. As histórias trabalham problemas existenciais típicos da infância como medos, sentimentos de inveja, de carinho, curiosidade, dor, perda, além de ensinar infinitos assuntos (CARUSO, 2003).

 

É através de uma história que se pode descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e de ser, outras regras, outra ética, outra ótica... É ficar sabendo história, geografia, filosofia, direito, política, sociologia, antropologia, etc... sem precisar saber o nome disso tudo e muito menos achar que tem cara de aula... Porque, se tiver, deixa de ser literatura, deixa de ser prazer, e passa a ser didática, que é um outro departamento (não tão preocupado em abrir todas as comportas da compreensão do mundo) (ABRAMOVICH, 2003).

 

Da mesma forma, as histórias inventadas são importantes. A criança precisa saber de coisas que não fazem parte de sua experiência cotidiana. É comum ela ter um amigo imaginário ou atribuir qualidades humanas e sobrenaturais a um brinquedo ou a um animal.

As conversas e as histórias desses personagens, unindo o real e o imaginário, dão aos pais muitas dicas sobre seus filhos, pois é nessas horas que a criança deixa transparecer sentimentos como medo, a insegurança, o ódio, o amor.

Ler histórias para as crianças, sempre, sempre... É suscitar o imaginário, é ter a curiosidade respondida em relação a tantas perguntas, e encontrar muitas idéias para solucionar questões - como os personagens fizeram... - é estimular para desenhar, para musicar, para teatralizar, para brincar... Afinal, tudo pode nascer de um texto, é o que afirma Abramovich (2003).

Contar histórias é uma arte. Muitas pessoas têm um dom especial para esta tarefa. Mas isso não significa que pessoas sem esse dom excepcional não possam tornar-se bons contadores de histórias. Com algum treinamento e alguns recursos práticos qualquer pessoa é capaz de transmitir com segurança e entusiasmo o conteúdo de uma história para pequenos.

Repetimos: os recursos e os métodos que usamos para contar uma história têm seu valor, mas nada pode substituir a afetividade pessoal que acompanha a história. Citamos a experiência de um pai: a filha com 5 anos de idade fazia questão que o pai a levasse para a cama, a cobrisse e lhe contasse uma história. Em certa fase a menina pediu, durante semanas, a repetição da mesma história que ela escutava de olhos fechados e adormecia. Um dia o pai gravou a história, levou a menina para a cama, a cobriu, ligou o gravador e retirou-se. No dia seguinte perguntou: “Gostaste da história ontem à noite?”A menina respondeu: “Não foi bom, porque quem contou a história foi o gravador.”

Isso significa que a história contada de viva voz é história humanizada. Em tempos de desumanidade, precisamos refletir sobre essa função da narrativa, projeta aos pequenos pela afetividade da voz e da presença do narrador.

Para Ramos (2003), “a leitura é o meio mais importante para se chegar ao conhecimento. Não importa a quantidade que lemos, o que importa é com que profundidade chega-se a esse entendimento.”

Toda história que contamos para uma criança mexe com ela, produz emoções e provoca reações. Por isso, é importante termos em mente, para a criança até aos 8-10 anos de idade, o mundo da fantasia e da realidade se fundem e confundem. Os pensamentos e os sentimentos da criança estão em permanente fermentação e ebulição e – inconscientemente – procuram respostas para certos medos e anseios. Qualquer história pode atingir uma criança profundamente e fazer com que ela peça a repetição dessa história durante dias e mesmo semanas, porque algo na essência de seu desenvolvimento e amadurecimento foi atingido.

A criança ouve muitas histórias contadas pela mãe, pelo pai, pelos avós, por outras crianças, enfim, por todos aqueles que a cercam. São contos de fada, aventuras, fábulas, lendas, piadas, histórias inventadas ou simplesmente o relato de um fato ocorrido. Para alguns autores, como por exemplo, Coelho (1998), há quem conte histórias para enfatizar mensagens, transmitir conhecimentos, disciplinar, até fazer uma espécie de chantagem –“se ficarem quietos conto uma história” , “se isso”, “se aquilo...” – quando o inverso é que funciona. Através das histórias é possível trabalhar a socialização, a recreação, a formação, a informação, a atenção, o enriquecimento da linguagem, o estímulo à imaginação e a inteligência, as emoções, o desenvolvimento do pensamento crítico e artístico-literário, desenvolver o hábito da leitura e ensinar a escutar.

Para autores como Carvalho (1975), por exemplo, o conto infantil é como se fosse uma chave mágica que abre as portas da inteligência e da sensibilidade da criança, para sua formação integral. A escola torna-se um lugar propício para articular a arte de contar histórias.

 

2.5 O QUE É MÚSICA

 

Definir a música não é tarefa fácil porque apesar de ser intuitivamente conhecida por qualquer pessoa, é difícil encontrar um conceito que abarque todos os significados dessa prática. Mais do que qualquer outra manifestação humana, a música contém e manipula o som e o organiza no tempo. Talvez por essa razão ela esteja sempre fugindo a qualquer definição, pois ao buscá-la, a música já se modificou, já evoluiu. E esse jogo do tempo é simultaneamente físico e emocional. 
Segundo o dicionário Aurélio da Língua Portuguesa a música é definida como: "Arte e ciência de combinar os sons de modo agradável ao ouvido"; e também: "Qualquer conjunto de sons". 
Segundo Hans-Joachin Koellreutter, "a música é uma linguagem, pois é um sistema de signos e, nela, se faz presente um jogo dinâmico de relações que simbolizam, em microestruturas sonoras, a macroestrutura do universo"
Já Gainza (1988, p.22) ressalta que: "A música e o som, enquanto energia, estimulam o movimento interno e externo no homem; impulsionam-no à ação e promovem nele uma multiplicidade de condutas de diferentes qualidade e grau". Atualmente existem diversas definições para música. Mas, de um modo geral, ela é considerada ciência e arte, na medida em que as relações entre os elementos musicais são relações matemáticas e físicas; a arte manifesta-se pela escolha dos arranjos e combinações. Houaiss apud Bréscia (2003, p. 25) conceitua a música como "[...] combinação harmoniosa e expressiva de sons e como a arte de se exprimir por meio de sons, seguindo regras variáveis conforme a época, a civilização etc.". 

Música é a arte de coordenar fenômenos acústicos para produzir efeitos estéticos. Em seus aspectos mais simples e primitivos, a música é manifestação folclórica, comum a quase todas as culturas: nesse caso, essencialmente anônima e apoiada na transmissão oral, espelha particularidades étnicas determinadas. Com o fim do isolamento cultural que a geografia impôs à humanidade durante séculos e com a crescente urbanização, muitas tradições desse caráter estão ameaçadas de total desaparecimento. Historicamente, música popular era qualquer forma não folclórica muito difundida -- desde as canções dos menestréis medievais e trovadores até peças musicais de grande refinamento, originalmente compostas para uma pequena elite. Na era vitoriana e no início do século XX, era a música dos cabarés e vaudevilles, mais tarde substituída pelas canções-tema das peças musicais. Enquanto isso, as formas cultas da música ocidental pertencem a uma linhagem européia cuja origem remonta aos primórdios da civilização cristã.

2.6 A MUSICALIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 

A música está presente na vida do ser humano desde os tempos mais remotos. A presença dela é incontestável; há relatos na história que fundamentam este pensamento. Quando estudamos sobre a história de povos antigos como Grécia, Israel, Roma e outros, vêem a presença da música em festas e rituais de todos os tipos, como por exemplo: nascimentos, mortes, casamentos, recuperação de doenças e fertilidade e também a encontramos em momentos de louvor a líderes e em procissões reais.

 

[...] A música é uma das mais antigas e valiosas formas de expressão da humanidade e está sempre presente na vida das pessoas. Antes de Cristo, na Índia, China, Egito e Grécia já existia uma rica tradição musical. Na Antiguidade, filósofos gregos consideravam a música como uma dádiva divina para o homem [. .] (FERNANDES, 2009, s.n.)

 

A criança entra em contato com os sons antes mesmo de seu nascimento, desde o momento da concepção ela já é exposta aos sons intra-uterinos, a voz materna também constitui material sonoro especial e referência afetiva para ela, daí a certeza de que a música está presente desde antes do nascimento até a hora da morte do ser humano. Os bebês e as crianças interagem permanentemente com o ambiente sonoro que o envolve e com a música, já que ouvir, cantar e dançar são atividades presentes na vida de quase todos os seres humanos, ainda que de diferentes maneiras.

A música possui um papel importante na educação das crianças. Ela contribui para o desenvolvimento psicomotor, sócio afetivo, cognitivo e lingüístico, além de ser facilitadora do processo de aprendizagem. A musicalização é um processo de construção do conhecimento, favorecendo o desenvolvimento da sensibilidade, criatividade, senso rítmico, do prazer de ouvir música, da imaginação, memória, concentração, atenção, do respeito ao próximo, da socialização e afetividade, também contribuindo para uma efetiva consciência corporal e de movimentação. 
O som, o ritmo, a música fazem parte da educação infantil e da vida das crianças. É importante que isto esteja muito presente na vida delas, pois é através deste contato que poderão desenvolver muitas de suas habilidades.

Desenvolver a musicalidade e a expressão corporal na educação infantil é muito importante não só para trabalhar atividades que envolva musica e dança, mas também para o reconhecimento de seu corpo, de suas possibilidades e limitações espacial, temporais, laterais.

A música não deve ser utilizada apenas como fonte de recreação para os alunos, ignorando sua riqueza cultural e social. É necessário que ela seja utilizada de forma a ampliar a linguagem oral e corporal das crianças, de forma socializar e não discriminadora, como fonte de conhecimento.

A partir do momento em que a criança entra em contato com a música, seus conhecimentos se tornam mais amplos e este contato vai envolver também o aumento de sua sensibilidade e fazê-la descobrir o mundo a sua volta de forma prazerosa. Seus relacionamentos sociais serão marcados através deste contato e sua cidadania será trabalhada através dos conceitos que inevitavelmente são passados através das letras das canções.

A musicalização na educação infantil está relacionado a uma motivação diferente do ensinar, em que é possível favorecer a auto-estima, a socialização e o desenvolvimento do gosto e do senso musical das crianças dessa fase.

Cantando ou dançando, a música de boa qualidade proporciona diversos benefícios para as crianças e é uma grande aliada no desenvolvimento saudável da criançada.

A música pode contribuir, tornando o ambiente escolar mais agradável e alegre, ajudando na socialização das crianças com seu grupo escolar, podendo ainda ser usada para relaxar os alunos depois de atividades físicas, acalmando os alunos diante da tensão de uma prova, por exemplo, além de ser um poderoso recurso didático.

A musicalização atua como instrumento para que se possa ter condições de percepção musical, não significa que embora busque proporcionar ao indivíduo uma sensibilidade musical, isso pode não acontecer com êxito e também seu objetivo não é medir o talento musical do aluno. A música resgata a cultura, auxilia na construção do conhecimento e pode contribuir para o exercício da cidadania.

O modo como as crianças percebem, aprendem e se relacionam com os sons, no tempo-espaço revelam o modo como percebem , aprendem e se relacionam com o mundo quê vem explorando e descobrindo a cada dia (BRITO, 2003, p. 41).

Sendo assim, a maneira que a música é trabalhada é de extrema importância, principalmente quando se fala de educação infantil, porque nessa etapa da vida do sujeito é que se constrói sua identidade. Não se deve tornar o trabalho com a música algo que privilegie somente a técnica ou só o trabalho pedagógico, pois o professor deve respeitar as limitações dos alunos que não apresentam muita habilidade musical, como deve também, incentivar os que se interessam pela linguagem.

Brito (2003) afirma que os primeiros anos de aprendizagem de uma criança são favoráveis para iniciar o entendimento da linguagem musical,para aprender a ouvir sons e a reconhecer as diferenças entre eles.Entretanto,afirma também que na pré-escola a criança ainda não tem capacidade de concentra-se para ouvir musica,por isso é necessário que a apresentação da musica seja feita de forma lúdica,isso é,por meio de historias,dramatizações,jogos e brincadeiras,motivando sua participação.Dessa forma,o trabalho desenvolvido na educação infantil deve buscar a brincadeira musical,aproveitando a identificação natural com a música.

A brincadeira musical na educação infantil deve focar ações como:A escuta de músicas a diferenciação de sons e silêncio,a expressão corporal em diferentes ritmos musicais,ou cantar diversas alturas e intensidade sonoras,a exploração dos sentimentos através da música,a criação musical livre e com regras e etc.Se bem trabalhada,desenvolve o raciocínio,a criatividade e a possibilidade de descobertas de novos dons e aptidões,por isso se torna um relevante recurso didático devendo estar presente cada vez mais na sala de aula.

As atividades musicais realizadas na escola não visão a formação de músicos, e sim através da vivencia e compreensão da linguagem musical, proporcionar a abertura de canais sensoriais, facilitando a expressão de emoções, ampliando a cultura geral e contribuindo para a formação integral do ser.

O desenvolvimento da musicalidade nas crianças deve estar em conformidade com sua vivência musical e com os métodos utilizados. A musicalização , por si só, já se inicia no lar, com a oferta de ferramentas à criança para que ela descubra os sons e seu universo (discos, canções, instrumentos, objetos sonoros variados, gravuras relacionadas, etc). Na escola, no entanto, deverá se realizar o direcionamento deste interesse para o desenvolvimento de outros aspectos ligados à criança (criatividade, coordenação motora, lateralidade, lógica, estética, etc). Não aconselhamos que se inicie nesta idade o aprendizado musical, que difere da musicalização pelo fato de que, no primeiro, tratamos da aprendizagem de manuseio técnico de um instrumento musical, que deverá aparecer numa segunda etapa, com aproveitamento da musicalização já trabalhada e com a criação do vínculo e do gosto entre a música e a criança.

A musicalização, além de transformar as crianças em indivíduos que usam os sons musicais, fazem e criam música, apreciam música, e finalmente se expandem por meio da música, ainda auxiliam no desenvolvimento e aperfeiçoamento da:

- Socialização
- Alfabetização
- Inteligência
- Capacidade inventiva
- Expressividade
- Coordenação motora e tato fino
- Percepção sonora
- Percepção espacial
- Raciocínio lógico e matemático
- Estética

 

A música possui um papel importante na educação das crianças. Ela contribui para o desenvolvimento psicomotor, sócio afetivo, cognitivo e lingüístico, além de ser facilitadora do processo de aprendizagem. A musicalização é um processo de construção do conhecimento, favorecendo o desenvolvimento da sensibilidade, criatividade, senso rítmico, do prazer de ouvir música, da imaginação, memória, concentração, atenção, do respeito ao próximo, da socialização e afetividade, também contribuindo para uma efetiva consciência corporal e de movimentação.

 

 

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

 

Após a realização das minhas observações na educação infantil, os resultados foram positivos e gratificantes. Tudo foi registrado passo a passo no decorrer do meu trabalho. Avaliando de forma geral daria um desempenho de cem por cento (100%) bom; de uma forma mais específica pode-se dizer que setenta por cento (70%) dos alunos da turma desempenham as atividades aplicadas facilmente, pois se mostram bem letradas ao interpretar e desenvolver as atividades propostas, sendo assim os outros trinta por cento (30%) dos alunos da turma necessitavam mais que os outros alunos do auxílio da professora, mas também executavam os trabalhos. Todo conteúdo aplicado no decorrer do trajeto foi adequado à educação infantil, o que facilitou minha pesquisa sobre o letramento, e ressaltando que as atividades realizadas com as crianças eram introdutórias a alfabetização, ou seja, Letrando as crianças. Observa-se uma enorme capacidade armazenada nas crianças, de forma que cabe ao educador o princípio de explorar essa capacidade das mesmas, estimulando e incentivando as crianças ao aprendizado, adequando os trabalhos a serem realizados em sala de aula de forma que sirvam para vivência de cada um. A criança não entra para educação infantil para ser alfabetizada, mas isso não significa que ela não possa ser letrada nesse sentido, ou seja, pode sim se introduzir trabalhos e atividades que familiarizem a criança com o mundo das letras, da escrita, da leitura; pois afinal a criança vive em ambientes letrados, rodeados de informações que aguçam a curiosidade delas, o porquê então não ajudarem-nas a compreender melhor tudo isso que as acompanha na sua vida cotidiana, ou seja, esse mundo letrado,principalmente no rumo da alfabetização; as crianças se deparam com os adultos ao seu redor lendo, escrevendo e utilizando esses recursos para diversas atividades; sendo assim as crianças tem em seu subconsciente a curiosidades de desenvolver e participar disso também. Lembrando que tudo que se tem o interesse se torna mais fácil de desenvolver, é uma boa oportunidade que o educador tem e deve aproveitar para desenvolver com as crianças esse contato com o mundo alfabetizado e letrado, ressaltando que é muito importante e futuramente gratificante, bastando serem usados adequadamente seus métodos e conteúdos. Procurei desenvolver o trabalho docente considerando e respeitando as características individuais de cada aluno. É notável a necessidades de melhorias como futura pedagoga atuante na área, mas que com certeza serão alcançadas através de meus estudos, teorias e práticas, a cada trabalho realizado e a cada experiência de atuação.

 

5 CONCLUSÃO

 

Os métodos de ensino ainda são muito discutidos entre os educadores, mesmo com inúmeros avanços em diversos aspectos da educação o ensino ainda carece muito. Apesar de inúmeros recursos disponíveis tanto para as crianças quanto para os adultos, ou seja, assim como para alunos como também educadores, as dificuldades ainda existem no aprendizado dos indivíduos, principalmente na questão da leitura e escrita.

 

Educar e Alfabetizar não são tarefa fácil, com isso, é de suma importância à capacitação dos profissionais da educação, para assim, estarem preparados para enfrentar as dificuldades e executar um bom trabalho em suas atuações. Alfabetizar não se resume em seguir um manual pronto, embora às discussões sobre amelhor idade para se iniciar esse processo com as crianças, o mais importante é ter em mente que as crianças nascem em ambientes de informações e convivem, contudo isso, e o quanto a Leitura e a Escrita é primordial na vida de qualquer indivíduo.

 

O primordial de tudo isso é perceber que essas informações disponíveis as crianças é o processo de Letramento que elas estão inseridas mesmo sem perceberem, e desde pequenas já usufruem desse letramento, ou seja, informações que serão essenciais para suas vidas futuramente. Os indivíduos nascem e convivem em ambientes letrados, alguns mais, outros menos, mas ele sempre existirá, portanto adquirem informações que serão desenvolvidas, estimuladas, trabalhadas principalmente na escola, percebe-se dessa forma o quanto o que significa o letramento na vida das pessoas e como é importante que seja bem aproveitado.O professor deve estar consciente de que é preciso alfabetizar letrando, bem como, ele próprio precisa fazer parte do mundo social letrado. Pois hoje o letramento é uma exigênciade nova realidade social em que estamos inseridos; reconhecendo ainda que somente através da busca de fundamentação teórica, teremos suporte para compreendermos os verdadeiros sentidos da leitura e da escrita

 

Planejar e Projetar são base para obterem-se bons resultados nos trabalhos idealizados, ficando o docente encarregado de colocar em prática esses Projetos e Planos, usando suas estratégias e táticas individuais e que julgue ele as mais adequadas, visando sempreo bom aprendizado de seus alunos.

Os estágios realizados durante a graduação dos acadêmicos permitem a aproximação dos mesmos com sua futura profissão, é no estágio onde se coloca em prática toda teoria aprendida no decorrer da graduação. Mostra os caminhos a serem seguidos, a cada trabalho realizado, novas concepções e experiências são formadas, fazendo compreender o quanto foi importante esse período para cada um tanto no aspecto físico, psicológico e também social. São experiências únicas que com certeza deixarão marcas gratificantes e positivas na vida de cada acadêmico.

 

REFERÊNCIAS

 

Diretrizes e Regulamento de Estágio e Trabalho de Graduação cursos de Pedagogia. Indaial: Asselvi. 2010. 56 p.


MÜLLER, Ana Paula Pamplona da Silva. Pedagogia da Educação Infantil. Indaial: Asselvi, 2008. 107 p. ISBN 978- 85- 7830 - 060-9

 

MELO. Fabiana Carbonera Maliverine de. Lúdico e musicalização na Educação Infantil. Indaial: GRUPO UNIASSELVI, 2011.

 

 

ALVES,Thauana Ettiéri Oliveira.O processo educativo na educação infantil.Jornal educação. Disponível em:

<http://www.unifra.br/eventos/jornadaeducacao2006/2006/pdf/artigos/pedagogia/O%20PROCESSO%20EDUCATIVO%20NA%20EDUCA%C3%87%C3%83O%20INFANTIL.pdf >

 

GONÇALVES, Adriana Rodrigues. A importância da música na educação infantil com crianças de 5 anos.Disponível em:

<http://www.unisalesiano.edu.br/encontro2009/trabalho/aceitos/CC17041175855.pdf>

 

MACHADO,Ilze Maria Coelho. Registros pedagógicos de professoras da educação infantil.

PUC-PR.Disponível em:

<http://www.anped.org.br/33encontro/app/webroot/files/file/Trabalhos%20em%20PDF/GT07-6102--Int.pdf>

 

MELO, Izabel Cristina Ferreira. A importância da ludicidade na educação infantil.

Disponível em:

<http://www.ucpparana.edu.br/cadernopos/edicoes/n1v2/12.pdf>

 

FERREIRA,Rosalina Gomes.A importância de brincar na educação infantil

Disponível em:

<http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-de-brincar-na-educacao-infantil/11903/>

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