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AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: A QUALIDADE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS

Maria Eugênia Ribeiro de Almeida1


RESUMO:

Este trabalho tem por objetivo apresentar o resultado da pesquisa sobre do processo de avaliação da aprendizagem e dos instrumentos avaliativos, realizada em uma escola da rede municipal de ensino do Estado do Tocantins, no primeiro de 2014. Para a coleta de dados, vários documentos foram analisados. Tais como o PPP da escola-campo, o Plano de ensino e o instrumento avaliativo - prova. Foram traçadas discussões relevantes das concepções de autores como: Luckesi, Moretto, Sant’anna, Hoffmann dentre outros. Para uma melhor compreensão foi realizado o trabalho de pesquisa bibliográfica, seguida de entrevistas e de análise de documentos, que possibilitaram a constatação de que a qualidade dos instrumentos avaliativos impossibilita identificar o real desempenho do aluno.

PALAVRAS-CHAVE: Avaliação da aprendizagem. Instrumento avaliativo. Prova.

ABSTRACT

This work aims to present the results of research on the process of learning assessment and evaluation instruments held in a school of municipal schools in the State of Tocantins, in 2014. In order to collect data, several documents were analyzed. As PPP- of the school field, the Plan of teaching and assessment tool - test. Relevant discussions of the concepts of authors were drawn as Luckesi, Moretto, Sant'Anna, Hoffmann and others. To a better comprehension it was performed the work of literature search, followed by interviews and analysis of documents, which enabled the realization that the quality of evaluative instruments make impossible to identify the actual student performance.
KEYWORDS: Evaluation of learning. Evaluative instrument. Proof.


INTRODUÇÃO

O processo avaliativo é muito difícil para professores e alunos. Essa afirmação só vem constatar a necessidade de refletir sobre o fazer pedagógico no ensino fundamental. A dificuldade que o tema envolve se reforça com a prática pedagógica na sala de aula, ao identificarmos que professores não priorizam o conhecimento do aluno e nem possibilitam a busca de novos conhecimentos, para que se torne produtor de sua aprendizagem e não apenas mero reprodutor de ideias. Dentre as questões que envolvem o processo avaliativo na escola, o objeto questionado é a elaboração do instrumento avaliativo de modo a identificar o conhecimento do aluno, por que o que se constata é que o instrumento avaliativo – prova, expressa um ensino mecânico, com comandos determinados e respostas prontas. Diante disso, é importante que se faça uma reflexão que articule a elaboração da prova e a concepção de ensino, para que o professor possa propor ações pedagógicas de modo a construir esse conhecimento com bases fundamentadas na criticidade, criatividade e autonomia. Portanto, o foco deste trabalho direcionará o estudo para a avaliação da aprendizagem, quanto à questão específica dos instrumentos de avaliação. E, ainda, dentre a variedade de instrumentos, neste trabalho, será discutida e analisada a elaboração da prova.

Isto porque, a avaliação da aprendizagem é uma prática pedagógica complexa, ou seja, um processo pelo qual se procura analisar, investigar e identificar o desempenho do aluno dentro deste universo chamado escola. Torna-se, assim um momento privilegiado em que o educando é compreendido como um ser em contínuo processo de compreensão e construção do conhecimento. Avaliar é um desafio constante, é um fenômeno especial que está sempre presente no cotidiano escolar. A aprendizagem é uma construção por excelência, em que o indivíduo adquire conhecimento por meio da interação com o meio o qual está inserida. Nesse contexto de ensino aprendizagem a avaliação vem subsidiar o professor no processo de análise do desempenho do aluno quanto ao processo de construção do conhecimento.

O propósito deste trabalho é compreender como a qualidade dos instrumentos avaliativos vem subsidiar na análise do professor quanto à aprendizagem do aluno. Segundo Hoffmann (2010) os instrumentos de avaliação são, portanto, registros de diferentes naturezas. A especificidade dos instrumentos vem de acordo a atender as necessidades do aluno, pois, o instrumento deve ser específico para cada momento em função dos conteúdos e conhecimentos a serem identificados pelo processo de avaliação. Assim, formaram base para esta pesquisa, os estudos de Hoffmann (1993), Luckesi (2002), Moretto (2010), Sant’anna (1995) dentre outros, para contribuir com as reflexões e sistematização deste trabalho.

Vários estudiosos debruçam-se sobre esse tema, fazendo inúmeras discussões sobre a prática da avaliação e abordam, juntamente com ela, a questão referente aos instrumentos avaliativos. Diante das inquietações relacionadas à produção do conhecimento do aluno e ao modo como é desenvolvido o ensino, procuramos compreender por que os instrumentos avaliativos não são elaborados de forma que o aluno possa expressar seus conhecimentos, com reflexão crítica e criativa. Assim, como procedimento metodológico, nos valemos de aprofundamento bibliográfico em que se adquiri conhecimentos através de informações que provêm de material gráfico, sonoro ou informatizado, destacando-se leituras de diversos autores. Ressalta Leite (2008, p. 47) que a busca bibliográfica é fundamental, pois, além de ser autônoma, isto é independente das entre si, serve de base, de alicerce e orientação para o alcance dos objetivos da pesquisa. Nesse tipo de pesquisa faz-se um levantamento do tema dentro das abordagens já trabalhadas por outros autores. Neste trabalho, também foi realizada a pesquisa de campo ou empírica por meio da análise documental do (PPP), do instrumento de avaliação (prova), do planejamento anual e de entrevistas.

Na análise documental, o pesquisador está imerso em meios a documentos, que é a fonte de coleta de dados, de fatos ocorridos, de usos e costumes de povos, documentos científicos, culturais e literários. “Nesse tipo de empreendimento, o pesquisador realiza uma busca em fontes primárias e secundárias em documentos contemporâneos, ou retrospectivos, mais considerados autênticos. (NAVES, 2009, p.18).

A escolha desses documentos não deve ser de forma aleatória, pois, como qualquer outra pesquisa a escolha deve pautar em documentos que abordam os objetivo da pesquisa.

Como sujeitos da pesquisa, participaram uma professora, a coordenadora pedagógica e a gestora da unidade. Os participantes da pesquisa residem no meio rural, têm idade entre 28 e 55 anos, dentre elas a coordenadora pedagógica é pedagoga, a diretora é graduada em pedagogia e pós graduada em Educação infantil e a professora tem formação em Magistério, nível médio.

A entrevista realizada foi do tipo semi estruturada, que é conceituada por Nunes, como um instrumento desenvolvido a partir de um esquema básico, um roteiro, que serve de referência para o pesquisador conduzir o diálogo com o entrevistado (2009, p. 23). É muito utilizada por sua flexibilidade embora exija uma coerência na elaboração. A entrevista objetiva-se na detenção de informação sobre um determinado assunto. E na execução desta se cumprirá todas as exigências que devem ser seguidas.

Segundo Leite (2008, p.104), a entrevista não é apenas conversa sistemática com objetivo predeterminado. É um diálogo orientado para um objetivo definido. A entrevista é das principais técnicas de trabalho em variadas pesquisas e se caracteriza por um diálogo entre entrevistador e entrevistado. A grande vantagem desse instrumento é que permite, ao pesquisador, uma maior compreensão da informação e oferece maior oportunidade de avaliar a veracidade do que é dito. Além disso, é flexível, permite ao entrevistador repetir ou esclarecer alguma pergunta.


AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM E A PRÁTICA DOCENTE


Avaliação da aprendizagem foi e sempre será um constante objeto de análise por estudiosos. É um processo contínuo que envolve aluno e professor, consiste em um conjunto de ações que tem como finalidade orientar a prática docente, dando-lhe condições básicas para o acompanhamento do aluno.

Moretto discorre sobre avaliação da aprendizagem afirmando que a aprendizagem é um processo interior ao aluno, ao qual temos acesso por meio de indicadores externos (palavras, gestos, figuras e textos) (2010, p.119). O professor precisa conhecer o aluno para a partir daí interpretar o que ele quer transmitir.

É interessante que o professor desenvolva sua própria metodologia de ensino e use sua capacidade para avaliar visando identificar as dificuldades e habilidades dos alunos e conseqüentemente contribuir para que eles construam sua autonomia. Dentro deste contexto a forma como o professor se posta diante da avaliação, faz com que os alunos demonstrem o seu conhecimento.

Porém, é necessário que o professor integre o aluno nesse processo de avaliação sobre isso discorre Freire quando afirma. “O ideal é que cedo ou tarde, se invente uma forma pela qual os educadores possam participar da avaliação. E que o trabalho do professor seja com o aluno e não do professor consigo mesmo”. (1996, p. 64).

O trabalho do professor é uma junção da sua concepção com o seu postulado teórico é consequência da prática desenvolvida no cotidiano da escola. Ele usará sua capacidade e criatividade diante do processo avaliativo. Por tanto, o professor precisa ter consciência da necessidade de se ter uma prática inovadora, que respeite o aluno e que o ajude a desenvolver ações desencadeadoras. Na sua prática cria condições para que o aluno aprenda e possa conduzir o processo de forma participativa, o ele deve ver o aluno como ser único e aceitá-lo como ele é.

Nesse contexto, é que o professor desenvolve prática avaliativa, dentro dos princípios teóricos e práticos que ele acredita. Acerca disto, ressalta Ludke (1994, p. 30) “Certamente o que o professor faz em avaliação e condicionado pela concepção que tem desse processo mais amplo de ensino e aprendizagem. ´´

Hoffmann acredita que o professor possui grande poder de transformação. “Para isso o professor deve se abrir a novas condutas e partir de investigações sérias que levam outros professores a acreditarem que é possível avaliar diferente”.


A transformação na prática avaliativa é um processo lento, coletivo, relativo à proposta pedagógica. Deve ser interpretada de forma que possa efetivamente contribuir para o desenvolvimento do aluno. Essa quebra de paradigma relacionado à postura do professor está intrínseca nas políticas educacionais, com o objetivo de realizar amplamente avanços, melhorias e reflexões, enfim permite novas ações nesse universo pedagógico.

Há diversas definições relacionadas à avaliação, todas são avaliadas e estão sujeitas a críticas. Segundo Ilze Sant’anna.

A partir das definições selecionadas sobre avaliação, constatamos a ênfase ao desempenho do aluno. Nosso pensamento é que enquanto a avaliação estiver voltada exclusivamente para o aluno, isto é, enquanto não houver um despertar, uma conscientização da necessidade de uma nova metodologia para o aluno e inclusão da própria escola no processo, a qualidade do ensino permanecerá comprometido (1995, p. 29/30).

Bloom, citado por Sant’anna afirma que ”conforme as funções que desempenha classificam-se avaliação em três modalidades: diagnóstica, formativa e somativa” (1995, p. 32).

O diagnóstico é muito importante para a aprendizagem, pois tem como objetivo detectar as habilidades e dificuldade do aluno. Entretanto, as escolas não costumam fazer a avaliação diagnóstica. Esse tipo de avaliação envolve o universo do aluno: ambiente, condição de vida, conhecimento, habilidades, ou seja, a realidades do aluno. Segundo Luckesi (2002), será, com certeza, um instrumento fundamental para auxiliar cada educando no seu processo de competência e crescimento para a autonomia.

A avaliação diagnóstica possibilita identificar as habilidades e dificuldades do aluno, sendo assim, determinam quais serão as mudanças de ensino e subsidia o professor na prática cotidiana. Finalmente ela auxilia o aluno e o professor a atingirem os objetivos propostos.

A avaliação formativa visa basicamente informar discentes e docentes sobre a aprendizagem escolar. Contribui para o aprimoramento do ensino, favorecendo ao docente dados para ajustar o processo de ensino as necessidades da turma.

A avaliação somativa seu critério é informar a classificação do aluno no final do período, verificando o nível alcançado. Nessa perspectiva ressalta Sant’anna “a classificação do aluno se processa conforme o rendimento alcançado”, nessa perspectiva o aluno tem o nível de aproveitamento que ele apresenta. A avaliação esta ligada as políticas educacionais, com objetivo particular das instituições de ensino, todavia a avaliação deve ser de forma ampla buscando resultados satisfatórios.

INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

O ser humano está sempre avaliando, julgando, embora não tenha consciência crítica para realizar tal ação de uma forma inteiramente humana. São inquietantes os critérios e instrumentos utilizados pelos docentes para avaliar a aprendizagem.

Todo processo de avaliação requer instrumentos ou procedimentos diversos. Instrumento avaliativo é todo e qualquer recurso utilizado pelo professor para coletar dados referentes ao desempenho do aluno. Assim, Mediano, citado por Veiga (1996, p. 164) diz que “é importante que o professor seja competente na elaboração dos instrumentos de avaliação que meçam a confiança e validade de todos os objetivos que deseja alcançar”. Nessa perspectiva o professor deve ter um amplo conhecimento do aluno; ser criativo ao selecionar ou adaptar um ou mais instrumento que possibilite ao aluno compreender qual o objetivo daquele instrumento.

Vários são os instrumentos utilizados na avaliação, o ideal e que sejam diversificados, pois quanto maior a amostragem, mais qualidade terá a avaliação. É necessário que os métodos sejam adaptados à realidade do aluno.

Para Esteban ET all. Diversificar não é simplesmente adotar vários instrumentos aleatoriamente, uma vez que a avaliação é um campo teórico prático que possui um caráter metódico e pedagógico que atende a uma especificidade e intencionalidade (2003, p. 17). O instrumento avaliativo tem um peso muito grande no que diz respeito à avaliação da aprendizagem, portanto, é necessário que o professor saiba elaborar esses instrumentos de acordo com os conhecimentos e a necessidade da turma.

A escolha dos instrumentos depende dos objetivos que se pretende alcançar, não existe instrumento mais eficaz ou menos eficaz, o ideal é que seja mesclado. Se bem elaborado visa diagnosticar, corrigir falhas, superar dificuldades e estimular avanços na aprendizagem e também subsidia o professor na análise acerca do desenvolvimento do aluno.

Fernandes (2008), afirma o seguinte a respeito do assunto.

Se bem planejado e construído os instrumentos (trabalhos, provas, testes, portfólio, memoriais, questionários e outros) têm fundamental importância para o processo de aprendizagem ainda que não devam ser usados apenas para a atribuição de notas na perspectiva de aprovação ou reprovação dos estudantes” (p. 28).

O objetivo principal do instrumento deve ser detectar as dificuldades e a aprendizagem do aluno. Nesse sentido, Fernandes (2008) ainda salienta que um instrumento mal elaborado pode causar distorções na avaliação que o professor realiza de suas implicações podendo ter consequências graves, uma vez que todo ato avaliativo envolve um julgamento que, no caso da educação escolar, significa em última estância aprovar ou reprovar (p. 29).

É necessário que os instrumentos sejam construídos e utilizados para acompanhar o desenvolvimento do aluno, em vez de fazer um julgamento de sua aprendizagem.

Luckesi, ao discorrer sobre instrumentos de avaliação diz que:

Um instrumento de avaliação não tem que ser mais fácil nem mais difícil do que aquilo que foi ensinado e aprendido. “Esse instrumento deve ser compatível, em termos de dificuldade, com o ensinado” (2002, p.178).

O educador precisa ser coerente quando se trata da construção de instrumento de avaliação da aprendizagem, além de utilizar uma linguagem clara e objetiva, deverá levar em consideração outros aspectos como: a contextualização daquilo que se estuda; os conteúdos devem ser significativos e estar coerente com o objetivo do ensino e também é necessário relacionar as dificuldades do aluno com o que foi ensinado.

É importante ressaltar, no que se refere aos instrumentos avaliativos, que o professor necessita estar atento a vários critérios, não só no que diz respeito à construção do instrumento, mas, a correção e a análise. Esses critérios são aberturas, pela qual o docente irá acompanhar o desempenho do aluno verificando assim suas habilidades e dificuldades, portanto, é a partir deles que o professor fará a avaliação da aprendizagem.

Em se tratando de avaliação não existe uma receita pronta, é necessário que o professor renove sua prática deixando de lado técnicas que não contribuem com a aprendizagem. Portanto, é importante que o aluno seja avaliado com mais de um tipo de instrumento e que todos tenham seu objetivo bem definido. Durante o processo de avaliação, vários são os fatores que deve ser levados em consideração quando se trata de instrumentos avaliativos.

O primeiro fator é a elaboração do instrumento, destacando-se que seu objetivo seja do conhecimento de todos, e que durante o processo de produção do instrumento o professor deve utilizar de vários critérios que contribuam com a confiabilidade do instrumento. O segundo é a aplicação que deve acontecer de forma apropriada, com muita clareza. O terceiro fator é análise do instrumento que visa averiguar as respostas do aluno dentro do contexto e também a especificidade de cada questão. E segue com quarto fator que é a comunicação do resultado, é extremamente importante que o aluno receba de volta e corrigido o seu instrumento e que seja questionado a refletir sobre o seu desempenho.

Finalmente o último e quinto fator é a tomada de decisão, diante de todas as informações obtidas. É o momento de averiguar a mudança na prática pedagógica, ou seja, é o momento de utilizar das informações para replanejar, visando a ajudar o aluno a superar suas dificuldades. Portanto, vale ressaltar que esses fatores são essenciais para as transformações na prática pedagógica e consequentemente na aprendizagem.


PROVA: um momento especial

Avaliar o processo de aprendizagem é muito complexo, pois a avaliação tem um sentido muito amplo, em que vários métodos ou instrumentos são utilizados e apesar da sua diversificação, está imerso na nossa cultura a prova escrita. Para muitos o momento da prova é um acerto de contas, é o julgamento. Porém, espera-se que esse momento permita o crescimento do aluno e não que atrapalhe o seu desenvolvimento

Segundo Luckesi, os professores utilizam as provas como instrumento de ameaça e tortura prévia dos alunos, considerando ser um elemento motivador de aprendizagem (2002, p.18).

Quando um professor não tem consciência do que é avaliar, métodos como ameaça e tortura fazem parte de sua prática, principalmente se suas aulas não agradam, os alunos conversam, e o professor irritado começa a ameaçar com a prova com frases como: “fiquem quietos, cuidado com a prova” ou no “dia da prova quero ver essa conversa” dentre outras. Daí vem à expressão, “prova: dia do acerto de contas”. Com tudo isso a prova passa a ser um instrumento negativo, sinônimo de pavor, e a grande questão é que o aluno não estuda por prazer, mais sim pelo medo da prova.

Conforme afirma Vasconcellos, a prova é usada com o objetivo de ser um documento-álibe do professor (junto aos pais e escola) na guerra contra os alunos (1998, p.125). Muitos professores utilizam a prova como escudo, por não lhe dar a real importância que ela tem. Vasconcellos ainda salienta, a avaliação deixa de ser considerada como uma dimensão da aprendizagem, para apenas a com “prova” ção do que o aluno sabe (1998, p.125). Contudo a aprendizagem é desvalorizada, neste contexto onde a prova é apenas uma comprovação da deficiência do ensino.

A questão prova está arraigada no nosso ensino, onde o aluno é testado, o conhecimento é medido, sem se preocupar com o seu psicológico. O que realmente importa é o resultado que a prova representa, mas, na realidade a prova é instrumento frágil desde a elaboração à correção.

Na avaliação há duas linhas de prova. A primeira conhecida como prova tradicional, caracterizada pela memorização. Segundo Moretto, “a memorização certamente tem o seu lugar no processo de aprendizagem, desde que seja acompanhada da compreensão do significado do objetivo de conhecimento” (2010, p.126).

Nessa linha tradicional o aluno é um sujeito passivo, que aprende pela força da repetição. É importante ressaltar que no ensino tradicional as provas na maioria das vezes contêm perguntas mecânicas sem contextualização e com questionamentos que nada significam. Nesta linha destacam-se três pontos que representam o tradicionalismo. 1. Memorização exagerada, em que o aluno não produz ele é apenas receptor; 2. Correção sem parâmetro, em que a correção da prova é feita a critério do professor, ou seja, o que vale é o que ele determinar. Moretto afirma que “... numa cultura de toma lá da cá, deve responder o que o professor quer, mesmo que a questão não esteja clara” (2010, p. 129). 3. Palavras de comando sem contextualização.

Na linha tradicional o professor é o detentor do saber, determina que tudo seja ao seu modo, independente se existe ou não outras possíveis respostas mais adequada;,

A segunda linha é da perspectiva construtivista: nela o aluno é parte integrante do processo de aprendizagem e constrói o seu conhecimento demonstrando sua capacidade de analisar, produzir e atuar; as provas são contextualizadas partindo do princípio do construtivismo sociointeracionismo que enfatiza uma visão de construção do conhecimento numa visão social, histórica e cultural a partir da vivência do aluno no processo de interação com o meio e com o outro, agindo de maneira gradual.

São características próprias da linha construtivista: 1) Contextualização- “o texto deve servir de contexto e não de pretexto”, é necessário que o texto sirva de base para que o aluno encontre nele o contexto que o auxilie a responder a questão; 2) Parametrização são padrões utilizados pelos professores para a correção dos instrumentos avaliativos, é necessário que haja clareza e precisão e que se estabeleçam critérios para a correção; 3) Explorando a leitura e a escrita, é muito comum ouvir professores dizerem que os alunos não sabem ler e nem escrever, porém, na perspectiva construtivista o texto tem o pretexto de auxiliar nesse processo de leitura e escrita; 4) Proposição de questões operatórias e não apenas transcritórias, em que nas questões operatórias há certa complexidade e requer do aluno cálculos mentais, compreensões implícitas que fazem ligações com o contexto. Enquanto nos transcritórias são as repetições transcritas sem significado para o cotidiano do aluno.

Contudo, é importante ressaltar que nas duas linhas de provas tanto na tradicional como na contextualizada não existe uma concepção certa ou errada; ambas têm sua relevância e o importante é enfatizar as mudanças que ocorreram na educação, o que antes era praticado nas escolas, hoje não deve fazer parte do cotidiano escolar. A visão de ensino hoje tem uma perspectiva que prioriza a aprendizagem, permitindo que o aluno seja dono do seu conhecimento e que busque sua autonomia.



RESULTADOS E ANÁLISES

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO - PPP

Com a reforma educacional dos anos 90, o artigo 12 da Lei das Diretrizes e Base nº 9394/96 relata que as unidades terão que “elaborar e executar sua proposta pedagógica”. Diante disso, Unidade de ensino pesquisada apresenta uma ampla visão referente à vivência do homem-homem e homem-meio, o qual se insere de uma forma crescente do contexto local para o global. Sendo a educação o fator primordial na formação do ser humano. Nessa perspectiva, a escola tem como objetivo tornar os alunos “capazes de pensar e agir com consciência crítica e transformadora na sociedade” (PPP).

A prática pedagógica é entendida como um fator reflexivo, que não se reduz a um vago processo educacional, mas, a um processo de ensino aprendizagem.

O planejamento é um processo inevitável em qualquer área, seja profissional ou pessoal. Segundo o documento vigente “a prática do professor não acontece de forma aleatória, é necessário que haja uma reflexão antes, durante e depois das ações realizadas” (p. 20). Vale salientar que nesse estabelecimento de ensino o planejamento é feito em três etapas. Na primeira, o plano anual, onde o docente analisa a realidade da escola e dos discentes e constrói uma proposta de trabalho anual. A segunda etapa é construção de um plano mensal, nele o professor planejará suas atividades de forma mais detalhada. E por último o planejamento semanal, nesta etapa o professor apresentará suas estratégias para alcançar os objetivos propostos.

Com base no documento em estudo:

a avaliação do aproveitamento dos alunos será um processo diagnóstico, processual e contínuo e de forma global, mediante a verificação de competência, de aprendizagem de conhecimento em atividades na classe e extraclasse, incluindo os procedimentos próprios de recuperação paralela” PPP (2013, p.30).

Portanto, os alunos serão avaliados na participação, na sala de aula durante a execução de trabalhos, seminários e outros instrumentos inclusive a prova.

Diante disso, vale ressaltar que a avaliação é um processo pelo qual a prática pedagógica será analisada, provocando assim uma reflexão.

Essas práticas pedagógicas ocorridas no interior da escola são determinadas de currículo. A proposta curricular dessa unidade foi elaborada pela secretária de educação, diretores e coordenadores pedagógicos e a estrutura curricular obedece à legislação vigente.

Vale salientar que no documento analisado o Projeto Político Pedagógico da Unidade pesquisada, nada consta ao que diz respeito à elaboração de instrumento avaliativo. A discussão relacionada aos instrumentos avaliativos é fator muito relevante, pois, é a partir deles que os professores fazem uma reflexão, questionando-se sobre práticas pedagógicas que norteiam o ensino e a aprendizagem.


ENTREVISTAS

A entrevista foi realizada com a professora do 4º ano e com a coordenadora pedagógica, com o objetivo de coletar informações para compreender o processo de avaliação e os métodos utilizados nesse processo.

Nesse pressuposto, observamos que o entendimento da professora sobre avaliação, é o fazer e realizar uma verificação. Ao serem questionadas sobre como acontece o processo avaliativo na escola, obtivemos as seguintes respostas: É contínuo. “E o aluno deve ser avaliado pelo que produz na hora da avaliação (teste, prova)” diz a professora.

- “A avaliação é contínua. Nesse processo o aluno está sendo avaliado sempre e busca melhoria na aprendizagem”, afirma a coordenadora.

É necessário que a escola discuta sobre a avaliação como um todo, destacando as habilidades e sanando as dificuldades, ao invés de apenas medir a produção do aluno.

Com relação ao objetivo dos instrumentos avaliativos elas afirmaram que o objetivo é diagnosticar o desenvolvimento dos discentes e dos docentes. E relacionado ao resultado dos instrumentos avaliativos. A professora relata que faz sim sua verificação, revendo o que o aluno não aprendeu, refaz as questões que eles erraram e questiona- os a refletir sobre os erros. A coordenadora concorda com a professora e contribui afirmando que essas discussões relacionadas aos erros e acertos fazem com que aluno e professor reflitam sobre ensino e aprendizagem.

Os instrumentos mais utilizados são os trabalhos, testes e provas. Ambas compartilham suas compreensões da prova como instrumento avaliativo. A professora afirma que a prova “é um instrumento útil que lhe dá pista do desenvolvimento do aluno”. Já a coordenadora faz a seguinte colocação: “é um instrumento importante desde que seja aplicado ao lado de outros instrumentos”.

Segundo a professora a falta de espaço físico, falta de apoio pedagógico, de material pedagógico e o fato de não ter acesso a instrumentos de pesquisa, são fatores que dificultam a elaboração dos instrumentos avaliativos. E se tratando de facilidade para a construção dos mesmos, ela não tem, pois a escola não oferece condições favoráveis.

Foi questionada a professora como é feita a análise dos instrumentos avaliativos. “Geralmente através das notas”, diz a professora. Ela foi indagada: de que maneira essa análise é feita através das notas? “Observo quantos conseguiram notas acima da média e quantos não alcançaram a média, daí é só deduzir se a maioria foi acima da média é por que eles aprenderam e se muitos não conseguiram a média aí eu refaço a prova”disse a professora. Continuamos a indagação a respeito da análise, se não seriam mais viável fazer essa análise das questões e depois tabular os erros e os acertos, e verificar realmente se houve a aprendizagem. Respondeu a professora, “Nunca fiz dessa forma, mas acho que dá muito trabalho”.

Diante do exposto, percebe-se que na verdade não acontece a avaliação da aprendizagem, mas sim a verificação. No que diz respeito a prova é um dos instrumentos mais valorizados, tornando assim a avaliação um processo injusto, pois avaliar não é medir, mas, identificar, analisar o rendimento do aluno. A avaliação deve acontecer de forma integrada e no fazer diário.


INSTRUMENTO AVALIATIVO: PROVA

Prova é o instrumento utilizado para averiguação da aprendizagem do aluno, ela tem uma contribuição especial no processo de avaliação, portanto não deve ser utilizada com o intuito de dar notas ou de reprovar o aluno.

Segundo Libâneo, “Trata-se de um processo de acompanhamento sistemático do desempenho escolar dos alunos em relação aos objetivos, para sentir o seu progresso, detectar as dificuldades retomar a matéria, quando os resultados não são satisfatórios” (1994, p. 212). De fato, a prova é um instrumento sistemático que deve ser utilizado visando melhorias para o ensino aprendizagem, não deve ser confuso e nem ser usado com fins que contradizem sua finalidade.

Diante do exposto foram analisadas algumas provas do 4º ano de uma escola da área rural, situada no estado do Tocantins. Nas provas de Geografia e História têm questões de múltipla escolha; verdadeiro ou falso, questões em que os comandos aceitam todas e quaisquer respostas como correta e têm também questões dissertativas. Observamos que em todas as situações, as questões contêm comandos que as deixam sem clareza e precisão, propiciando assim um espaço para que o aluno responda conforme o seu entendimento, e não oferece parâmetro para a correção das mesmas. A prova de Matemática foi elaborada com clareza utilizando uma área de conhecimento matemático, grandezas e medidas e explorando do aluno cálculos mentais e compreensão do texto, mas, mesmo utilizando um único tema deveria ter diversificado mais as questões, ou seja, houve pouca exploração de conteúdos. A prova de Língua Portuguesa é composta pelo texto, compreensão do texto, por questões de gramática e de ortografia. O texto é uma narrativa de fácil compreensão, com uma linguagem simples, que traz questionamentos diretos os quais as respostas estão explícitas, não priorizando o pensamento do aluno e não permitindo que ele demonstre o seu entendimento sobre o texto. Com relação a parte gramatical observamos que as questões obedecem a comandos diretos, exigindo do aluno simplesmente a resposta ao comando impedindo o aluno de expor o seu conhecimento; o texto poderia explorar comparações e situações do cotidiano.

Portanto, as provas analisadas têm uma perspectiva tradicional, e muitas vezes são usados métodos de memorização, quase sempre com respostas que obedecem ao comando de uma questão sem contexto, que não contribui com o aprendizado reflexivo e crítico, ou seja, não permite que o aluno mostre o que ele realmente aprendeu. É importante ressaltar mesmo que a prova siga essa linha tradicional, tem sua contribuição com a avaliação. Nesse pressuposto, várias concepções são debatidas sobre avaliação da aprendizagem.

Os professores preconizam uma filosofia no plano de ensino, mostrando uma avaliação processual, contudo nada é verdadeira, a política da escola é muito diferente da prática pedagógica. A práxis deve ser conivente com a escola e não idealizar um modelo de escola.

Percebemos que a professora está arraigada ao tradicionalismo, por não ter conhecimento necessário de como desenvolver um trabalho numa concepção sóciointeracionista e também por não ter um conhecimento mais profundo do processo avaliativo. A avaliação tem um caráter classificatório e, nessa perspectiva, classificam os alunos impedindo seu crescimento.

Luckesi afirma que “a prática classificatória da avaliação é antidemocrática, uma vez que não encaminha uma tomada de decisão para o avanço, para o crescimento” (2012 p. 77). Isso ainda acontece em muitas escolas há professores que acreditam na “educação bancária” de Paulo Freire, processo em que o professor é detentor do saber.

Sant’ana (1995 p. 39) diz que essa função classificatória da avaliação, prima pela memorização e pelo domínio do professor que determina as ações para o aluno, fazendo que ele reproduza ao invés de produzir. No entanto, atualmente a escola concebe uma educação em que o conhecimento é produzido pelo aluno. Dentro desse parâmetro a interação com o outro e com o meio são fatores que contribuem para esse aprendizado por isso é que é um processo coletivo. Nessa perspectiva, os erros são mais valorizados do que os acertos, por que é através deles que o aluno cresce e se torna mais reflexivo.

Moretto ressalta que é função social da escola, “ajudar a formar gerentes de informações e não meros acumuladores de dados” (2010, p.89). De fato é necessário que se forme cidadãos autores de suas histórias. Para isso a escola precisa desempenhar o seu papel como instituição social.

Segundo Ferreira a escola deve proporcionar ao aluno possibilidades que faça desenvolver ações que venham contribuir com sua aprendizagem e com a interação com o outro (2002, p.15). É necessário que a escola amplie sua visão e modifique sua prática para que de fato o ensino possa evoluir.

Diante do estudo observamos que a escola busca um ensino em que o aluno construa o seu próprio conhecimento, mas, a prática docente não condiz com o ideal da escola, pois professores utilizam metodologias ultrapassadas impossibilitando o desempenho do aluno e não valorizam a avaliação da aprendizagem.

Conforme Luckesi, ”A avaliação da aprendizagem escolar auxilia o educado e o educando na viagem de crescimento e a escola na sua responsabilidade social” (2002, p.174) A avaliação da aprendizagem traz benefício não só para o aluno como também para o professor. Ao detalhar a avaliação da aprendizagem é evidente a relevância desse processo na vida do estudante e também para a escola.

PLANO DE ENSINO

“O ato de planejar é a atividade intencional pela qual se projetam fins e se estabelecem meios para atingi-los”. LUCKESI (2002, p.105). O planejamento faz parte do cotidiano de todas as pessoas, de alguma maneira se planeja algo.

Com base nos planos de ensino analisados percebemos que existe uma integração na estrutura do mesmo. Os conteúdos estão dispostos de forma clara e organizados sistematicamente, porém, em algumas áreas do conhecimento o plano de ensino não condiz com o que é trabalhado na sala de aula. Podemos observar isso se compararmos alguns instrumentos avaliativos com o conteúdo proposto no plano de ensino. Que vem constatar que em algumas disciplinas o ensino não busca alcançar os que o mesmo propõe.

Os objetivos propostos, muitos estão de acordo à necessidade do aluno e buscam integrar o aluno ao meio no qual está inserido. Já a avaliação acontece de forma contínua, e é avaliado o desempenho do aluno durante as atividades propostas, também é incluída nesse processo a participação e a assiduidade do aluno durante as aulas. Nota que avaliação esta mais voltada o ensino e não para a aprendizagem.

Sobre isso afirma Moretto. “A finalidade tanto de ensino como de avaliação da aprendizagem é criar condições para o desenvolvimento de competências do aluno” (2010, p. 124). A avaliação precisa ser ativa e não passiva, para isso é necessário que seja avaliada a aprendizagem, e que possibilite ao aluno à busca e consequentemente a descoberta de novos conhecimentos. Diante do exposto, a avaliação da aprendizagem desta escola não assumiu a função de auxiliar a construção da aprendizagem.

Uma das grandes dificuldades do professor quando se trata de avaliar a aprendizagem é a falta de interação entre o professor e o processo avaliativo. Muitos professores deixam realizar a avaliação de forma adequada o processo avaliativo, por não ter um conhecimento abrangente sobre o assunto.

Diante do estudo pudemos observar que o plano de ensino muito contradiz a prática pedagógica realizada na escola, situação que não contribui com a avaliação da aprendizagem, pois não se consegue atingir os objetivos traçados, deixando assim a prática pedagógica desacreditada.

CONCLUSÃO

Mediante a análise dos dados adquiridos no período de estudo sobre avaliação da aprendizagem, constatamos que há grande dificuldade no exercício da avaliação da aprendizagem e também na elaboração dos instrumentos avaliativos, uma vez que a grande maioria utiliza-os mecanicamente com o intuito de apenas verificar a aprendizagem, sendo que, esses instrumentos são mais voltados para uma linha tradicional.

Embora as entrevistadas demonstrarem segurança em relação ao processo avaliativo, observamos que a avaliação é muito usada a serviço da ordem e da disciplina ao invés de ser utilizada a serviço do progresso do aluno. Ao que se refere aos instrumentos avaliativos, são bem diversificados, porém a prova é o mais importante e sua finalidade é medir o conhecimento do aluno. Sabemos que esse tipo de avaliação torna o processo avaliativo incompleto e injusto, pois atribuir nota ao aluno não se restringe simplesmente em aferir seus conhecimentos, vai muito além desse processo.

Portanto, é evidente que um instrumento mal elaborado não contribui em nada com a aprendizagem, não permite que o aluno desenvolva seu raciocínio, não proporciona ao mesmo um pensamento reflexivo voltado para o meio em que vive,seja no campo social, afetivo ou cultural, ou seja, não auxilia o professor no processo avaliativo e nem o aluno na aprendizagem.

Contudo, fica claro que ao elaborar um instrumento avaliativo é importante que o professor esteja ciente do seu objetivo e se o mesmo irá de encontro às necessidades da turma. Que o mesmo possua questões coerentes, claras e de fácil compreensão, facilitando assim o entendimento do aluno. E ressalto a importância de se fazer uma análise detalhada do resultado desse instrumento, observando se realmente o objetivo foi alcançada.

Nesse processo de ensino aprendizagem há muito que refletir: os erros, os acertos, o saber construído com as próprias experiências, as dificuldades, as habilidades dentre outras. Portanto, refletir é tarefa constante para o educador.

REFERÊNCIAS

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1 Graduanda em Pedagogia Docência nos anos iniciais/modalidade PARFOR pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) em Miracema do Tocantins. E-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. Orientador(a) Vânia Passos.


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