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AUTOESTIMA COMO FATOR RELEVANTE NO DESENVOLVIMENTO ESCOLAR

 

Annileidy Cordeiro Sousa Munhois1

Joice Ap. da Costa Deorr2

RESUMO

Objetivo: Refletir sobre as causas e consequências da baixa autoestima nos alunos de duas turmas do 7º ano da Escola Municipal Rui Barbosa. Métodos: Observação, para melhor compreensão da demanda e intervenção, proporcionando a reflexão sobre a importância de se conhecer, subsequente a autoestima. Resultados: Houve o entendimento de que cada um tem sua forma de reagir diante das situações, influenciando assim na sua conduta, e que alguns comportamentos nada mais é do que uma forma de chamar a atenção para um problema no qual estão passando e que não conseguem expressar. Conclusão: Em consonância com o tema elencado, percebe-se que a baixa autoestima dificulta a aprendizagem causando baixo desempenho escolar e também alterações no comportamento do aluno.

Palavras-chave: Rendimento escolar, sentimentos, autoestima.

 

 

 

RESUME

Objective: To reflect on the causes and consequences of low self-esteem in students from two 7th grade classes at Rui Barbosa Municipal School. Methods: Observation, to better understand the demand and intervention, providing reflection on the importance of knowing, subsequent to self-esteem. Results: It was understood that each one has their way of reacting to situations, thus influencing their conduct, and that some behaviors is nothing more than a way to draw attention to a problem that they are experiencing and can not express. Conclusion: In line with the listed theme, it is noticed that low self-esteem hinders learning causing poor school performance and also changes in student behavior.

Keywords: School performance, feelings, self-esteem.

 

 

 

RESUMEN

Objetivo: Reflexionar sobre las causas y consecuencias de la baja autoestima en estudiantes de dos clases de 7º grado de la escuela municipal Rui Barbosa. Métodos: Observación, para comprender mejor la demanda e intervención, reflexionando sobre la importancia del conocimiento, posterior a la autoestima. Resultados: se entendió que cada uno tiene su forma de reaccionar ante las situaciones, lo que influye en su conducta, y que algunos comportamientos no son más que una forma de llamar la atención sobre un problema que están experimentando y no pueden expreso Conclusión: en línea con el tema mencionado, se observa que la baja autoestima dificulta el aprendizaje, causando un bajo rendimiento escolar y también cambios en el comportamiento de los estudiantes.

Palabras clave: Rendimiento escolar, sentimientos, autoestima.

INTRODUÇÃO

 

O entendimento que o indivíduo tem de si mesmo é essencial para se viver bem, ou seja, a imagem que é formada de si, se expressa por sentimentos através de manifestações corporais, associados a eventos ambientais, sociais e físicos, dentre estes sentimentos está a autoestima, o qual é desenvolvido durante a vida da pessoa (BRANDEN, 2000). Dessa forma Santos (2017) confirma que a autoestima pode ser compreendida como os sentimentos que se possui de si mesmo.

A autoestima quando vista de um ângulo positivo, significa que as pessoas têm uma boa imagem de si, espera-se que os outros gostem de nós e confiem em nossas habilidades de lidar com seus próprios desafios, percebendo também, quando vista do ponto negativo, pode causar sérios problemas, quando achamos que não merecemos o amor de ninguém, não acreditamos em nosso potencial, que não somos capazes, considerando que não sabemos fazer nada direito, imagine tais situações no ambiente escolar, no processo ensino-aprendizagem das crianças (GONÇALVES, 2004 apud SANTOS, 2017).

 

Segundo Martorell (2014), no livro de desenvolvimento humano apresenta o desenvolvimento psicossocial de Erikson, no qual a autoestima passa por estágios e que na segunda infância, não se baseia na realidade, mas tende a ser extremista não existindo meio termo. Já na terceira infância ela se torna mais realista devido a internalização de competências baseadas nos padrões dos pais e sociedade, assim aprendem habilidades valorizadas pelo meio em que vive.

Assim sendo, a autoestima favorece a produtividade seja em quaisquer aspectos da vida do indivíduo, não obstante a aprendizagem, no qual é favorecida por essas atitudes valorativas (JUNIOR, 2010).

No ambiente escolar, a autoestima deve ser valorizada. Em conformidade com Santos (2017) a autoestima e a aprendizagem se relacionam de maneira direta, uma vez que a baixa valorização pessoal pode acarretar as dificuldades do aprender, culminando para desajustes e dificuldades de aprendizagem.

A autoestima transcende a conceitualização, pode-se afirmar que se tornou um fenômeno complexo que integra a personalidade, que nem sempre há a consciência de sua existência (SANTOS, 2017).

O baixo nível de rendimento escolar, comportamentos inadequados, desinteresse nos estudos e ausência de perspectivas de um futuro promissor vem preocupando a equipe diretiva da Escola Municipal Rui Barbosa, e com isto vem contrastar sua relação com a autoestima dos alunos.

Este artigo pretende atuar com os alunos intervenções que proporcionam a reflexão sobre o conhecimento que cada um tem de si, bem como suas relações com o outro, dirimindo assim, ações negativas que potencializam o fracasso escolar.

Assim, o objetivo deste artigo foi de refletir sobre as causas e consequências da baixa autoestima nos alunos de duas turmas do 7º ano da Escola Municipal Rui Barbosa, através de observação, para melhor compreensão da demanda e intervenção, proporcionando a reflexão sobre a importância de se conhecer, subsequente a autoestima.

MÉTODOLOGIA

O contato com os alunos foi imprescindível na execução deste plano de ação, além de outros meios como: desenho, vídeo, dinâmica, jogos. O público alvo foram os alunos do ensino fundamental de duas turmas do 7º ano, com faixa etária entre 12 e 13 anos, período matutino na Escola Municipal Rui Barbosa, no município de Sorriso- MT, totalizando 12 encontros, sendo 01 encontro semanal o qual ficou definido as terças-feiras das 7:00 as 9:00 horas. Destes encontros, 4 de observação, 7 de intervenção e 1 de fechamento, o qual se desenvolveu no período de 19 de março de 2019 à 04 de junho de 2019.

 

RESULTADOS

 

No período de estudo, observou-se que a dinâmica de uma sala difere da outra e, em uma turma específico, demonstrou maior necessidade de intervenção, que apesar da indisciplina é a que mais denotou baixa autoestima.

Após o período de observação, iniciou-se as intervenções, começando com o desenho da família, para identificar com quem os alunos convivem, e, também, informar sobre o estado de ânimo dos mesmos, como traços de personalidade e carências afetivas, no qual implica no processo de aprendizagem. A análise se deu com auxílio de literatura específica sobre desenhos, no qual foram separados os mais gritantes para melhor conhecimento do aluno em particular e entender alguns comportamentos. Esse trabalho mostrou-se satisfatório porque se pôde ver quanto o desenho revela sobre a pessoa, denotando aspectos que até então não seriam revelados em um diálogo, ou seja, forneceu elementos essenciais sobre o aluno em questão.

Noutros momentos de intervenções, foram aplicados dinâmicas no qual envolviam todos os alunos presentes em sala, dinâmicas essas que levavam a reflexão sobre si, como sua relação com o outro, quanto a reciprocidade e consideração à diversidade.

Na dinâmica “O espelho”, buscou-se reforçar positivamente a valorização pessoal, no qual foram trabalhadas as qualidades individuais e a convicção nas mesmas, como forma de viver com maior tranquilidade e realização.

O vídeo “Você é especial”, se trata de uma fábula que apresenta a estória de Marcinelo, que vive num mundo tão cheio de pré-requisitos, ficando cada vez mais distante de viver com um senso verdadeiro de identidade. Mas quando tudo parecia perdido para ele, escuta uma mensagem que reconforta seu coração: a verdade de que você é realmente importante e que alguém o ama, e o aceita, exatamente como é.

Na dinâmica “O barco”, buscou-se a reflexão sobre si, comparando o barco em alto mar, com a vida, ora passa por momentos de calmaria, ora por momentos de tempestade, e para que o barco não naufrague é necessária abrir mão de vícios materiais e morais que impedem de tornar-se em pessoas melhores, e por fim guarda-se a fé e a esperança, para se alcançar as metas e propósitos de vida.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Todas as dinâmicas aplicadas tiveram sua parcela de contribuição quanto a melhora na autoestima, isso demonstra quão significativo é poder constatar que uma dinâmica simples possa impactar uma pessoa, conduzindo-a na direção de resultados satisfatórios.

Dessa forma, conseguiu-se a oportunidade de dar voz aos sentimentos reprimidos, através da escuta amiga, e houve o entendimento de que cada um tem sua forma de reagir diante das situações, influenciando assim na sua conduta, e que alguns comportamentos nada mais é do que uma forma de chamar a atenção para um problema no qual estão passando e que não conseguem expressar.

Por conseguinte, em consonância com o tema elencado, percebeu-se que a baixa autoestima dificulta a aprendizagem causando baixo desempenho escolar e também alterações no comportamento do aluno.

Assim sendo, faz-se necessário a realização de atividades que intensifique cada vez mais construção da autoestima.

 

 

REFERÊNCIAS

 

BRANDEN, N. AUTOESTIMA: como aprender a gostar de si mesmo. Disponível em http://bonscursos.com/solidario/downloads/autoestima.pdf, acesso em 19/03/2019.

 

BEDARD, N. Como interpretar os Desenhos das Crianças. São Paulo: Ed. Isis, 2003.

 

CAMPEIZ, A. F., ARAGÃO, A. de S. Adolescentes, autoestima e o processo ensino-aprendizagem. Disponível em https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/6593/4850, acesso em 22/03/2019.

 

GONÇALVES, V. D. B. A psicomotricidade como instrumento estimulador da autoestima. Disponível em http://www.avm.edu.br/monopdf/7/VILMA%20DE%20DEUS%20BARROS%20GONCALVES.pdf, acesso em 01/04/2019.

 

JUNIOR, P. F. L, A autoestima e sua influencia no espaço escolar, com atuação dos orientadores educacional e pedagógico. Universidade Candido Mendes, 2010. Disponível em http://www.avm.edu.br/docpdf/monografias_publicadas/t205693.pdf, acesso em 30/03/2019.

 

MARTORELL, G. O desenvolvimento da criança: do nascimento à adolescência. Porto Alegre: AMGH, 2014.

 

PPP - Projeto Político Pedagógico da Escola Municipal Rui Barbosa. Sorriso – MT

 

SANTOS, A. A. dos,. A influencia da autoestima no processo de ensino-aprendizagem na educação infantil. Disponível em http://gestaouniversitaria.com.br/artigos/a-influencia-da-autoestima-no-processo-de-ensino-aprendizagem-na-educacao-infantil, acesso em 01/04/2019.

 

500 Dinâmicas. Despert Consultoria e Treinamento. Disponível em: https://drive.google.com/drive/folders/0B4cIMwhxIufXZ1JrWW10MXFJazA, acesso em01/04/2019.

 

 

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