A TECNOLOGIA ASSISTIVA A FAVOR DA INCLUSÃO ESCOLAR DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA
Virgínia Caetano do Nascimento
Josiane Fátima Zamignan
RESUMO
O presente trabalho tem como objetivo entender como a Tecnologia Assistiva pode ser utilizada como ferramenta eficaz para alunos com deficiência, identificando quais os recursos e serviços que podem utilizados e sua importância no desenvolvimento dessas crianças. Para o desenvolvimento do trabalho em questão, foi realizado revisão bibliográfica, com o intuito de adquirir mais conhecimentos e esclarecer a utilização das Tecnologia Assistiva na escola, tornando-a ainda mais inclusiva. Analisando este contexto, entendeu-se que a Tecnologia Assistiva se tornou um excelente recurso para aluno com deficiência, pois traz uma gama de recursos e serviços que veio a somar para uma educação de qualidade, percebendo que as crianças aprendem melhor através de estratégias, recursos e serviços específicos para cada caso, apresentando um avanço considerável principalmente no desenvolvimento motor, cognitivo e social.
Palavras-Chave: Paralisia Cerebral. Recursos. Serviços. Tecnologia Assistiva.
INTRODUÇÃO
Na época em que a Educação Inclusiva se efetivou, também houve profundas mudanças na vida de todos, pois chegava a tecnologia, com intuito de facilitar a vida de todos os indivíduos, dando autonomia e maior independência. Surgiu a necessidade de modernização também nas escolas, e isso refletiu positivamente na vida desses indivíduos, buscando a todo momento dar qualidade aos métodos de ensino oferecido, surgindo assim a Tecnologia Assistiva.
Seu principal objetivo é dar qualidade de vida a quem precisa, através de serviços, equipamentos, estratégias e práticas que visam ampliar as habilidades dos alunos, proporcionando vida independente ao aluno com alguma deficiência.
Levando isso em consideração, o estudo teve como problema da pesquisa a seguinte questão: Que tipo de recursos, serviços e estratégias de Tecnologia Assistiva pode ser utilizado na inclusão escolar de alunos com deficiência?
O tema foi escolhido por considerar que a Educação Inclusiva é uma conquista para a educação e para a vida de pessoas com deficiência. Pesquisando mais profundamente o referido tema, encontramos a Tecnologia Assistiva, ou simplesmente TA, que se tornou mais um aliado para alunos com deficiência, surgindo a necessidade de ampliar os conhecimentos em torno de tal temática.
Pensando nos benefícios que a TA proporciona para a vida do aluno com deficiência, e entendendo que precisa de estratégias para seu desenvolvimento, investigou-se quais são os recursos, serviços e estratégias de Tecnologia Assistiva necessários para garantir além do acesso, a permanência, o aprendizado e a interação social desses alunos em escolas de ensino regular.
Para responder o problema da pesquisa e alcançar os objetivos, foi utilizado como procedimento a revisão bibliográfico, com objetivos descritivos e abordagem qualitativa. A coleta de dados se deu por meio de análise de livros, artigos, teses, monografias, entre outros que se julgou interessante e relevante para a temática escolhida.
O trabalho aqui apresentado foi dividido em três seções, abordando a Tecnologia Assistiva, com o intuito de entender melhor seu conceito e suas características, bem como, compreender quais são os recursos e serviços utilzados para proporcionar uma vida mais independente àqueles que necessitam de auxílio. Analisou-se também os benefícios da Tecnologia Assistiva para os alunos com deficiência, buscando entender como deve ser utilizado os recursos e serviços a favor de sua autonomia e aprendizado.
1 TECNOLOGIA ASSISTIVA
No Brasil a TA ainda é pouco conhecida, pois se trata de uma área de conhecimento nova e pouco explorada. O termo começou a ser utilizado como Ajudas Técnicas, o que também está adequado para ser utilizado nos dias de hoje. Na legislação, no Decreto 3.298 de 1999, art. 19, apresenta o direito que os brasileiros com deficiência ou mobilidade reduzida às Ajudas Técnicas. Nele consta que:
Consideram-se ajudas técnicas, para os efeitos deste Decreto, os elementos que permitem compensar uma ou mais limitações funcionais motoras, sensoriais ou mentais da pessoa portadora de deficiência, com o objetivo de permitir-lhe superar as barreiras da comunicação e da mobilidade e de possibilitar sua plena inclusão social (BRASIL, 1999) ”.
A abrangência do conceito garante de TA não se restringe somente a recursos em único ambiente, mas sim, em vários lugares e ocasiões, propiciando o acesso e autonomias para pessoas com deficiência, incapacidade ou mobilidade reduzida.
O decreto 5.296 de 2004 dá prioridade de atendimento e estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Possui um capítulo direcionado as ajudas técnicas (VII) descrevendo as políticas públicas adotadas pelo governo referente a TA, referindo a constituição do CAT/SEDH.
O artigo 8º define o que é acessibilidade, ajudas técnicas e desenho universal:
I - Acessibilidade: condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida; [...].
V - Ajuda técnica: os produtos, instrumentos, equipamentos ou tecnologia adaptados ou especialmente projetados para melhorar a funcionalidade da pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida, favorecendo a autonomia pessoal, total ou assistida; [...].
IX - Desenho universal: concepção de espaços, artefatos e produtos que visam atender simultaneamente todas as pessoas, com diferentes características antropométricas e sensoriais, de forma autônoma, segura e confortável, constituindo-se nos elementos ou soluções que compõem a acessibilidade. (BRASIL, 2004).
Dessa forma, a acessibilidade visa garantir o direito de ir e vir das pessoas que possuem alguma deficiência e/ou mobilidade reduzida, favorecendo a autonomia. Ajudas Técnicas ou mesmo TA são produtos e serviços, bem como estratégias tecnológicas que ajudam o indivíduo ser mais autônomo em tarefas de seu dia-a-dia.
Já o desenho universal estabelece soluções em termos de espaços e produtos que visam a utilização por todos simultaneamente, sempre de forma segura e confortável. A união desses três instrumentos é essencial para que pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida tenham seu direito como cidadão garantido.
No ambiente escolar, TA só se tornará efetiva quando transpor essas duas dimensões: instrumental (utiliza instrumentos, equipamentos nas atividades diárias) e comunicacional (utiliza recursos de comunicação para estabelecer contato social), onde a escola não poderá ter barreiras que impeçam que os alunos deixem de frequentar as aulas, buscando recursos e estratégias que promovam seu livre acesso e permanência, com a maior autonomia possível, o que resultará em uma interação social mais efetiva e consequentemente uma educação inclusiva de qualidade.
Nesse sentido, percebe-se que tudo que é utilizado para ampliar as habilidades e conhecimentos, proporcionando independência as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, desde que exista um planejamento bem definido é considerado recursos de Tecnologia Assistiva.
2 RECURSOS E SERVIÇOS DA TECNOLOGIA ASSISTIVA
A TA engloba um conjunto de recursos e serviços com estratégias adequadas, que servem de auxílio para individuo com deficiência ou que por algum motivo apresentam dificuldades em tarefas cotidianas.
De acordo com Bersch (2013, p.25) a TA deve ser entendida como um “auxílio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência ou pelo envelhecimento”. É por meio da utilização de recursos e serviços adequados, que o indivíduo consegue desempenhar algumas tarefas de forma autônoma, melhorando sua autoestima, refletindo em seu desenvolvimento e em sua vida.
O objetivo da TA é poder proporcionar a qualquer pessoa que tenha deficiência ou que por algum motivo é impossibilitada de realizar tarefas do dia-a-dia, uma forma de torná-la mais independente, favorecendo assim uma melhor qualidade de vida e interação social, por meio da “ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado e trabalho” (BERSCH E SATORETTO, 2014, p. 10). Utilizando estratégias, recurso e serviços adequados a cada deficiência ou impossibilidade, a pessoa consegue realizar atividades que antes precisaria de auxilio de outra pessoa.
O Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) em sua VII reunião realizada em 2007 define a Tecnologia Assistiva, como sendo:
Uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. (CAT, 2007).
A TA pode ser utilizados para deficientes físicos (cadeira de rodas, mobiliário adaptado com enfoque no assento da cadeira, pulseira de chumbo, recursos pedagógicos adaptados, entre outros); para deficientes auditivos (Softwares e o tradutor de Libras) e para deficientes visuais (softwares e recursos pedagógicos). No entanto, é importante destacar que são inúmeros os recursos e serviços que podem ser utilizados, o que irá depender da deficiência e necessidade de quem precisa. (VILELLA, 2008).
A TA apresenta uma gama de recursos e serviços que podem ser utilizados para qualquer pessoa que precise de uma maior autonomia, seja em casa, no trabalho, no lazer ou na escolar. Para entender melhor o que se trata os recursos e serviços que a TA disponibiliza, Bersch e Satoretto (2014), define recurso da seguinte forma:
Os Recursos são todo e qualquer item, equipamento ou parte dele, produto ou sistema fabricado em série ou sob medida utilizado para aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência. Podem variar de uma simples bengala a um complexo sistema computadorizado. (BERSCH E SATORETTO, 2014, p. 12).
Pode-se citar como os recursos mais utilizados, materiais e produtos que favorecem a independência e dão auxílio para a vida diária e prática, como exemplos: os talheres adaptados suportes para utensílios domésticos, velcro, recursos para transferência, barras de apoio, etc. Recursos para deficientes visuais, tais com: consultar relógios, identificar cores e peças de roupas e chamadas telefônicas, assim como verificar temperatura do corpo ou pressão arterial, etc.
Para pessoas com problemas na fala ou escrito habitual usa-se a Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA). “Recursos como as pranchas de comunicação, construídas com simbologia gráfica (BLISS, PCS e outros), letras ou palavras escritas, são utilizados pelo usuário da CAA para expressar suas questões, desejos, sentimentos, entendimentos.” (BERSCH, 2013, p. 37). Esse método aliado a alta tecnologia, aumenta a eficiência da comunicação.
Outro recurso disponível diz respeito a acessibilidade, desenvolvidos para computador, tablets, celulares. “Os conjuntos de hardware e software são especialmente idealizado para tornar o computador acessível a pessoas com privações sensoriais, intelectuais e motoras (BERSCH, 2013, p. 37)”. Os dispositivos de entrada podem ser mouses e teclados adaptados, e de saída, os sons, imagens, informações softwares, impressoras que são preparadas conforme a necessidade do usuário.
Além desses, para facilitar a vida e dar independência para pessoas com necessidades especiais, outros recursos disponíveis são: sistema de controle de ambiente, projetos arquitetônicos para acessibilidade, órteses e próteses que substituem partes ausentes do corpo, adequação postural, auxílios de mobilidade e para qualificação da habilidade, recursos que ampliam a informação e que auxiliam pessoas com baixa visão ou cegas, auxílios para pessoas com surdez ou com déficit auditivo, mobilidade em veículos, esporte e lazer, entre outros (VERUSSA, 2009).
Apesar de existir uma gama de recursos, saber a forma correta de utilização e quais os objetivos que se pretende alcançar, são essenciais, e quando se trata do ambiente escolar, os objetivos devem sempre ser pautados para o pleno desenvolvimento dos alunos, fazendo com que se sintam mais valorizados.
Em relação aos serviços, Bersh e Satoretto (2014), define da seguinte forma:
Os Serviços, são aqueles que auxiliam diretamente uma pessoa com deficiência a selecionar, comprar ou usar os recursos acima definidos. São aqueles prestados profissionalmente à pessoa com deficiência visando selecionar, obter ou usar um instrumento de Tecnologia Assistiva. Como exemplo, podemos citar avaliações, experimentação e treinamento de novos equipamentos. Os serviços de Tecnologia Assistiva são normalmente transdisciplinares envolvendo profissionais de diversas áreas, tais como: Fisioterapia, Terapia ocupacional, Fonoaudiologia, Educação, Psicologia, Enfermagem, Medicina, etc. (BERSCH E SATORETTO, 2014, p. 13).
Vale ressaltar que existe a disposição muitos recursos e serviços que podem auxiliar uma pessoa, tornando sua vida mais fácil. Isso faz da Tecnologia Assistiva uma importante ferramenta que surgiu com o intuito de dar qualidade a quem realmente necessita, através de serviços e recursos adequados, contribuindo para ampliar suas habilidades e consequentemente dar a essas crianças uma vida independente e inclusão, auxiliando, portanto, no seu desenvolvimento cognitivo, físico e social.
2 BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA ASSISTIVA PARA A INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA
A TA engloba um conjunto de recursos e serviços com metodologias adequadas, que servem de auxílio no desenvolvimento de alunos com deficiência. Mas, em sua utilização, é imprescindível saber qual a deficiência, as características e necessidades do aluno e quais os objetivos que se pretende alcançar para seu aprendizado.
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um termo ainda pouco conhecido, utilizado para “identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e, consequentemente, promover vida independente e inclusão”. (BERSCH E SARTORETTO, 2014, p.25).
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importante destacar que a inclusão de crianças com necessidades especiais no ensino regular requer adaptações contínuas na escola, para ser realmente inclusiva, atendendo de fato a diversidade, disponibilizando todos os recursos e instrumentos fundamentais para o desenvolvimento dessas crianças.
Mas para que a Tecnologia Assistiva não se torne apenas mais um método sem objetivos, são importantes o acompanhamento e o planejamento em cima de cada aluno com necessidade especial, além da capacitação de profissionais para tais fins para o desenvolvimento das atividades de modo correto, trazendo benefícios a criança. (VERUSSA, 2009). Assim ao disponibilizar todos os recursos e instrumentos fundamentais para o aprendizado dessas crianças, a escola estará contribuindo de forma positiva para seu desenvolvimento.
Além dos métodos adequados, para que a TA tenha resultados satisfatório é necessário o empenho de todos, incluindo a escola, professores e a sociedade em geral. Pois segundo Bersch; e Sartoretto (2014):
Implementar a TA na escola significa, então, identificar e construir uma rede de parcerias com ações integradas que envolvam os profissionais da educação com os profissionais da saúde, assistência social, engenharia e arquitetura; as instituições especializadas; as universidades e instituições que trabalham com pesquisa e desenvolvimento tecnológico que qualificam o serviço de TA no campo educacional. (BERSCH E SARTORETTO, 2014, p.27).
Fica evidente pelos recursos e ferramentas apresentados acima, a importância da Tecnologia Assistiva na vida de pessoas com necessidades especiais, pois facilita o cotidiano de quem precisa, trazendo autonomia, interação social e desenvolvimento. Portanto, a TA é de fundamental importância na Educação Inclusiva, pois tem como objetivo levar mais independência as crianças com deficiência aumentando assim a sua alta estima, como consequência, uma melhora em sua qualidade de vida.
A TA “vão desde uma fita crepe que prende o papel à mesa, para que não solte com os gestos involuntários do aluno até a utilização de equipamentos como mouse e ponteiros ou um software leitor de tela para acesso ao computador”. (BARBOSA, 2007, p. 11). Porém, não é apenas “improvisar”, pois dentro de sala de aula, para que os produtos e serviços da TA consiga explorar o máximo do desempenho do aluno é necessário um acompanhamento para verificar seu desenvolvimento, realizando um planejamento com estratégias diferenciadas de acordo com suas necessidades, pois, a TA só se tornará efetiva com o esforço de todos que fazem parte desse processo.
Fica evidente que muitas coisas estão sendo melhoradas com a ajuda das tecnologias, mas isso não será suficiente se não existir o apoio das pessoas que fazem parte dessa transformação. Nesse sentido, a criação de políticas que valorize a criança com deficiência como parte da sociedade, dando a oportunidade de autonomia é sem dúvida o objetivo da Tecnologia Assistiva. Para Vilella (2008, p.12) “o professor e toda equipe da escola têm responsabilidade com a construção de um ambiente acessível e inclusivo, eliminando as barreiras arquitetônicas e atitudinais”.
O educador precisa levar aos seus alunos mais oportunidades e inovações, no sentido de existir um maior interesse pela educação, formando assim um laço afetivo em que o trabalho de ambos sejam eficazes, tornando uma educação melhor para todos, para se tornarem cidadãos críticos e conscientes de seus direitos e deveres.
Para se ter resultados satisfatórios, o empenho de todos é necessário neste contexto, onde escola, pais, professores, profissionais da área da saúde e sociedade em geral devem lutar pelos direitos de uma educação de qualidade para todos. (VERUSSA, 2009).
Nesse contexto, vale ressaltar que cada um tem seu papel, onde a escola proporcionará a acessibilidade e recursos para que a TA seja efetivada, que consequentemente precisará do apoio de profissionais de outras áreas para desenvolver projetos de melhoria nos recursos e ferramentas especificas para serem utilizadas com crianças com paralisia cerebral para que possam desenvolver com autonomia as atividades propostas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente trabalho buscou esclarecer e agregar maiores conhecimentos em torno da importância da TA para alunos com deficiência, entendendo melhor seu significado e seu uso para proporcionar maior independência e inclusão a esses alunos.
Ficou evidente que muito já tem sido conquistado na Educação Inclusiva com a TA, onde verificou-se um maior desenvolvimento daqueles alunos com deficiência que frequentam a escola regular, possibilitando uma plena interação social, onde estes alunos se sentem mais motivados para a aprendizagem.
Apesar de seus grandes benefícios para alunos com deficiência, percebe-se que as escolas regulares pouca utiliza seus produtos e serviços, ou utiliza de forma inadequada, seja pela falta de capacitação dos professores ou pela falta de recursos financeiros.
Outro motivo para que a TA não esteja consolidada nas escolas de ensino regular é porque alguns desses recursos e materiais utilizados ainda são um pouco inacessíveis. Mas, em alguns trabalhos pesquisados, pode-se verificar que há ferramentas e recursos que podem ser confeccionados há um custo menor e também adaptados, dependendo da necessidade da criança. Neste contexto, a escola em parceria com os professores e com os familiares dessa criança poderão procurar alternativas para proporcionar-lhe uma maior independência.
Dessa forma, para que a TA não se torne apenas mais um método sem objetivos, é importante o acompanhamento e o planejamento em cima das especificidades do aluno, além da capacitação de profissionais para o desenvolvimento das atividades de modo correto. Assim, ao disponibilizar todos os recursos e instrumentos fundamentais para o aprendizado dessas crianças, a escola
estará contribuindo de forma positiva para o seu desenvolvimento social, cognitivo, físico e afetivo.
Conclui-se que a inclusão de alunos com deficiência em escolas de ensino regular requer adaptações contínuas, para ser realmente inclusiva, em que a diversidade se faça presente, necessitando de recursos, serviços, estratégias e instrumentos facilitadores nesse processo para seu desenvolvimento.
REFERÊNCIAS
BARBOSA, Ana Maria Estela Caetano. A importância da Tecnologia Assistiva no
processo de inclusão escolar. 14 p. 2007. Disponível em:
<http://www.promenino.org.br/servicos/biblioteca/a-importancia-da-tecnologia-
assistiva-no-processo-de-inclusao-escolar>. Acesso em: 10 de janeiro de 2019..
BAUTISTA, Rafael. Necessidades Educativas Especiais. Lisboa: Dinalivro. 1997.
BERSCH, Rita; SARTORETTO, Mara Lúcia. O que é Tecnologia Assistiva? 63 p. 2011. Assistiva: Tecnologia e Educação. Disponível em: < http://www.assistiva.com.br/tassistiva.html>. Acesso em: 13 de janeiro de 2019.
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VERUSSA, Edna de Oliveira. Tecnologia Assistiva para o ensino de alunos com deficiência: um estudo com professores do Ensino Fundamental Marília. Dissertação (Mestrado em Educação). Repositório Institucional da Universidade Estadual Paulista – UNESP. 80 p. 2009.
VILELLA, Renata. Tecnologia Assistiva nas escolas: Recursos básicos de acessibilidade sócio digital para pessoas com deficiência. Instituto de Tecnologia Social (ITS Brasil) / Microsoft. Educação. 63 p. 2008.

